segunda-feira, 16 de junho de 2014

Fallen: Capítulo 14 "Mãos ociosas"


Choveu o dia todo na terça. Nuvens extremamente negras rolaram do oeste e agitaram-se sobre o campus, nada fazendo para ajudar a clarear a mente de Luce. O aguaceiro caía em ondas desiguais – garoando, então chovendo torrencialmente, então chovendo granizo – antes de diminuir para começar tudo de novo. Os alunos não foram permitidos a sair durante os intervalos, e ao final de sua aula de cálculo, Luce estava ficando louca por causa do aprisionamento. Ela percebeu isso quando suas anotações começaram a se desviar do teorema de valor médio e começaram a ficar desse jeito:

15 de setembro: dedo do meio introdutório de JB
16 de setembro: estátua derrubada, mão na cabeça para me proteger (alternativa: simplesmente tateando uma saída); a saída imediata de JB
17 de setembro: potencial leitura errada do aceno de cabeça de JB como uma sugestão de que eu fosse à festa do Cam. Perturbadora descoberta do relacionamento de JB & G (erro?)

Soletrado desse jeito, era o começo de um catálogo muito embaraçoso. Ele tinha simplesmente tantos altos e baixos. Era possível que ele se sentisse da mesma maneira que ela – embora, se pressionada, Luce insistiria que qualquer estranheza da sua parte era apenas uma resposta à estranheza suprema da parte dele.
Não. Esse era precisamente o tipo de argumento circular no qual ela não queria se engajar. Luce não queria jogar nenhum jogo. Ela só queria ficar com ele. Só que não tinha ideia do por que. Ou como agir sobre isso. Ou, na verdade, o que ficar com ele realmente significava. Tudo que ela sabia era que, apesar de tudo, era nele quem ela pensava. Aquele com quem ela se preocupava.
Ela pensara que se pudesse rastrear cada vez que eles tinham se conectado e cada vez que ele tinha se afastado, podia ser capaz de encontrar alguma razão por trás do comportamento errático de Justin. Mas sua lista até agora estava apenas deprimindo-a. Ela amassou a página numa bola.
Quando o sino soou finalmente para liberá-los pelo dia, Luce saiu apressada da sala de aula. Normalmente ela esperava para andar com Ariane ou Penn, temendo os momentos em que seus caminhos se separavam, porque então Luce ficaria sozinha com seus pensamentos. Mas hoje, para variar, ela não teve vontade de ver ninguém. Ela estava ansiando um tempo para Luce. Tinha apenas uma ideia certeira sobre como desviar sua mente de Justin: uma nadada longa, difícil e solitária.
Enquanto os outros alunos começaram a caminhar de volta na direção de seus dormitórios, Luce puxou o capuz do seu suéter preto e lançou-se na chuva, ansiosa para chegar à piscina. Enquanto descia os degraus de Agustine, se deparou diretamente com algo alto e negro. Cam.
Quando trombou com ele, uma torre de livros balançou em seus braços, então caiu na calçada molhada em uma série de batidas. Ele estava com o seu próprio capuz preto puxado sobre sua cabeça e seus fones de ouvido berrando em seus ouvidos. Provavelmente não a tinha visto chegando, tampouco. Ambos tinham estado em seus próprios mundos.
— Você está bem? — ele perguntou, colocando uma mão nas costas dela.
— Estou bem.
Ela mal tinha tropeçado. Foram os livros de Cam tombaram.
— Bem, agora que nós derrubamos os livros um do outro, o próximo passo não são que nossas mãos se toquem acidentalmente enquanto os pegamos?
Luce riu. Quando ela lhe entregou um dos livros, ele segurou sua mão e apertou-a. A chuva tinha encharcado seu cabelo escuro, e grandes gotas reuniam-se em seus cílios longos e espessos. Ele parecia muito bem.
— Como se diz “constrangido” em francês? — ele perguntou.
— Hm... gênée — Luce começou a dizer, sentindo-se ela própria um pouco gênée de repente. Cam ainda estava segurando sua mão. — Espere, não foi você quem tirou um 10 no teste de Francês ontem?
— Você notou? — ele perguntou. Sua voz soou estranha.
— Cam, está tudo bem?
Ele se inclinou na direção dela e retirou uma gota d’água que ela sentira escorrer pela ponte de seu nariz. O simples toque de seu dedo indicador a fez estremecer, e de repente ela não podia deixar de pensar quão maravilhoso e acolhedor podia ser se ele dobrasse-a em seus braços da forma como tinha feito no memorial de Todd.
— Eu estive pensando em você — ele disse. — Querendo te ver. Eu esperei por você no memorial, mas alguém me disse que tinha ido embora.
Luce teve o pressentimento de que ele sabia com quem ela saíra. E que ele queria que ela soubesse que ele sabia.
— Sinto muito — ela disse, tendo que gritar para ser ouvida sobre um ruído de trovão.
Agora ambos estavam encharcados pelo aguaceiro jorrando.
— Venha, vamos sair dessa chuva — Cam puxou suas costas na direção da entrada coberta de Agustine.
Luce olhou sobre o ombro dele na direção do ginásio e quis estar lá, não aqui ou em qualquer outro lugar com Cam. Pelo menos, não agora. Sua cabeça estava cheia até a borda de tantos impulsos confusos, e ela precisava de tempo e espaço longe – de todos – para discerni-los.
— Eu não posso — ela respondeu.
— Que tal mais tarde? Que tal hoje à noite?
— Claro, mais tarde, tudo bem.
Ele ficou radiante.
— Passarei no seu quarto.
Ele a surpreendeu ao puxá-la para si, apenas pelo mais breve dos momentos, e a beijando suavemente na testa. Luce se sentiu instantaneamente aliviada, quase como se tivesse ganho uma dose de alguma coisa. E antes que ela tivesse a chance de sentir algo mais, ele a soltou e estava andando rapidamente de volta na direção do dormitório.
Luce balançou sua cabeça e chapinhou lentamente em direção ao ginásio. Evidentemente ela tinha que resolver mais do que apenas Justin.
Havia uma possibilidade de que poderia ser bom, até divertido, passar algum tempo com Cam, mais tarde essa noite. Se a chuva passasse, ele provavelmente a levaria para uma parte secreta do campus e seria totalmente carismático e lindo naquela maneira intimidantemente tranquila dele. Ele a faria se sentir especial. Luce sorriu.
Desde a última vez em que ela tinha posto os pés na Nossa Senhora da Ginástica (como Ariane tinha batizado o ginásio), o pessoal de manutenção da escola começou a lutar contra o kudzu. Eles haviam retirado a cortina verde da maior parte da fachada do prédio, mas tinham acabado apenas a metade, e vinhas verdes balançavam como tentáculos pelas portas. Luce teve que se abaixar sob alguns rebentos compridos apenas para que pudesse entrar.
O ginásio estava vazio, e silencioso a ponto de se ouvir uma agulha cair, em comparação com a tempestade lá fora.
A maior parte das luzes estava desligada. Ela não tinha perguntado se tinha permissão para usar o ginásio fora do horário, mas a porta estava destrancada, e, bem, ninguém está lá para impedi-la.
No corredor turvo, ela passou pelos antigos manuscritos em latim nas caixas de vidro, e pela reprodução em miniatura de mármore de Pietá. Ela parou na frente da porta da sala de musculação, onde tinha se deparado com Justin pulando corda. Suspiro. Isso seria uma grande adição ao seu catálogo:

18 de setembro: JB me acusa de persegui-lo.
Seguido dois dias mais tarde por:
20 de setembro: Penn me convence de realmente começar a persegui-lo. Eu consinto.

Argh. Ela estava em um buraco negro de autodepreciação. E ainda assim não conseguia parar a si mesma. No meio do corredor, ela congelou. De uma só vez ela compreendeu porque este dia todo ela se sentira ainda mais consumida por Justin do que o habitual, e também ainda mais confusa quanto ao Cam. Ela sonhara com ambos na noite passada.
Ela estivera andando através de um nevoeiro cinzento, alguém segurando sua mão. Ela se virara, pensando que seria Justin. Mas embora os lábios de quem ela estivera pressionando fossem reconfortantes e carinhosos, não eram dele. Eles eram de Cam. Ele deu-lhe inúmeros beijos suaves, e cada vez que Luce o espiava, seus tempestuosos olhos verdes estavam abertos, também, penetrando-a, interrogando-a sobre algo que ela não podia responder.
Então Cam se fora, e o nevoeiro se fora, e Luce estava enrolada apertadamente nos braços de Justin, exatamente onde queria estar. Ele a apertou e a beijou ferozmente, como se estivesse com raiva, e cada vez que seus lábios deixavam os dela, mesmo que por apenas meio segundo, a sede mais seca a percorria, fazendo-a gritar. Desta vez, ela sabia que eram asas, e ela as deixou se enrolarem ao redor de seu corpo como um cobertor. Ela queria tocá-las, dobrá-las ao redor de si mesma e de Justin completamente, mas logo o roçar de veludo estava recuando, dobrando-se sobre si mesmo. Ele parou de beijá-la, observou seu rosto, esperou por uma reação. Ela não entendeu o estranho medo quente crescendo na boca do seu estômago. Mas lá estava, deixando-a desconfortavelmente quente, então quente até fazer bolhas – até que ela não pudesse mais aguentar. Foi quando ela acordou de repente: No último momento do sonho, a própria Luce tinha queimado e se despedaçado – então tinha sido destruída até virar cinzas.
Ela acordara encharcada de suor – seu cabelo, seu travesseiro, seu pijama todos molhados e de repente a fazendo se sentir com muito, muito frio. Ela ficara deitada lá tremendo e sozinha até a primeira luz da manhã.
Luce esfregou suas mangas encharcadas de chuva para se aquecer. É claro. O sonho tinha deixado-a com um fogo no seu coração e um frio nos seus ossos que ela tinha sido incapaz de conciliar o dia todo. E era por isso que ela viera aqui para nadar, para tentar tirar isso de seu sistema.
Dessa vez, seu maiô preto realmente servia, e ela se lembrara de trazer um par de óculos de natação. Ela empurrou a porta para a piscina e ficou sob a plataforma alta de mergulho sozinha, respirando o ar úmido com seu odor maçante de cloro. Sem a distração dos outros alunos, ou o estímulo do apito da Treinadora Diante, Luce conseguia sentir a presença de outra coisa na Igreja. Algo quase sagrado.
Talvez fosse simplesmente que a piscina fosse um lugar tão lindo, mesmo com a chuva caindo pelas janelas rachadas de vitrais. Mesmo com nenhuma das velas acesas nos altares laterais vermelhos.
Luce tentou imaginar como o lugar era antes da piscina ter substituído os bancos, e sorriu. Gostava da ideia de nadar sob todas aquelas cabeças orando.
Ela baixou os óculos e pulou para dentro.
A água estava quente, muito mais quente que a chuva lá fora, e o estrondo do trovão lá fora parecia inofensivo e longe enquanto ela abaixava sua cabeça debaixo d'água.
Ela se impulsionou e começou um nado lento de aquecimento. Seu corpo rapidamente relaxou, e algumas voltas mais tarde, Luce aumentou sua velocidade e começou o borboleta. Ela conseguia sentir a queimação em seus membros, e se forçou.
Era exatamente dessa sensação que ela estava atrás. Totalmente à vontade.
Se ela pudesse apenas falar com Justin. Realmente falar, sem ele lhe interromper ou lhe dizer para transferir de escola ou escapar antes que ela pudesse chegar ao ponto. Isso podia ajudar. Também poderia exigir que ele fosse amarrado e sua boca fechada simplesmente para que ele a ouvisse.
Mas o que ela diria? Tudo o que ela era essa sensação que tinha perto dele, que, se ela pensasse nisso, não tinha nada a ver com suas interações. E se ela pudesse levá-lo de volta para o lago? Fora ele quem tinha deixado implícito que aquele se tornara o lugar deles. Dessa vez, ela poderia levá-lo até lá, e ela seria supercuidadosa para não trazer à tona algo que pareceria assustá-lo – não estava funcionando.
Droga. Ela estava fazendo isso de novo. Ela deveria estar nadando. Só nadando. Ela nadaria até que estivesse cansada demais para pensar em qualquer outra coisa, especialmente Justin.
Ela nadaria até...
— Luce!
Até que fosse interrompida. Por Penn, que estava de pé ao lado da piscina.
— O que você está fazendo aqui? — Luce perguntou, cuspindo água.
— O que você está fazendo aqui? — Penn disparou de volta. — Desde quando você faz exercícios de boa vontade? Eu não gosto deste seu novo lado.
— Como você me encontrou? — Luce não percebeu até que tivesse dito que suas palavras podiam ter soado rudes, como se ela estivesse tentando evitar Penn.
— Cam me disse. Tivemos uma conversa inteira. Foi estranho. Ele queria saber se você estava bem.
— Isso é estranho — Luce concordou.
— Não, o que foi estranho foi que ele se aproximou de mim e tivemos uma conversa inteira. O Sr. Popularidade... e eu. Preciso soletrar ainda mais a minha surpresa? O negócio é que, ele foi realmente muito bonzinho.
— Bem, ele é bonzinho — Luce tirou os óculos de sua cabeça.
— Com você. Ele é tão bonzinho com você que ele escapuliu da escola para lhe comprar aquele colar – que você nunca usa.
— Eu usei uma vez — Luce respondeu.
O que era verdade. Há cinco noites, depois da segunda vez que Justin a deixou encalhada no lago, sozinha com ou caminho dele iluminado na floresta. Ela não fora capaz de se desvencilhar da imagem e não fora capaz de dormir. Então ela experimentara o colar. Adormecera segurando-o perto de sua clavícula, e acordara com ele quente na sua mão.
Penn estava acenando três dedos para Luce, como se dissesse: Oi? E qual a razão disso...?
— A razão disso é — Luce disse finalmente — eu não sou tão superficial que tudo pelo que estou procurando é um cara que me compra coisas.
— Não é tão superficial, hein? — Penn perguntou. — Então eu te desafio a fazer uma lista não-superficial do por que você está tão afim do Justin. O que significa nada de Ele tem os olhinhos cor de mel mais adoráveis ou Ooh, a maneira como seus músculos ondulam na luz do sol.
Luce teve que rir do falsete agudo de Penn e da maneira como ela segurava suas mãos cruzadas sobre o peito.
— Ele simplesmente me entende — ela disse, evitando os olhos de Penn. — Eu não consigo explicar isso.
— Ele entende que você merece ser ignorada? — Penn sacudiu a cabeça.
Luce nunca tinha dito a Penn sobre os momentos que ela passara sozinha com Justin, os momentos em que vira um relampejo de que ele se preocupava com ela, também. Então Penn não conseguia entender realmente seus sentimentos. E eles eram muito particulares e muito complicados para se explicar.
Penn se agachou na frente de Luce.
— Olha, a razão pela qual eu vim te procurar, em primeiro lugar, foi para arrastá-la para a biblioteca para uma missão relacionada ao Justin.
— Encontrou o livro?
— Não exatamente — ela respondeu, estendendo uma mão para ajudar Luce a sair da piscina. — A obra-prima do Sr. Bieber ainda está misteriosamente desaparecida, mas eu meio que tipo hackeei o mecanismo de busca literário somente para assinantes da Senhorita Sophia, e algumas coisas apareceram. Eu achei que você poderia achá-las interessantes.
— Obrigada — Luce agradeceu, içando-se para fora com a ajuda de Penn. — Eu vou tentar não ser irritantemente sentimental sobre o Justin.
— Que seja. Apenas se apresse e se seque. Nós temos um breve período sem chuva ali fora e eu não tenho um guarda-chuva.
Quase toda seca e de volta em seu uniforme escolar, Luce seguiu Penn até a biblioteca. Parte da porção da frente havia sido bloqueada por fitas amarelas da polícia, então as meninas tiveram que escapulir pelo espaço estreito entre o catálogo de cartas e a seção de referência. Ainda cheirava a fogueira, e agora, graças aos irrigadores e à chuva, possuía um cheiro acrescentado de mofo.
Luce deu sua primeira olhada para onde estivera a mesa da Senhorita Sophia, agora um círculo carbonizado quase perfeito sobre o velho chão de azulejo no centro da biblioteca. Tudo em um raio de quatro metros e meio tinha sido removido. O resto estava estranhamente intacto.
A bibliotecária não estava em seu posto, mas uma mesa dobrável havia sido posta para ela ao lado do local queimado. A mesa estava deprimentemente vazia, exceto por um abajur novo, um porta-lápis e um bloco de papel.
Luce e Penn lançaram uma a outra uma careta de que droga antes de continuarem para a estação de computadores nos fundos. Quando elas passaram a seção de estudo onde tinham visto Todd pela última vez, Luce olhou para sua amiga. Penn manteve seu rosto para frente, mas quando Luce estendeu a mão e apertou a mão dela, Penn apertou de volta muito firme.
Elas puxaram duas cadeiras até um terminal de computador, e Penn digitou seu nome de usuário. Luce olhou ao redor só para ter certeza que ninguém mais estava por perto. Uma caixa vermelha de erro apareceu na tela.
Penn gemeu.
— O quê? — Luce perguntou.
— Depois das quatro, você precisa de permissão especial para acessar a net.
— É por isso que este lugar é sempre tão vazio à noite.
Penn estava revirando sua mochila.
— Onde eu coloquei aquela senha criptografada? — ela murmurou.
— Ali está a Senhorita Sophia — Luce disse, sinalizando para a bibliotecária, que estava atravessando o corredor com uma blusa preta justa e calça pescador verde clara. Seus brincos brilhantes roçavam os ombros, e ela tinha um lápis enfiado na lateral de seu cabelo.
— Aqui — Luce sussurrou em voz alta.
A Senhorita Sophia espremeu os olhos para elas. Seus óculos bifocais tinham deslizado nariz abaixo, e com uma pilha de livros em cada braço, ela não tinha uma mão livre para empurrá-los para cima.
— Quem é? — ela chamou, andando até lá. — Oh, Lucinda. Pennyweather — ela disse, parecendo cansada. — Olá.
— Nós estávamos pensando se você poderia nos dar a senha para usar o computador — Luce comentou, apontando para a mensagem de erro na tela.
— Você não vai usar redes sociais, não é? Esses sites são obra do diabo.
— Não, não, esta é uma investigação séria — disse Penn. — Você aprovaria.
A Senhorita Sophia se inclinou sobre as meninas para desbloquear o computador. Dedos voando, ela digitou a senha mais longa que Luce já tinha visto.
— Vocês têm vinte minutos — falou sem rodeios, indo embora.
— Isso deve ser suficiente — Penn sussurrou. — Eu encontrei um ensaio crítico sobre Os Observadores, então até que rastreemos o livro, podemos pelo menos ler sobre o que se trata.
Luce percebeu alguém parado atrás dela e se virou para ver que a Senhorita Sophia tinha retornado. Luce pulou.
— Desculpe — ela disse. — Eu não sei por que você me assustou.
— Não, sou eu quem deve pedir desculpas — a Senhorita Sophia disse. Seu sorriso praticamente fazia seus olhos desaparecerem. — É só que tem sido tão difícil ultimamente, desde o incêndio. Mas não há nenhuma razão para descarregar a minha tristeza em duas das minhas alunas mais promissoras.
Nem Luce nem Penn sabiam exatamente o que dizer. Era uma coisa confortar uma a outra após o incêndio. Tranquilizar a bibliotecária da escola parecia um pouco demais para elas.
— Eu tenho tentado me manter ocupada, mas... — a Senhorita Sophia dissipou-se.
Penn olhou nervosamente para Luce.
— Bem, poderíamos precisar de alguma ajuda com a nossa pesquisa, se, quer dizer, você...
— Posso ajudar! — Senhorita Sophia puxou uma terceira cadeira. — Vejo que estão pesquisando Os Observadores — disse ela, lendo sobre seus ombros. — Os Bieber's foram um clã muito influente. E acontece que eu conheço um banco de dados papal. Deixe-me ver o que eu consigo achar.
Luce quase engasgou no lápis que ela estava mastigando.
— Desculpa, você disse Bieber's?
— Ah sim, historiadores os traçaram até a Idade Média. Eles eram... — Ela fez uma pausa, procurando pelas palavras. — Uma espécie de grupo de pesquisadores, para colocar em termos leigos modernos. Eles se especializaram em um determinado tipo de folclore de anjo caído.
Ela estendeu a mão entre as meninas novamente e Luce maravilhou-se enquanto seus dedos corriam pelo teclado. O mecanismo de busca apanhou para acompanhar, puxando artigo após artigo, fonte primária depois de fonte primária, todos sobre os Bieber's. O nome da família de Justin estava em toda parte, enchendo a tela. Luce sentiu-se um pouco tonta.
A imagem de seu sonho voltou para ela: asas desenrolando-se, seu corpo aquecendo até que ela ardesse em cinzas.
— Há diferentes tipos de anjos em que se especializar? — Penn perguntou.
— Ah, claro – é um vasto campo da literatura — a Senhorita Sophia disse enquanto digitava. — Há aqueles que se tornam demônios. E aqueles que exaltam Deus. E há ainda aqueles que se davam com mulheres mortais. — Por fim seus dedos pararam. — Hábito muito perigoso.
Penn indagou:
— Esses caras, Observadores, tem alguma relação com o Justin Bieber daqui?
A Senhorita Sophia tocou seus lábios cor de malva.
— Bem possível. Eu mesma me perguntei isso, mas não é nada da nossa conta ficar se metendo nos assuntos dos alunos, não concordam?
Seu rosto pálido apertou-se em uma carranca enquanto ela olhava para o relógio.
— Bem, eu espero ter lhes dado o suficiente para começarem seu projeto. Eu não vou mais monopolizar o seu tempo — ela apontou para um relógio na tela do computador. — Vocês só têm nove minutos restantes.
Enquanto ela voltou para a frente da biblioteca, Luce observou a postura perfeita da Senhorita Sophia. Ela poderia ter equilibrado um livro em sua cabeça. Parecia mesmo que tinha animado-a um pouco ajudar as meninas com sua pesquisa, mas ao mesmo tempo, Luce não tinha ideia do que fazer com a informação que lhe acabara de ser dada sobre Justin.
Penn tinha. Ela já começara a rabiscar notas furiosas.
— Oito minutos e meio — informou à Luce, entregando-lhe uma caneta e um pedaço de papel. — Tem coisas demais aqui para entender em oito minutos e meio. Comece a escrever.
Luce suspirou e fez o que lhe foi dito. Era uma página acadêmica maçante da web, desenhada com uma borda fina azul enquadrando um fundo liso bege. No alto, em um cabeçalho com uma fonte rigorosamente negrita se lia: O CLÃ BIEBER.
Apenas lendo o nome, Luce sentiu sua pele aquecer.
Penn bateu no monitor com sua caneta, voltando a atenção de Luce para sua tarefa.
Os Bieber's não dormem. Parecia possível; Justin sempre parecia cansado. Eles são geralmente quietos. Certo. Às vezes falar com ele era como extrair os dentes. Em um decreto do século VIII...
A tela ficou preta. O tempo delas acabara.
— Quanto você conseguiu? — Penn perguntou.
Luce ergueu sua folha de papel. Patético. O que ela tinha era algo que ela nem sequer se lembrava de ter rabiscado: as bordas das penas de asas.
Penn deu-lhe um olhar lateral.
— Sim, posso ver que você será uma excelente assistente de pesquisa — disse ela, mas ela estava rindo. — Talvez mais tarde nós poderíamos teorizar um jogo de MASH — ela ergueu as próprias anotações muito mais abundantes. — Tudo bem, eu tenho o suficiente para nos levar a algumas outras fontes.
Luce enfiou o papel no seu bolso ao lado da lista mestre amassada que ela começara sobre todas as suas interações com Justin. Ela estava começando a transformar-se no seu pai, que não gostava de estar em qualquer lugar muito longe do seu triturador de papel. Ela se abaixou para procurar uma lixeira e avistou um par de pernas andando pelo corredor em direção a elas.
A marcha era tão familiar quanto a dela própria. Ela sentou-se de volta – ou tentou sentar-se de volta – e bateu sua cabeça na parte inferior da mesa do computador.
— Ai — ela gemeu, esfregando o local onde batera sua cabeça no incêndio da biblioteca.
Justin estava parado a poucos metros de distância. Sua expressão dizia que a última coisa no mundo que ele queria agora era topar com ela. Pelo menos ele apareceu depois que o computador tinha feito logoff. Ele não precisa pensar que ela estava perseguindo-o ainda mais ativamente do que ele já pensava.
Mas Justin parecia estar olhando através dela; seus olhos cor de mel estavam fixados em cima do seu ombro, em algo – ou alguém.
Penn bateu no ombro de Luce, então girou seu polegar na direção da pessoa de pé atrás dela. Cam estava inclinando-se sobre a cadeira de Luce e sorrindo para ela. Um raio lá fora fez com que Luce praticamente pulasse nos braços de Penn.
— Só uma tempestade — disse Cam, inclinando sua cabeça. — Vai dissipar-se em breve. Uma pena, porque você fica uma gracinha quando está com medo.
Cam avançou a mão. Ele começou em seu ombro, então traçou a ponta de seu braço com seus dedos até sua mão. Os olhos dela vibraram, era tão bom, e quando ela os abriu, havia uma pequena caixa de veludo rubi na sua mão. Cam a abriu, só por um segundo, e Luce viu um relampejo de ouro.
— Abra-a mais tarde. Quando você estiver sozinha.
— Cam...
— Eu passei no seu quarto.
— Podemos... — Luce olhou para Penn, que estava descaradamente olhando para eles com um encanto de espectador de filme na primeira fila.
Finalmente saindo de seu transe, Penn agitou suas mãos.
— Você quer que eu vá. Entendo.
— Não, fique — Cam falou, soando mais doce do que Luce esperava. Ele se virou para Luce. — Eu vou. Mas mais tarde – você promete?
— Claro.
Ela sentiu-se corar.
Cam pegou sua mão e empurrou-a e a caixa para dentro do bolso frontal esquerdo de sua calça jeans. Ficou apertada, e a fez estremecer sentir os dedos dele espalharem-se em seus quadris.
Então ele piscou e virou as costas.
Antes que ela tivesse a chance de recuperar o fôlego, ele voltou.
— Uma última coisa — falou, deslizando seu braço para trás da cabeça dela e se aproximando.
A cabeça dela inclinou-se para trás e a dele para frente, e a boca dele estava sobre a dela. Seus lábios eram tão macios quanto pareceram todas as vezes que Luce os encarou. Não foi profundo, só um selinho, mas Luce sentiu como se fosse muito mais. Ela não conseguia respirar por causa do choque e da emoção e da potencial exibição pública desse muito longo, muito inesperado.
— Que diabos...
A cabeça de Cam tinha girado, e então ele estava encurvado, segurando seu queixo. Justin estava de pé atrás dele, esfregando o pulso.
— Mantenha suas mãos longe dela.
— Não te ouvi — disse Cam, levantando-se lentamente.
Ai. Meu. Deus. Eles estavam lutando. Na biblioteca. Por ela.
Então, em um movimento limpo, Cam disparou-se para Luce. Ela gritou enquanto os braços dele começaram a fechar em torno dela. Mas as mãos de Justin foram mais rápidas. Ele golpeou duramente Cam para longe, e empurrou-o contra a mesa do computador. Cam grunhiu enquanto Justin pegava um punhado de seu cabelo e prensava sua cabeça para baixo.
— Eu disse parar manter suas mãos imundas longe dela, seu merdinha maligno.
Penn gritou, pegou seu estojo, e foi na ponta dos pés até a parede. Luce observou enquanto ela jogava seu estojo amarelo sujo uma vez, duas vezes, três vezes no ar. Na quarta vez, ele foi alto o suficiente para acertar a pequena câmera preta parafusada na parede. O golpe desviou a lente da câmera para a esquerda, em direção a uma pilha muito parada de livros de não-ficção.
Nessa hora, Cam tinha jogado Justin para fora e eles estavam circundando um ao outro, seus pés rangendo no chão polido.
Justin começou a esquivar-se antes que Luce sequer percebesse que Cam estava pegando impulso. Mas Justin não esquivou-se com rapidez suficiente. Cam acertou o que pareceu ser um soco de nocaute logo abaixo do olho de Justin. Justin rodou para trás devido à força disso, empurrando Luce e Penn contra a mesa do computador. Ele se virou e murmurou um pedido de desculpas confuso antes de retornar.
— Ai meu Deus, parem! — Luce gritou, pouco antes de ele pular na cabeça do Cam.
Justin parou Cam, lançando uma onda bagunçada de golpes nos seus ombros e nas laterais de seu rosto.
— Isso é gostoso — Cam resmungou, estalando o pescoço de um lado para outro como um boxeador.
Ainda persistindo, Justin deslocou suas mãos ao redor do pescoço de Cam. E espremeu. Cam respondeu ao lançar Justin de volta contra uma estante alta de livros. O impacto explodiu pela biblioteca, mais alto do que o trovão do lado de fora.
Justin resmungou e soltou. Ele caiu no chão com um baque.
— O que mais você tem, Bieber?
Luce cambaleou, pensando que ele podia não se levantar. Mas Justin se levantou rapidamente.
— Eu vou mostrar para você — ele sibilou. — Lá fora. — Ele foi até Luce, então afastou-se. — Você fica aqui.
Então ambos os garotos saíram da biblioteca, através da saída traseira que Luce usara na noite do incêndio. Ela e Penn ficaram congeladas em seus lugares. Elas encararam uma a outra, as bocas abertas.
— Vamos — disse Penn, arrastando Luce para uma janela que dava para a área comum.
Elas apertaram seus rostos no vidro, apagando a bruma de suas respirações.
A chuva estava caindo pesadamente. O campo lá fora estava escuro, exceto pela luz que entrava pelas janelas da biblioteca. Estava tão enlameado e escorregadio, era difícil ver alguma coisa. Então duas figuras saíram do centro da área comum. Ambos ficaram ensopados instantaneamente. Eles discutiram por um momento, depois começaram a circular um ao outro. Seus punhos foram erguidos novamente.
Luce segurou o parapeito da janela e observou enquanto Cam fez o primeiro movimento, correndo até Justin e batendo nele com o ombro. Então um rápido chute giratório em suas costelas.
Justin tombou, agarrando seus lados. Levante-se. Luce motivou-lhe a se mover. Ela sentia como se ela própria tivesse sido chutada. Cada vez que Cam ia para cima de Justin, ela sentia em seus ossos.
Ela não aguentava assistir.
— Justin tropeçou por um segundo ali — Penn anunciou após Luce ter se virado. — Mas ele disparou diretamente e totalmente marcou o Cam no rosto. Boa!
— Você está gostando disso? — Luce perguntou, horrorizada.
— Meu pai e eu costumávamos assistir UFC. Parece que esses dois caras tiveram alguma formação séria em artes marciais misturadas. Perfeito cruzamento, Justin!
Ela gemeu.
— Ai, cara.
— O quê? — Luce espiou novamente. — Ele está ferido?
— Relaxe. Alguém está vindo para acabar com a luta. Bem quando Justin estava se recuperando.
Penn estava certa. Parecia que o Sr. Cole estava correndo pelo campus. Quando chegou ao local onde os garotos estavam brigando, ele parou e assistiu-os por um momento, quase hipnotizado pela maneira como eles estavam lutando.
— Faça alguma coisa — Luce sussurrou, sentindo-se enojada.
Finalmente, o Sr. Cole agarrou cada garoto pela nuca. Os três lutaram por um momento até que Justin finalmente se desvencilhou. Ele balançou sua mão direita, então marchou em um círculo e cuspiu algumas vezes na lama.
— Muito atraente, Justin— Luce disse sarcasticamente. Exceto que era.
Agora para uma conversa com o Sr. Cole. Ele acenou suas mãos loucamente para eles e eles ficaram parados com as cabeças pendendo. Cam foi o primeiro a ser dispensado. Ele correu pelo campo na direção do dormitório e desapareceu.
O Sr. Cole colocou uma mão no ombro de Justin. Luce estava morrendo de vontade de saber o que eles estavam falando, se Justin seria punido. Ela queria ir até ele, mas Penn a bloqueou.
— Tudo isso por causa de uma joia. O que Cam lhe deu, afinal?
O Sr. Cole saiu e Justin ficou sozinho, de pé à luz de um poste de luz acima, olhando para a chuva.
— Eu não sei — Luce respondeu a Penn, deixando a janela. — Seja o que for, eu não quero. Especialmente depois disso.
Ela voltou para a mesa do computador e tirou a caixa de seu bolso.
— Se você não vai olhar, eu vou.
Ela abriu a caixa, então olhou para Luce, confusa.
O relampejo de ouro que elas tinham visto não tinha sido de joia. Havia apenas duas coisas dentro da caixa: outra palheta verde de Cam e um pedaço dourado de papel.

Encontre-me amanhã depois da aula. Eu estarei esperando nos portões.
-C

Continua...

My Little Princess Nerd ♥♥Capitulo 07♥♥

My Little Princess Nerd


Miami, Flórida                                                                 06:00 a.m (QUINTA)



Eliza Gollen narrando :

Ok, qualquer dia desses, eu vou acabar com a raça desse alarme, mas que droga. Desliguei ele com todas as minhas forças, que milagre ele não quebro. Dei um resmungo bem alto, respirei fundo e me levantei. Lembrei da noite de ontem que tive com o Justin, e sorri automaticamente. Certo, tenho que parar com isso. Foi até a cortina do meu quarto, abrindo a mesma logo em seguida e abrir as janelas também. Não estava nevando, mas estava frio ainda. Deixando a janela daquele jeito, aberta mesmo, foi até meu closet e peguei uma roupa de frio, das que eu tinha comprado ontem. Entrei no banheiro, tomei um banho bem quietinho, quase que eu não sai de lá. Me sequei e coloquei minha roupa:




Sai do banheiro, peguei meu celular, deu uma ultima olhada no espelho e sai do meu quarto. Desci as escadas e o cheiro de panquecas já estava na casa toda. Entrei na cozinha e como eu esperava tinha uma linda mesa de café da manha com panquecas e muitas outras coisas...

Eu: Bom dia Rosa, o cheiro está uma maravilha, como sempre._ falei me sentando na mesa da cozinha.

Rosa: Bom dia querida._ ela estava de costas, mas depois se virou me olhando de cima a baixo._ está muito bonita com esse novo visual Liza.


Eu: É bom mudar as vezes._ falei sorrindo.



Começamos a tomar nosso café da manha...


Rosa: Hum aquele meninos o Justin, ele é um bom garoto._ falou ela sorrindo olhando pra mim.


Eu: É sim._ falei sorrindo igual uma retardada.




Rosa: Você gasta dele, não é querida?_ perguntou ela com um sorriso.

Eu: O QUE?_ me engasguei com a comida, peguei o copo de suco e bebi ele todo._ nada a ver Rosa, somos apenas amigos._ não sei porque, mas ela frase doeu um pouco.


Rosa: Vou fingir que acredito._ falei ela rindo um pouco.


Eu: Ué mas é a verdade._ falei terminando meu café da manha._ tenho que ir, se não vou me atrasar.


Dei um beijo da sua testa e sai da cozinha. Respirei fundo assim que sai de lá. Porque aquelo mexeu comigo? Estou ficando maluca mesmo. Sai de casa, Tommy estava me estava com o carro já aberto, falei com ele e partimos para a escola...



[...]

Chegamos na escola, me despedi do Tommy e sai do carro. Assim que coloquei o pé no chão, todos, simplesmente todos da escola ficaram com a boca aberta e me olharam de cima a baixo. Meu rosto começou a arder, abaixei minha cabeça e entrei na escola. Fui até meu armário com as pessoas ainda me encarando...

XxX: VOCÊ ESTÁ INCRÍVEL._ algum ser gritou lá do fundão.

Olhei naquela direção e era a Jas, junto com as meninas. Elas vieram saltitando até mim...

Cait: Cara, eu estou emocionada comigo mesmo, eu e a Jas deixamos vocês perfeitas._ falou ela olhando eu e a Suzy, ela estava divando também.

Jas: Pois é._ ela fingiu que estava chorando e limpou suas lagrimas, o que fez a gente rir.

Suzy: Vocês são muito exageradas mesmo._ falou ela rindo.



Começamos a rir, até que o grupo da Mandy vem vindo na nossa direção. A não, o dia estava ótimo, até...

Mandy: Ora ora as duas nerdzinhas mudaram de visual, mas mesmo assim queridas vocês continuam feias como sempre foram._ falou ela e começou a rir junto com sua"seguidoras".


Jas: Sabe Mandy, isso que você está falando se chama inveja._ falou ela ficando na nossa frente.


Cait: Pois é Jas, e inveja das forte, mas não só você Mandy, sua "seguidoras" também estão morrendo de inveja e olha que não acabou por ai._ falou ela se junto a Jas, ficando também na nossa frente._ quer contar a novidade para ela Jas?


Jas: Claro amiga, com todo prazer._ assim que ela falou, deu dois passos a frente ficando cara a cara com a Mandy._ falamos com a treinadora e ela deixou as meninas fazerem um teste para o grupo das lideres de torcida.


Mandy: MAS O QUE? EU NÃO VOU PERMITIR ISSO DE JEITO NEM UM._ gritou ela ficando vermelha e com raiva.



Todos já estavam fazendo a famosa rodinha entre nós...

Cait: ABAIXA ESSE TOM EM PRIMEIRO LUGAR._ ela ficou do lado da Jas encarando a Mandy._ Segundo: QUEM É A LÍDER DO GRUPO?


Mandy: Você._ falou ela o mais baixo possível.


Cait: Ótimo, então isso quer dizer que EU que mando junto com a treinadora. Então se eu quero que a Suzy e a Liza entre, elas vão entrar, sem mas._ finalizou a Cait a olhando de cima a baixo.

Mandy mesmo cuspindo fogo, ignorou a Jas e a Cat e veio até mim...

Mandy: Você pode ficar com tudo, pode até ter ficado mais bonitinha, mas pelo menos eu tenho o Justin._ falou ela com um sorriso ironia.


Eu: O que?_ falei a olhando com nojo._ Mandy eu sempre achei você ridícula, mas agora você passou dos limites. O JUSTIN NÃO É UM PREMIO. Apesar que você não tem nada a ver com isso, eu e o Justin somos só amigos. Não sei como o Justin consegui ficar com você.

XxX: Não fico mais.

Todos nós olhamos pro lado, lá estava o Justin junto com os meninos. Seu olhar era de pura raiva e ódio...


Mandy: JuJu eu..._ Justin interrompeu ela, ficando na minha frente.

Justin: Mandy chega, eu NUNCA gostei de você de verdade, eu fiquei com você só por diversão._ cuspiu as palavras na cara dela, a mesma estava com os olhos cheios de lagrimas._ eu sempre gostei da Eliza, gostei não, eu amo a Liza._ ele se virou me olhando nos olhos._ mas sempre que eu ia falar com você, a Mandy me puxava ou inventava alguma coisa pra me distrair. Mas agora chega, acabou Mandy, não existe mais eu e você._ ele olhava ela com nojo e ela só sabia chorar, eu devia sentir pena, mas não._ só existe agora eu e a Liza.

O sinal tocou fazendo todos irem andando para suas salas, só ficou nós e a Mandy junto com seu grupo...

Jas: Eu acho melhor você ir no banheiro querida Mandy, sua cara está parecendo de um palhaço._ a maquiagem da Mandy estava toda borrado por causa do choro.

Ela olho para cara de cada um que estava ali e saiu batendo o pé junto com as "seguidoras". Eu estava meio sonsa, o Justin disse mesmo que me amava?

Suzy: Bom acho melhor irmos para a nossa sala._ falou ela respirando fundo. 

O Chris veio e abraçou ela de lado, começando todos a ir em direção da sala. Assim que eu ia começar a andar, o Justin pegou no meu braço me parando...

Justin: Mais tarde, eu vou dar uma passada na sua casa, precisamos conversar._ falou ele.


Eu: Tudo bem._ falei com vergonha.

Justin sorriu e pegou na minha mão. Fomos andando de mão dadas junto com os outros, todos estavam com seus pares, cada um com a pessoa que completava seu coração. Eu estava tão feliz, agora eu sabia o que sentia de verdade pelo Justin, era amor.  Com um sorriso estampado na cara, um coração apaixonado e feliz, realmente muito feliz. E vou te contar um segredo, mas lê baixinho: o motivo é ele. SEMPRE FOI ELE. O seu jeitinho envergonhado de falar coisas fofas me encanta, tudo me encanta. Com ele me sinto tão, tão segura, me sinto tão dele. Dentre as manias que eu tenho, uma é gostar dele. Mania é coisa que a gente tem mais não sabe porque...

Continua...

Eu sei, eu sei. Esse capitulo foi meio estranho e está pequeno. Estou um pouco corrida hoje, sorry :) HarryKisses.

sábado, 14 de junho de 2014

Fallen: Capítulo 13 "Raízes"


Luce podia ouvir seu All Star batendo forte contra o chão. Podia sentir o vento úmido contra sua camiseta preta. Podia praticamente experimentar o piche quente de uma parte recém pavimentada do estacionamento. Mas quando ela lançou seus braços ao redor de duas criaturas curvadas perto da entrada de Sword & Cross em um Sábado pela manhã, tudo isso foi esquecido.
Ela nunca esteve tão feliz de abraçar seus pais em toda sua vida.
Por dias, ela ficou se lamentando de quão distante e fria as coisas tinham sido no hospital, e não iria cometer o mesmo erro de novo.
Os dois tropeçaram enquanto ela os abraçava. Sua mãe começou a rir e seu pai lhe deu palmadinhas nas costas à sua maneira de cara-durão. Ele tinha sua enorme câmera ao redor do pescoço. Eles se endireitaram e mantiveram sua filha com ao longo de seus braços. Parecia querer uma boa olhada de seu rosto, mas tão logo como a conseguiram, suas próprias feições desvaneceram. Luce estava chorando.
— Querida, qual é o problema? — seu pai perguntou, descansando a mão em sua cabeça.
Sua mãe procurou em sua gigante bolsa azul uma caixa de lenços. Com os olhos amplamente abertos, ela balançou um lenço em frente ao nariz de Luce e perguntou:
— Nós estamos aqui agora. Está tudo bem, não é?
Não, não estava tudo bem.
— Por que vocês não me levaram pra casa no outro dia? — Luce perguntou, sentindo-se magoada e com raiva mais uma vez. — Por que vocês os deixaram me trazer pra cá de novo?
Seu pai empalideceu.
— Todas as vezes que nós falamos com o diretor, ele disse que você estava indo muito bem, de volta às aulas, como a boa garota que criamos. Uma dor de garganta pela fumaça e um pequeno galo na cabeça. Pensávamos que isso era tudo.
Ele lambeu seus lábios.
— Existe algo mais? — Sua mãe perguntou.
Uma olhada entre seus pais lhe disse que eles já tiveram esse briga. Mamãe lhe tinha suplicado que a deixassem visitá-la de novo em breve. O pai rígido-amoroso de Luce havia batido o pé.
Não havia modo de explicar a eles o que tinha acontecido naquela noite ou o que ela vem passando desde então, ela tinha ido direto para às aulas, embora não por sua própria escolha. E, fisicamente, ela estava bem. Só que em todas as outras maneiras – emocional, psicológica e romântica – ela não podia se sentir mais ferida.
— Nós só estamos tentando seguir as regras — o pai de Luce explicou, movendo sua grande mão para apertar o pescoço dela.
O peso dele mudou sua postura e isso a obrigou a parar quieta, mas tinha passado muito tempo desde que ela esteve assim perto das pessoas que amava, então ela não atreveu a se afastar.
— Porque nós só queremos o que é melhor pra você — seu pai acrescentou. — Nós temos que ter fé nestas pessoas — ele sinalizou ao formidável edifício ao redor do campus, como se representasse Randy e o diretor Udell e ao resto deles. — Eles sabem do que estão falando.
— Eles não sabem — Luce discordou, olhando os edifícios de má qualidade e o pátio vazio.
Até agora, nada nesta escola fazia algum sentido pra ela.
Caso em questão, o que eles chamavam de Dia dos Pais. Eles fizeram um grande caso de quão afortunados são os estudantes de ter o privilégio de ver sua própria carne e sangue. E no entanto, faltavam dez minutos para a hora do almoço e o carro dos pais de Luce era o único no estacionamento.
— Este lugar é uma absoluta piada — ela disse, soando o suficiente cínica para que seus pais compartilhassem um olhar de problema.
— Luce, querida — sua mãe disse, acariciando seu cabelo.
Luce podia dizer que ela não estava acostumada a seu curto comprimento. Seus dedos tinham um instinto maternal para seguir o fantasma do antigo cabelo de Luce por todo o caminho até às costas.
— Nós só queremos um dia agradável com você. Seu pai trouxe todas as suas comidas favoritas.
Timidamente, seu pai levantou uma colcha de retalhos coloridos e uma grande gerinconça do estilo maleta que Luce nunca tinha visto antes. Geralmente, quando eles faziam piquenique, era uma coisa muito mais casual, com sacos de papel de mercearia e uma velha folha rasgada jogada na grama pela trilha de canoa fora de sua casa.
— Quiabo em conserva? — Luce perguntou numa voz que soou bastante como a pequenina Lucy.
Ninguém podia dizer que seus pais não estavam tentando.
Seu pai assentiu.
— E chá doce e biscoitos com molho branco. Cereais com queijo com pimenta extra, justo como você gosta. Oh, e mais uma coisa.
A mãe de Luce colocou a mão na sua gorda bolsa à procura de um envelope vermelho e estendeu para Luce. Por um brevíssimo momento uma dor atormentou o estômago de Luce quando voltou a pensar nas correspondências que costumava receber. Assassina Psicótica. Garota Morte. Mas quando Luce viu a caligrafia no envelope, seu rosto se desfez em um sorriso enorme.
Callie.
Ela rasgou o envelope e tirou o cartão com uma fotografia na frente em branco-e-preto de duas velhas senhoras decorando seus cabelos. Dentro, cada centímetro quadrado do cartão estava preenchido com a letra grande e borbulhante de Callie. E ali havia vários pedaços de rabiscos no papel de folhas soltas porque ela ficou sem espaço no cartão.

Querida Luce,
Desde que nosso tempo no telefone é agora ridiculamente insuficiente (poderia por favor pedir um pouco mais de tempo? É francamente injusto), e vou ficar antiquada com você e fazer uma épica carta escrita a mão. Em anexo você irá encontrar cada minúscula coisa que aconteceu comigo nas últimas duas semanas. Quer goste ou não.

Luce segurou contra o peito, sem deixar de sorrir, ansiosa de devorar a carta tão logo seus pais voltassem pra casa. Callie não tinha desistido dela. E seus pais estavam bem ao seu lado. Tinha passado muito tempo desde que Luce se sentiu amada. Ela procurou e apertou a mão de seu pai.
Um apito estridente fez com que seus pais pulassem.
— É só a sinal do almoço — ela explicou; eles pareciam aliviados. — Vamos, têm alguém que quero que conheçam.
Enquanto caminhavam pelo quente, nebuloso estacionamento até a área aberta onde os eventos de abertura do Dia dos Pais estava sendo organizado, Luce começou a ver o campus através do olhos de seus pais. Ela notou a curvatura do telhado da sede principal, e o amadurecido odor do pêssego apodrecendo no bosque ao lado do ginásio. A forma como o ferro forjado do portão do cemitério foi sobreposto a ferrugem alaranjada. Ela percebeu que só em algumas semanas, ela estaria completamente acostumada as muitas coisas desagradáveis de Sword & Cross.
Seus pais se olhavam horrorizados. Seu pai fez um gesto a uma moribunda videira que serpenteava ao redor da cerca decrépita e fragmentada do pátio.
— Essas são as uvas chardoney — ele disse, fazendo uma careta, porque quando uma planta sentia dor, ele também sentia.
Sua mãe estava usando as duas mãos para agarrar seu livro de bolso contra o peito, com os cotovelos colados, postura que toma quando se encontra em um bairro que pensa que pode ser assaltada. E eles ainda não tinham visto os vermelhos.
Seus pais, que eram veementemente contra as pequenas coisas, como Luce tendo uma webcam, odiariam a ideia de vigilância constante em sua escola. Luce queria protegê-los de todas as atrocidades de Sword & Cross, porque ela estava descobrindo como controlar – e às vezes – até vencer o sistema aqui. Como no outro dia, Ariane a tinha levado através de uma série de obstáculos- tipo uma corrida através do campus para assinalar todos os “vermelhos mortos” cuja bateria tinham acabado ou sido astutamente “substituídas” efetivamente criando pontos cegos na escola. Seus pais não precisavam saber de tudo isso, eles só precisavam ter um bom dia com ela.
Penn estava balançando suas pernas na arquibancada, onde ela e Luce tinham prometido se encontrar ao meio-dia. Ela estava segurando um vaso de flores.
— Penn, estes são meus pais, Harry e Doreen Price — Luce disse, gesticulando. — Mãe e Pai, esta é...
— Pennywather Van Syckle-Lockwood — Penn respondeu formalmente, estendendo o vaso com as duas mãos. — Obrigada por deixar me juntar ao almoço.
Sempre educados, os pais de Luce a saudaram e sorriram, sem fazer perguntas sobre o paradeiro da própria família de Penn, coisa que Luce não teve tempo de explicar.
Era outro dia quente e claro. As árvores de salgueiro verde-ácido em frente à biblioteca balançavam suavemente com a brisa, e Luce dirigiu seus pais para a posição onde os salgueiros ocultavam a maioria das manchas de fuligem e as janelas manchadas pelo fogo. Quando eles estenderam a manta em uma área de grama seca, Luce puxou Penn de lado.
— Como você está? — Luce perguntou, sabendo que se ela fosse aquela a se sentar um dia inteiro homenageando os pais de todo o mundo, exceto os dela, ela iria precisar de um grande incentivo.
Para sua surpresa, Penn assentiu feliz.
— Isso já está muito melhor do que no ano passado! E é tudo por sua causa. Eu não teria ninguém hoje se você não tivesse vindo junto.
O discurso pegou Luce de surpresa e a fez olhar ao redor do pátio para ver como todos os demais estavam lidando com o evento. Apesar de que o estacionamento ainda estava meio vazio, o Dia dos Pais parecia acontecer pouco a pouco.
Molly sentou-se em uma manta próxima, entre um homem com cara de poucos amigos e uma mulher roendo avidamente uma coxa de peru. Ariane estava agachada sobre uma arquibancada, sussurrando a uma garota punk mais velha, com um hipnotizante cabelo rosa-choque. O mais provável é que seja sua irmã mais velha. Elas duas encontraram-se com o olhar de Luce e Ariane sorriu e acenou, em seguida, virou-se para a outra garota para sussurrar algo.
Roland tinha uma imensa festa de pessoas fazendo um almoço-piquenique em uma longa colcha. Eles estavam rindo e brincando, e uns poucos garotos mais jovens estavam atirando comida uns nos outros. Eles pareciam estar tendo um grande momento até que uma granada espiga de milho saiu voando e quase cegar Gabbe, que estava caminhando pelo pátio. Ela fez uma careta para Roland enquanto guiava um homem suficientemente velho para ser seu avô, dando-lhe palmadinhas no cotovelo, enquanto caminhavam em direção a uma fileira de cadeiras do gramado instituído ao redor do campo aberto.
Justin e Cam estavam notavelmente desaparecidos – e Luce não podia descrever como seus familiares poderiam ser. Por mais furiosa e envergonhada que ela estivesse depois que Justin lhe dera um fora pela segunda vez no lago, ela ainda estava morrendo de vontade de dar uma olhada em qualquer pessoa que estivesse relacionada a ele. Mas depois, pensando no fino arquivo de Justin na sala de arquivos, Luce se perguntou se ele ainda mantinha contato com alguém de sua família.
A mãe de Luce repartiu o queijo em quatro pedaços, e seu pai cobriu com a pimenta fresca em pequenos pedaços. Depois de uma mordida, a boca de Luce estava em chamas, exatamente da maneira como gostava. Penn não parecia familiarizada com a comida típica da Georgia com a que Luce tinha crescido. Ela parecia particularmente horrorizada pelo quiabo em conserva, mas assim que deu uma mordida, ela deu a Luce um surpreso sorriso de aprovação.
A mãe e o pai de Luce trouxeram com eles cada um dos pratos favoritos de Luce, inclusive o doce de amêndoa e noz da loja da rua de baixo. Seus pais comiam felizes cada um do lado dela, parecendo aliviados de preencher suas bocas com algo mais que falar de morte.
Luce deveria estar desfrutando de seu tempo com eles, e lavando tudo isso com seu amado chá doce da Georgia, mas ela se sentia como uma filha impostora fingindo que este almoço elíseo era normal na Sword & Cross. Todo o dia era uma farsa.
Ao som de uma curta, fraca roda de aplausos, Luce olhou pra as arquibancadas, onde Randy estava junto ao diretor Udell, um homem que Luce nunca tinha visto pessoalmente antes. O reconheceu do retrato excepcionalmente débil que estava pendurado no hall principal da escola, mas agora viu que o artista tinha sido generoso. Penn já lhe tinha dito que o diretor só aparecia no campus um dia no ano – o Dia dos Pais – sem exceções. Do contrário, ele era um recluso que não deixava sua mansão na Ilha Tybee, nem sequer quando um estudante da sua escola morre. A papada do homem parecia tragar seu queixo, seus olhos bovinos olhavam a multidão, não parecendo focar-se em nada.
Ao seu lado, Randy estava de pé, as mãos na cintura e com meias brancas. Ela tinha um sorriso engessado no rosto, e o diretor estava secando sua grande testa com um lenço. Ambos tinham suas caras de jogadores postas hoje, mas pareciam estar tomando muito esforço deles.
— Bem-vindos ao centuagéssimo quinquagésimo nono Dia dos Pais anual da Sword & Cross — o diretor Udell anunciou ao microfone.
— Ele está brincando? — Luce sussurrou para Penn.
Era dificil imaginar o Dia dos Pais durante do período anterior à guerra.
Penn revirou os olhos.
— Certamente um erro de digitação. Eu disse a você que conseguiram pra ele um novo par de óculos de leitura.
— Temos um dia longo e cheio de diversão em família programado para vocês, começando com este tranquilo piquenique...
— Normalmente só temos dezenove minutos — Penn interrompeu ao lado os pais de Luce, que ficaram rígidos.
Luce sorriu sobre a cabeça de Penn e murmurou:
— Ela está brincando.
— Agora vocês farão sua escolha de atividades. Nossa própria bióloga, a Sr. Yolanda Troz, fará uma palestra fascinante na biblioteca da flora local encontrada no campus. O treinador Diante supervisionará uma série de corridas amigáveis entre famílias aqui no campo. E o Sr. Stanley Cole oferecerá um histórico tour guiado de nosso apreciado cemitério de heróis. Vai ser um dia muito ocupado. E sim — o diretor Udell disse com um sorriso barato e cheio de dentes — Vocês serão testado nisso.
Era simplesmente o tipo de piada sem graça para ganhar alguns sorrisos artificiais dos membros visitantes das famílias. Luce revirou os olhos para Penn.
Esta tentativa deprimente de bom humor tornou claro que todos estavam aqui para se sentir melhor sobre deixar seus filhos nas mãos do corpo docente de Sword & Cross. Os Prices riram, também, mas ficaram olhando Luce por mais pistas sobre como lidar com isso.
Depois do almoço, as outras famílias ao redor do pátio empacotaram seus piqueniques e se retiraram para vários cantos. Luce teve a sensação de que muito poucas pessoas realmente participariam dos eventos programados pela escola. Ninguém tinha seguido a Sra. Tross para a biblioteca, e até agora só Gabbe e seu avô tinham entrado em um saco de batatas no outro lado do campo.
Luce não sabia para onde Molly, Ariane ou Roland tinham escapulido com suas famílias, e ela ainda não tinha visto Justin. Ela sabia que seus próprios pais estariam decepcionados se eles não vissem nada do campus e não participassem de nenhuma das atividades planejadas. Como o tour guiado do Sr. Cole pareciam ser o menor dos males, Luce sugeriu que recolhessem seus restos de comida e se unissem a ele nas portas do cemitério. Enquanto iam até lá, Ariane balançou para fora das arquibancadas como uma ginasta desmontando uma barra paralela. Ela parou aterrissando em frente ao pais de Luce.
— Oiiiiiiiii — ela cantou, dando sua melhor impressão de garota louca.
— Mãe e pai — Luce disse apertando seus ombros — esta é minha boa amiga Ariane.
— E esta... — Ariane apontou a garota alta, cebelo rosa-choque que estava descendo lentamente pelas escadas da arquibancada — é minha irmã, Anabelle.
Anabelle ignorou a mão estendida de Luce, e a arrastou para dentro de seus braços abertos, em um estendido, intimo abraço. Luce podia sentir seus ossos se cruzando. O intenso abraço durou tempo suficiente para que Luce começasse a se perguntar o que estava acontecendo, mas justo quando ela estava começando a se sentir incomodada, Anabelle a soltou.
— É tão bom conhecê-la — ela disse, pegando a mão de Luce.
— Igualmente — Luce respondeu, dando a Ariane uma olhada de relance.
— Vocês duas vão ao tour do Sr. Cole? — Luce perguntou a Ariane, que também olhava Anabelle como se ela fosse louca.
Anabelle abriu sua boca, mas Ariane rapidamente a cortou.
— Inferno não. Essas atividades são absolutamente patéticas — ela olhou para os pais de Luce. — Sem ofensa.
Anabelle deu de ombros.
— Talvez tenhamos uma oportunidade de alcançá-los depois! — respondeu à Luce, antes que Ariane a afastasse.
— Elas parecem ser legais — a mãe de Luce disse no tom de voz de sondagem que usava quando queria que Luce explicasse algo.
— Um, por que a garota estava tão interessada em você? — Penn perguntou.
Luce olhou para Penn e depois para seus pais. Ela realmente tinha que defender diante deles o fato de que alguém poderia gostar dela?
— Lucinda! — O Sr. Cole chamou, saudando da outra parte do vazio ponto de encontro nas portas do cemitério. — Por aqui!
O Sr. Cole apertou as mãos de seus pais fervorosamente, e até deu a Penn um aperto no ombro. Luce estava tentando decidir se devia estar mais irritada com a participação do Sr. Cole no Dia dos Pais ou estar impressionada por seu falso show de entusiasmo. Mas então ele começou a falar e a surpreendeu.
— Eu pratiquei o ano todo para isto — ele sussurrou. — Uma oportunidade para levar os estudantes ao ar livre e lhes explicar as muitas maravilhas deste lugar – oh, eu amo isso. É o mais próximo que um professor de reformatório pode conseguir de uma verdadeira viagem de campo. Claro que ninguém nunca se apresentou para meus tours nos anos anteriores, o que converte este em meu tour inaugural...
— Bem, nos estamos honrados — o pai de Luce disse, dando ao Sr. Cole um grande sorriso.
Imediatamente, Luce percebeu que não era só a fome de canhão de seu pai pela Guerra Civil que estava falando. Ele claramente sentia que o Sr. Cole era verdadeiro. E seu pai era o melhor juiz de caráter que ela conhecia.
Os dois homens já tinham começado a avançar em marcha pela entrada do cemitério. A mãe de Luce deixou a cesta de piquenique no portão e deu a Luce e a Penn um de seus bem-gastos sorrisos.
O Sr. Cole agitou uma mão para ter a atenção deles.
— Primeiro, um pouco de trivialidade. O que... — ele levantou a sobrancelha — vocês acreditam que é o elemento mais velho no cemitério?
Enquanto Luce e Penn olhavam para seus pés – evitando olhá-lo como faziam durante a aula – o pai de Luce ficou na ponta dos pés para dar uma olhada nas grandes estátuas.
— Uma pegadinha! — O Sr. Cole gritou, batendo nas portas de ferro forjado. — Esta parte frontal dos portões foi construída pelo proprietário original em 1831. Eles diziam que sua esposa, Ellamena, tinha um jardim adorável, e que queria manter as galinhas longe de seus tomates. — Ele riu. — Isso foi antes da guerra. E do rolo de pia. Prosseguiremos.
Enquanto caminhavam, o Sr. Cole recitou fato por fato sobre a construção do cemitério, o contexto histórico sobre o qual foi construído, e o “artista” – inclusive ele utilizou o termo vagarosamente – que tinha vindo com a escultura da besta alada no alto do monumento no centro da área. O pai de Luce bombardeou o Sr. Cole com perguntas enquanto que a mãe de Luce passava as mãos nas mais bonitas lápides, deixando sair um murmuro de “Oh Deus”.
Cada vez que ela parava para ler uma inscrição. Penn arrastava os pés atrás da mãe de Luce, possivelmente desejando ter se juntado a uma família diferente neste dia. Luce fechava a marcha, considerando o que podia acontecer se ela desse a seus pais seu tour pessoal do cemitério.

Aqui é onde eu servi minha primeira detenção... E aqui é onde um anjo caído de mármore quase me decapitou... E aqui é onde um estranho garoto do reformatório que vocês nunca aprovariam me levou ao piquenique mais estranho da minha vida.

— Cam — o Sr. Cole chamou, enquanto dirigia o tour ao redor do monumento.
Cam estava parado com um homem alto, de cabelo escuro em um terno de negócios preto feito sob medida.
Nenhum deles escutou o Sr. Cole ou viu a festa que ele estava fazendo ao dirigir o tour. Eles falavam e faziam gestos um pouco escondidos por um carvalho, da forma que Luce tinha visto seu professor de drama gesticular enquanto os estudantes estavam bloqueando uma cena de uma peça.
— Você e seu pai querem se unir tardiamente a nosso tour? — O Sr. Cole perguntou a Cam, desta vez mais audivelmente. — Vocês perderam quase tudo, mas ainda há um ou dois fatos interessantes que estou certo que posso contar.
Cam lentamente virou a cabeça em nossa direção, depois de volta para seu acompanhante, que parecia distraído. Luce não pensava que o homem, com sua altura clássica, escura, atrativa boa aparência e enorme relógio dourado parecia suficientemente velho para ser o pai de Cam. Mas talvez só envelhecesse bem. Os olhos de Cam deslizaram para o pescoço vazio de Luce e ele parecia brevemente decepcionado. Ela ruborizou, porque podia sentir sua mãe capturando toda a cena e se perguntando o que estava acontecendo.
Cam ignorou o Sr. Cole e se aproximou da mãe e Luce, levando as mãos dela a seus lábios antes que alguém pudesse apresentá-los.
— Você deve ser a irmã mais velha de Luce — ele disse elegantemente.
À sua esquerda, Penn sussurrou de uma maneira que só Luce podia ouvir.
— Por favor, me diga que alguém mais está com náuseas.
Mas a mãe de Luce parecia de algum modo deslumbrada, de uma forma que fazia Luce – e seu pai claramente – incomodados.
— Não, nós não podemos ficar para o tour — Cam anunciou, dando uma piscada para Luce e recuando exatamente como o pai de Luce aprovava. — Mas foi adorável — ele olhou para cada um dos três, excluindo Penn — encontrá-los aqui. Vamos pai.
— Quem era esse? — A mãe de Luce sussurrou quando Cam e seu pai, ou quem quer que seja, desapareceram pelo lado do cemitério.
— Oh, só um dos admiradores de Luce — disse Penn, tentando aliviar o ambiente e fazendo exatamente o contrário.
— Um dos? — O pai de Luce olhou para Penn.
Na luz do fim da tarde, Luce podia ver pela primeira vez alguns poucos fios grisalhos na barba de seu pai. Ela não queria gastar seus últimos momentos de hoje, convencendo seu pai a não se preocupar com os garotos de sua escola reformatória.
— Não é nada pai, Penn está brincando.
— Nós queremos que seja cuidadosa, Lucinda — ele disse.
Luce pensou no que Justin havia sugerido – muito fortemente – no outro dia. Que talvez ela não devesse estar na Sword & Cross. E de repente ela queria tão arduamente tocar no assunto com seus pais, pedir e implorar que a levassem para muito longe daqui.
Mas foi a mesma lembrança de Justin que fez com que ela segurasse sua língua. O emocionante toque da pele dele com a sua quando ela o empurrou no lago, a maneira em que seus olhos algumas vezes eram as coisas mais tristes que ela conhecia. Se sentia absolutamente louco e absolutamente verdadeiro que isso poderia valer todo esse inferno de Sword & Cross só para passar um pouco mais de tempo com Justin. Só para ver se algo mais poderia vir disso.
— Odeio despedidas — a mãe de Luce suspirou, interrompendo os pensamentos de sua filha para arrastá-la em um ligeiro abraço.
Luce olhou para seu relógio, e seu rosto se desfez. Ela não sabia como a tarde tinha passado tão rápido, como podia já ser o momento de vê-los ir embora.
— Você vai nos ligar na quarta-feira? — Seu pai perguntou, beijando suas bochechas da forma que o lado francês de sua família sempre fazia.
Enquanto todos eles caminhavam para o estacionamento, os pais de Luce apertaram as mãos dela. Cada um deles deu outro abraço e outra série de beijos. Quando eles sacudiram a mão de Penn e lhe desejaram que ficasse bem, Luce viu uma câmera fixada em um tijolo colocada em uma caixa quebrada na saída. Deve ser um detector de movimento conectado aos vermelhos, porque a câmera estava fazendo um panorama, seguindo seus movimentos. Esta não estava no tour de Ariane e certamente não era um vermelho morto. Os pais de Luce não notaram nada – e talvez fosse melhor assim.
Então eles se afastaram, olhando para trás duas vezes para se despedir das duas garotas na entrada do hall principal. Papai conduziu seu velho Chrysler New Yorker e abaixou a janela.
— Nós amamos você — ele disse tão audivelmente que Luce estaria envergonhada se ela não estivesse tão triste por vê-los partir.
Luce acenou de volta.
— Obrigada — ela sussurrou. Pelo doce de amêndoa e noz e o quiabo em conserva. Por gastar todo o dia aqui. Por receber Penn debaixo de suas asas, sem fazer perguntas. Por continuar me amando, apesar do fato de assustá-los.
Quando as luzes traseiras desapareceram na curva, Penn tocou as costas de Luce.
— Eu estava pensando em ir ver meu pai. — Ela chutou o chão com a ponta de sua bota e olhou timidamente para Luce. — Existe alguma chance de você querer vir? Se não, eu vou entender, considerando que isso envolve outra viagem pelo... — ela sacudiu seu polegar para trás, em direção as profundidades do cemitério.
— Claro que irei.

***

Elas caminharam ao redor do perímetro do cemitério, ficando no topo da margem até que haviam chegado no canto extremo oriente, onde Penn parou em frente a uma lápide. Era modesta, branca e coberta por uma camada amarelada de agulhas de pinheiro. Penn ficou de joelhos e começou a limpá-la.

STANFORD LOCKWOOD, dizia a simples lápide de pedra, O MELHOR PAI DO MUNDO.

Luce podia ouvir a comovedora voz de Penn por atrás da inscrição, e podia sentir as lágrimas chegando ao seus olhos. Ela não queria que Penn visse – depois de tudo, Luce ainda tinha seus pais. Se alguém deveria chorar neste momento deveria ser... Penn estava chorando. Ela estava tentando esconder com o mais suave dos fungados e algumas lágrimas derramaram na borda irregular de seu suéter. Luce ficou de joelhos também, e começou a ajudá-la a tirar as agulhas.
Ela colocou seus braços ao redor de sua amiga e a manteve o mais forte possível.
Quando Penn recuou e agradeceu a Luce, ela procurou em seu bolso e tirou uma carta.
— Eu normalmente escrevo algo pra ele — ela explicou.
Luce queria dar a Penn um momento a sós com seu pai, assim ela se levantou, deu um passo para trás e virou-se, descendo até o centro do cemitério. Seus olhos ainda estavam um pouco marejados, mas ela pensou que podia ver alguém sentado sozinho no topo do monumento. Sim. Um tipo com seus braços envolvidos ao redor de seus joelhos. Ela não podia imaginar como ele subiu até ali, mas ali estava ele.
Ele parecia rígido e solitário, como se estivesse ali o dia todo. Não tinha visto nem Luce ou Penn. Não parecia ver nada. Mas Luce não tinha que estar o suficientemente próxima para ver seus olhos cinza-violeta e saber quem era.
Todo esse tempo Luce esteve procurando explicações sobre o por que o arquivo de Justin era tão escasso, que segredo contem os livros perdidos de seus ancestrais na biblioteca, onde tinha viajado sua mente aquele dia que lhe perguntou por sua família. Porque ele é tão quente e tão frio com ela... sempre.
Com o emocionante dia com seus pais, o próximo pensamento de Luce a deixou quase de joelhos, de tristeza. Justin estava sozinho no mundo.

Continua...

sábado, 7 de junho de 2014

Begin Again : Capitulo 29

Begin Again : Capitulo 29

Desculpa gente, tive que colocar kkkk

Nova York               11:00 p.m (sexta-feira)


Bella Narrando :

Do nada, escutei o barulho da porta abrindo com força, tudo foi muito rápido. Assim que abrir meus olhos, Josh estava no chão com o Justin em cima dele dando um monte de socos. Pattie e a Maria entraram correndo elas me abraçaram e a Maria pegou o telefone ligando pra policia...

Eu: JUSTIN POR FAVOR CHEGA, VOCÊ VAI ACABAR MATANDO ELE._ gritei me levantando e puxando ele pelo braço.

Jus: É O QUE ESSE MERDA MERECE._ ele gritou dando mais um chute no estomago do Josh.

Eu estava fraca e chorando muito, Maria me pegou me tirando dali, tentei ficar no quarto, porque estava com medo do Justin matar o Josh. Ela me levou até o quarto de hospedes...

Maria: Calma querida, a Pattie não vai deixar o Justin matar o Josh._ falou ela me abraçando_ fique aqui, ok. Vou ver se está tudo bem com a Carrie.

Ela me deu um beijo na testa e saiu do quarto. Eu estava soluçando de chorar, estava com medo e com preocupação, escutei os barulhos dos carros dos policiais. Respirei fundo limpando minha lagrimas, a porta do quarto foi aberta e o Justin estava cheio de sangue, mas o sangue não era dele. Corri sem pensar duas vezes e abracei ele, como se aquilo depende-se da minha vida...

Jus: Ei pequena, já acabou._ ele falou me pegando no colo, me colocou na cama e se deitou junto comigo. Eu apertei ele com força e continuei soluçando._ eu te amo, você foi  melhor coisa que aconteceu na minha vida, quero está com você pra sempre, te amo muito.

Eu: Eu te amo Jus._ eu só conseguir falar isso.




Eu queria ficar quietinha ali com ele, mas nós tínhamos que desce para falar com os policiais. Assim que descemos, contei tudo direitinho para eles, detalhe por detalhe, eles falaram que iam tentar no máximo manter segredo, para isso não cair na mídia...


[...]

Estava agora todos bem, Carrie estava dormindo profundamente em seu quarto, Maria tinha ido para sua casa e a Pattie decidiu dormi aqui em casa no quarto de hospedes. Eu já tinha tomado meu banho, estava com meu pijama quentinho e estava com a pessoa que eu amo aqui no meu lado grudadinho em mim falando coisas clichês um para o outro...

Jus: Você é um anjo que veio do céu, me trazendo paz, fazendo meu coração ferver de paixão por você, me deixando completamente apaixonado pela garota mais perfeitinha desse mundo. Serei completamente grato a Deus por ter colocado você na minha vida, por me trazer a garota mais fabulosa de todas, eu te amo demais meu amor e o que eu mais quero é te fazer feliz, te levar ao paraíso, fazer desse amor uma eterna paixão.Te quero para eternidade minha pequena. Te quero a todo momento. Fico louco quando estou longe de você sem poder te olhar, sem poder dizer que te amo muito muito muito muito e sem te beijar, sem te abraçar! Nossa cara, não vivo sem você, não quero te perder por nada nesse mundo, aconteça o que acontecer, eu não vou deixar que nada nos separe, nem mesmo a distância nem o tempo nem nada! Se depender de mim, o que estamos vivendo vai ser pra sempre. Eu te amo muito muito muito minha perfeitinha. Conte comigo pra tudo, tudo mesmo pois eu vou estar do seu lado em tudo meu amor. O que eu sinto por você é real e verdade._ falou ele bem baixinho só para nós dois, eu o apertei e ele me apertou de volta, se afastou um pouco e se levantou na cama, então me sentei na mesma._ me desculpe por não está aqui quando você chegou e quando aconteceu aqui...

Eu: Justin não importa mais, você está aqui agora comigo, isso que importa._ falei olhando para baixo.



Jus: Vou me culpar o resto da minha vida por isso, por não ta aqui quando você precisava, mas eu quero te falar e te pedir uma coisa._ quando eu ia abrir a boca para falar e ele me interrompeu._ Quando eu vejo você, o mundo para. Ele para e tudo que existe para mim é você e meus olhos brilhando. Não há nada mais. Nenhum ruído, nem pessoas, nem pensamentos ou preocupações, nem ontem, nem amanhã. O Mundo simplesmente pára, e se torna um lindo lugar, e só há você. Você é tudo. Você é cada sorriso, cada lágrima, cada riso, cada palavra, cada momento, cada olhar, cada música. Você é uma coisa linda de se ver, e eu pode ver quando olho para você. E nessa vida louca, nesses tempos difíceis, você é tudo que eu quero. E é isso que o amor faz comigo._ ele sorriu e foi até o canto do quarto, pegou uma sacolinha e voltou para o lugar onde estava._ eu não queria que fosse assim, queria ter chegado em casa, dar muitos beijos de saudades em você e falar o quanto eu te amo, depois ia te chamar para jantar, mas não deu certo, então vai ser aqui mesmo. Eu não quero outro sorriso, outro riso, muito menos outro olhar que me contemple. Eu não quero outro colo, outro carinho, nem outro abraço que me acolhe e me protege de toda maldade do mundo. Eu não quero outro beijo, outro cheiro, nem outros dedos entrelaçando os meus. Eu não quero outro amor, além do seu. Eu não quero outro alguém, além de você. Eu te escolhi. Te escolhi pra ser o amor da minha vida, o meu refúgio, o meu alicerce e a solução de tudo. Te escolhi porque em você eu encontrei tudo que eu preciso, te escolhi porque eu sei que você atravessaria o mundo pra cuidar da minha dor, te escolhi porque você merece ter meu coração. Eu te escolhi porque eu vi em você algo que eu não vi em mais ninguém, eu te escolhi porque eu te quero na minha vida até o meu coração parar de bater. Eu te escolhi porque quero ficar velhinho do teu lado, cuidar de você quando tiver problemas na coluna e quando já não formos mais tão saudáveis. Eu te escolhi porque eu te amo. Amo como nunca amei outra pessoa antes. E te escolheria mais mil vezes, se fosse necessário._ ele falava e eu meus olhos se enchiam de lagrimas._ então, eu queria te fazer um pedido._ assim que ele terminou de falar, esticou a mão para mim, peguei a mesma e ele me levantou. 

Justin ficou na minha frente, tirou da sacola uma caixinha, abrindo ela, ele tirou de lá de dentro, outra caixinha, ele então se ajoelhou na minha frente e abriu a caixinha, não... não pode ser...



Justin: Eu gostaria que você fosse minha senhorita Bieber. Então Isabella Maddison, você aceita se casar comigo? Aceita ser a minha Isabella Bieber?_ falou ele com um sorriso do tamanho do mundo.

Eu não estava pensando em nada, absolutamente nada. As lagrimas caiam sozinhas pelos meu olhos, estava paralisada com as mãos na boca e olhando para aquele lindo anel..


Eu: Justin eu..._ os olhos dele brilhava, eu estava quase explodindo de felicidade_ é claro que eu aceito seu bobo. Eu aceito ser sua Sra.Bieber.

Ele abriu um sorriso maior ainda e colocou o anel no meu dedo...



Justin me pegou no colo e começou me girar no alto, igual nos filmes. Ele então me colocou no chão, olhou no fundo dos meus olhos e deu um dos seus sorrisos mais belos...


Justin: Vamos comemorar._ falou sorrindo malicioso.

Eu: Jus sua mãe está aqui em casa e a Carrie também._ falei sorrindo maliciosos também.

Justin: Você se esqueceu que as paredes são aprova de som._ falou ele afastando meu cabelo e começando a beijar meu pescoço. 

(parte hot, quem não gostar pula.)

Seu halito bateu em meu pescoço me arrepiando por inteira, apertei seu ombro com força reprimindo um gemido que insistia em sair pela minha boca. Meus olhos já começaram a ferver de tesão, ele simplesmente não fez nada, apenas beijou me pescoço e eu já fiquei assim..

Justin: Meu deus, como você pode ser tão...gostosa ?_ ele apertava freneticamente minhas pernas, ate podia ver as marcas que os dedos dele me deixariam na manhã seguinte.

Eu: Justin…_ gemi em seu ouvido, seus dedos foram para dentro da minha calcinha, a mesma foi afastada, e seus dedos em minha intimidade forçando contra meu clitóris, ele massageava toda a minha extensão amassava me penetrar com os dedos e depois ele voltava é fazia tudo de novo, Justin era sempre tão tentador e tão tortuoso.

Justin: Geme pra mim, vamos._ seus dedos comprimidos em minha intimidade, agora me penetraram, de forma mais tortuosa possível, gemi em seu ouvido, ele me apertou mais ainda, seus dedos em minha cintura me deixando marcas.

Eu: Por favor._apertei seus ombros suplicando para que ele fosse mais rápido, eu estava tão próxima de ter meu ponto máximo, porém como previa, Justin não ia deixar eu chegar lá tão rápido. Seus dedos foram retirados de mim, e sua mão deixou de me apertar, ele se fastou, observei cada ação sua.

Justin: Eu te amo._ suas mãos seguravam meu rosto me obrigando olhar em seus olhos, aqueles olhos cor de mel que me faziam perder o raciocino das coisas, me fazia praticar erros por ele, Justin era minha perdição.

Eu: Eu te amo muito mais._ sussurrei, ele sorriu para mim, ele me agarrou pela cintura, seus lábios se prenderam nos meus, sua linguá invadindo minha boca, me apertando mais, sorri durante o beijo, sua mão me apertando me fazia ir as nuvens, tudo nele me excitava ao extremo.



Justin: Isso te excita não é? estar aqui, na nossa casa com minha mãe e a Carrie._  sua boca sussurrava em meu ouvido me deixando mole por ele, meus olhos queimavam e ele sabia disso, era verdade me excitava, me excitava estar ali.

Eu: Sabe o que mais me excita?_ minhas mãos desceram para sua calça, aquele volume que eu tanto conhecia, saber que aquilo tudo era pra mim, não tinha nada melhor, apertei com força seu membro sobre minha mão ainda coberto pelo tecido grosso da calça Jeans.

Justin: O que te excita?_ sua voz suava rouca em meu ouvido, apertei mais ainda seu membro ouvindo seus gemidos de prazer.

Eu: Você me excita._ ele me olho com algo diferente nos olhos, em seguida avançou sobre mim, seu lábios grudaram em meu pescoço, as marcas seriam evidentes no dia seguinte, mais quem liga? Eu não, era bom saber que as marcas serviriam para mostrar que eu fui dele naquela noite.

A outra mão dele segurou minha bunda com força me puxando para seu colo, pude sentir seu membro fazer pressão em minha intimidade, gemi, minhas mãos se fundaram em seu cabelo macio, os puxei a medida que meu prazer por antecipação aumentava, minhas costa bateram contra algo macio, era a cama.

Eu: Meu deus, vamos mesmo fazer sexo com sua mãe aqui em casa? - perguntei com um tom safado em seu ouvido, vi sua pele se arrepiar diante do meu halito, sorri, suas mãos apertaram minha cintura evertendo as posições, agora ele estava sentado na cama e eu em seu colo.

 Justin: Não vamos fazer sexo._ suas mãos acariciaram meu rosto, eu estava evidentemente confusa, ele me atiça e depois desiste ?_ vamos fazer amor._ sem me dar tempo para falar algo, suas mãos me puxaram pelo pescoço, e sua boca se apossou da minha, sua linguá invadia minha boca me deixando sem ar. 

Senti novamente minha costa batendo em algo macio era a cama novamente, desta vez ele se deitou sobre mim, depositando apenas uma parte de seu peso sobre mim, sua mão desceu por minha cintura apertando a mesma, sua mão parou na barra do meu short, rapidamente ela era apenas um bolo caído no canto do quarto, meu ar estava acabando, fui mais do que obrigada a me afastar de sua boca que parecia não precisava de ar, seus lábios vermelhos se curvaram em um leve sorriso.

Justin: Você é tão perfeita._ no fundo de seus olhos eu podia enxergar um brilho e fascino, aquele era meu Justin por quem eu me apaixonei perdidamente.

 Eu: E você parece não saber do brilho que seus olhos transmitem._ prendi sua cabeça entre minhas mãos e o beijei, minhas pernas circularam seu corpo, suas mãos em meu bumbum apertando fortemente, desci minhas mãos pelas costas dele, segurei na barra da camiseta, puxei para cima, nossos lábios se separaram brevemente para a passagem da camisa por sua cabeça, logo a mesma fazia companhia ao meu short, minha excitação era grande, tão grande que me fazia arquear o quadril em busca de um contado melhor com a sua potente excitação.

Seus dedos foram em busca da barra da minha blusa, seu rosto desceu ate a barra da mesma, enquanto ele subia a blusa as pontas dos dedos longos faziam contado com minha barriga e seu lábios depositavam leves beijos, isso me arrepiava toda, me fazia beirar a loucura, minha blusa foi lançada para longe, me deixando totalmente exposta para ele, meu sutiã era pequeno para o meus seios, isso fazia com que os mesmo quase pulassem para fora, os deixando mais tentadores para Justin.

Seus dedos centraram no meio da peça de sutiã, com força ele rasgou deixando meus seios para fora, arregalei meus olhos, meu sutiã agora era apenas uma peça rasgada ao meio, a peça não servia mais, ante que pudesse reclamar de algo Justin me beijou, agora sua atenção estava voltada na minha ultima peça, minha calcinha, novamente seus dedos se puseram em um dos lados da peça e com força posta a rasgou, meu grito de repreensão morreu na boca de Justin, seus beijos me impediam de reclamar antes que minha peças de roupas não servissem mais, já era tarde a outra parte de peça já estava rasgada e não servia mais.

Justin foi breve e rápido, ele se levantou retirou o sinto da calça, o processo se repetiu com a box preta que ele usava, sua mãos se masturbou deixando a glande exposta, como sempre Justin era grande para mim, ele se voltou a mim se deitou novamente sobre mim, voltou a me beijar, seu dedos tomaram rumo a minha intimidade, senti seu membro tocar em minha entrada, meus lábios se entreabriram e um gemido de frustração saiu por entre minha boca, minhas unhas arranharam a pele da costa de Justin, ele fazia tudo isto comigo sem me penetra.

Justin: Implora..._ ele sussurrou em meu ouvido, me arrepiei por inteira, meu deus como ele me pedi uma coisa dessa? Era injusto, joguei a cabeça para trás, tentando ter coragem para dizer que eu implorava suplicava para ele me ter, para ele me levar a loucura.

Eu:eu...eu imploro_ minha voz saiu falha porém totalmente convincente, eu queria queria ele dentro de mim, porém quando vi Justin rindo de mim eu percebi que na verdade não era certamente implorar que ele queria que eu falasse.

Justin: Você sabe que não e assim que eu quero._ Justin sempre foi assim, ele sempre tinha de ter o controle de tudo, isso incluía me fazer implorar quando estávamos na cama, eu sabia que não era isso que ele queria ele queria as 3 palavras, eu me recusava a falar novamente, porém a cada vez que ele me olhava ameaçador e penetrava a sua glande em minha intimidade, me fazia questionar se realmente eu não queria dizer aqui.

Justin: Vamos Bella, não é difícil é?_ então ele me penetrou mais fundo, minhas unhas enterradas no ombro dele, quase podia ver a expressão de dor no rosto de Justin, mais com certeza eu estava bem pior.

Eu: Jus-tin ...me-e fode._ mesmo com a voz falha e rouca eu quase gritei, então eu me sentia completa, Justin bombeava dentro de mim com rapidez e força, agarrei nos seus cabelos e os puxei com força, gemendo, gritando e desesperada, desci minhas mãos de seus cabelos e desci as mesmas pela costa dele chegando a bunda dele, apertei tentando pressionar mais nossos corpos um no outro, Justin riu da minha atitude mais continuou a me penetrar com mais força.

As mãos dele seguraram com força em meu quadril e me virou me fazendo ficar por cima, o olhei com a melhor cara de safada que eu poderia fazer na vida, sorri e então pus minhas mãos sobre o peito dele e comecei a me mover em um ritmo lento e delicioso, Justin tinha os lábios presos entre o dente os mordendo, tentando se controlar dos gemidos, suas mãos segurando com força em minha cintura me pressionando mais para baixo, os dedos que me deixavam marcas avermelhadas na pele, tudo isso me fazia beirara a loucura, me fazia jogar a cabeça para trás e deixar as sensações me dominarem tão arrebatadoras e prazerosas.

Justin: Vamos Bella você pode fazer mais rápido que isso._ ele urrou contra minha pele, sorri, comecei a me mover mais precisamente rápido, subia e descia.

Suspendia a cabeça para trás deixando todas as sensações de preenchimento me arrebataram por completo, deixei que Justin se despejasse em mim, e que eu atingisse meu ponto máximo de prazer, provando para mim mesma que eu podia ir mais rápido.


Fiquei um tempo demorando para normalizar minhas respiração, Justin havia me abraçado pela cintura, eu estava suada e no colo dele, me sentia impotente, fazia messes que eu não me entregava a Justin, por causa da minha turnê, mas agora eu estava ali com ele. Justin saiu de dentro de mim, fazendo eu me sentir vazia por dentro, ele puxou meu corpo fazendo que nós dois se deitasse na cama. Justin me puxou para ele, então me aconcheguei no seu peito nu...

Justin: Te amo minha pequena Sr.Bieber._ falou ele baixinha e me deu um beijinho na testa.

Assim que ele falou, fechei meu olhos, eu estava muito cansada e feliz ao mesmo tempo. Só Deus sabia, como eu estava feliz...

Continua...

Hello pequenas Beliebers, vim avisar que, como eu não sou boa em "parte hot", tive que pegar algumas partes de outro site, então para quem quiser ler o verdadeiro, esta aqui: Imagine Directioner. JusKiss.