quinta-feira, 1 de maio de 2014

Fallen: Capítulo 12 "Ao pó"


No nublado entardecer sobre o cemitério, um abutre circulava. Dois dias haviam se passado desde a morte de Todd e Luce não havia conseguido comer ou dormir. Ela estava parada em um vestido preto sem mangas na enseada do cemitério onde toda a Sword & Cross havia se reunido para mostrar seu respeito a Todd.
Como se uma desanimada cerimônia de uma hora fosse o bastante. Especialmente porque a única capela do campus havia sido transformada em uma piscina, e a cerimônia teve que ser feita em um pântano depressivo.
Desde o acidente, a escola tem estado em alerta e os alunos tem sido a definição de bico fechado.
Luce havia passado os últimos dois dias evitando os olhares dos outros estudantes que a olhavam todos com variáveis níveis de desconfiança. Os que ela não conhecia muito bem pareciam olhar para ela com uma pitada de medo. Outros como Roland e Molly encaravam ela um jeito diferente, bem mais desavergonhadamente, como se tivesse algo sombriamente fascinante sobre a chegada dela. Ela aguentava os olhares xeretas o melhor que podia durante as aulas, e ficava contente a noite quando Penn dava uma passada para levar a ela uma caneca fumegante de chá de gengibre, ou Ariane passava um Mab Libs obsceno por debaixo da sua porta.
Ela estava desesperada por qualquer coisa que tirasse a ansiedade da sua mente, daquele sentimento de estar esperando que algo aconteça. Porque ela sabia que estava chegando.
Na forma de uma segunda visita da polícia, ou das sombras, ou ambas.
Naquela manhã, os anúncios da escola informaram a eles que os eventos sociais daquela noite seriam cancelados por respeito à morte de Todd e as aulas seriam terminadas uma hora mais cedo para que os estudantes tivessem tempo para se trocar e chegar ao cemitério às três horas. Como se toda a escola já não estivesse vestida para um funeral todo o tempo.
Luce nunca havia visto tantas pessoas reunidas em um só lugar no campus.
Randy estava estacionada no centro do grupo usando saia cinza pregueada até a panturrilha e um grosso sapato preto de sola emborrachada. Uma Srta. Sophia de olhos marejados e um Sr. Cole mexedor de lenço ficaram parados atrás em suas roupas de luto. Sra. Troz e O Treinador Diante estavam parados em um aglomerado preto com um grupo de outro professores e administradores que Luce nunca havia visto antes.
Os estudantes estavam sentados em filas em ordem alfabética. Na frente, Luce podia ver Joel Blant, o garoto que tinha ganhado a corrida de natação na semana passada, assoando o nariz em um lenço sujo. Luce estava num lugar de onde podia ver Justin, irritantemente posicionado nos Gs bem ao lado de Gabbe, duas fileiras a frente. Ele estava vestido impecavelmente em um blazer preto sob medida, mas sua cabeça parecia pender abaixo de todos a sua volta. Até mesmo por trás, Justin conseguia parecer devastadoramente sombrio.
Luce pensou sobre as peônias brancas que ele havia trazido para ela. Randy não havia deixado ela levar o vaso com quando deixou a enfermaria, então Luce teve que carregar as flores para o seu quarto e foi bem inventiva, cortando a parte de cima de uma garrafa de água de plástico com uma tesoura de manicure.
Os botões eram perfumados e calmantes, mas a mensagem que eles forneciam não era clara. Normalmente, quando um cara te dava flores, você não tinha que ficar pensando quais eram os sentimentos dele. Mas com Justin, esses tipos de pressuposições eram sempre uma má ideia. Era muito mais seguro presumir que ele tinha comprado porque era o que se fazia quando alguém passava por um trauma.
Ainda assim, ele havia lhe trazido flores! Se ela se inclinasse para frente agora em sua cadeira de dobrar e olhasse para seu quarto, apesar das barras de metal na terceira janela da esquerda, ela quase conseguia vê-las.
— No suor de teu rosto comerás o pão. — Um padre pago-por-hora cantarolou em frente a multidão. — Até que retornes ao chão. Para fora dele foste retirado, do veio e ao pó voltarás.
Ele era um homem magro de aproximadamente setenta anos, perdido em uma grande jaqueta preta. Seus tênis esportivos desgastados tinham os laços partidos, sua face era encaroçada e queimada do sol. Ele falou no microfone preso a um velho aparelho de sol de plástico que parecia ser dos anos oitenta. O som que saiu era estático e distorcido e dificilmente atingiria toda a multidão.
Tudo sobre aquela cerimônia era inadequado e completamente errado.
Ninguém estava prestando Todd qualquer respeito por estar aqui. Todo o memorial parecia mais como uma tentativa patética de ensinar ao estudantes como a vida podia ser injusta.
O fato do corpo do Todd nem estar presente dizia muito sobre a relação da escola ou total falta dela com o garoto falecido. Ninguém havia o conhecido, nenhum deles jamais iria.
Havia algo falso sobre ficar parada aqui naquela multidão hoje, algo piorado pelas poucas pessoas que estavam chorando. Fazia Luce sentir como se Todd fosse ainda mais desconhecido para ela do que ele havia sido na verdade.
Deixe Todd descansar em paz. Deixe os outros simplesmente seguirem em frente.
Uma coruja branca cantava no galho alto da arvore de carvalho acima de suas cabeças. Luce sabia que havia um ninho em algum lugar ali perto com um grupo de novos bebês coruja.
Ela havia escutado o cantar preocupado da mãe todas as noites naquela semana seguido pela fanática batida de asas na sua descida para sua caçada noturna.
E então havia acabado. Luce se levantou da sua cadeira, se sentindo fraca com a injustiça de tudo aquilo. Todd havia sido tão inocente quanto ela era culpada, embora do que ela não sabia. Enquanto ela seguia os outros estudantes em uma única fila em direção a tão chamada recepção, um braço passou ao redor da sua cintura e a puxou para trás.
Justin? Não, era Cam.
Seus olhos verdes procuraram os dela e pareceram ver o desapontamento, o que só a fez se sentir pior. Ela mordeu o lábio impedindo que se dissolvesse em soluços de choro. Ver Cam não deveria fazê-la chorar. Ela só estava drenada emocionalmente, a beira de um colapso. Ela mordeu tão forte que chegou a sentir gosto de sangue e então limpou a boca com sua mão.
— Hey — Cam falou alisando a parte de trás do cabelo dela.
Ela retraiu. Ela ainda tinha um galo ali atrás de quando ela havia batido a cabeça nos degraus.
— Você quer ir a algum lugar para conversar?
Eles haviam caminhado com os outros pela grama em direção a recepção embaixo da sombra de um dos carvalhos. Uma cadeira de dobrar havia sido colocada praticamente uma em cima da outra. Uma mesa de dobrar próxima estava coberta com biscoitos velhos, retirados de caixas de marcas genéricas, mas ainda dentro de sacos plásticos. Uma tigela de ponche de plástico barata havia sido enchida com um liquido vermelho adocicado e havia atraído várias moscas da mesma maneira um cadáver. Era uma recepção tão patética, poucos dos outros estudantes se incomodaram em ir. Luce viu Penn em sua saia preta apertando a mão do padre. Justin estava olhando para longe de todos eles, sussurrando algo para Gabbe.
Quando Luce se virou de volta para Cam, o dedo dele desenhou levemente através da clavícula dela, então parou sobre o galo do pescoço dela. Ela inspirou e sentiu arrepios sobre sua pele.
— Se você não gostou do colar — ele falou se inclinado nela — eu posso te conseguir outra coisa.
Os lábios dele estavam tão perto de roçar no pescoço dela que Luce pressionou uma mão no ombro dele e deu um passo para trás.
— Eu gostei — ela falou, pensando na caixa largada na sua mesa.
Tinha ido parar bem ao lado das flores de Justin, e ela havia passado metade da noite anterior olhando de uma para a outra, pesando os presentes e as intenções por trás deles. Cam era tão mais claro, mais fácil de entender. Como se ele fosse álgebra e Justin fosse cálculo. E ela sempre amou cálculo, a maneira como as vezes ela levava uma hora para desvendar um único problema.
— Eu acho que o colar é ótimo — ela falou para Cam. — Eu só não tive a chance de usar ainda.
— Me desculpe — ele falou, apertando os lábios. — Eu não devia pressionar você.
Os cabelos escuros dele estavam puxados para trás e mostravam mais do rosto dele do que de costume. Fez ele parecer mais velho, mais maduro. E o jeito que ele olhava para ela era tão intenso, os grandes olhos verdes dele sondavam dentro dela, como se ele aprovasse tudo o que ela guardava dentro de si.
— Srta. Sophia ficou dizendo para eu lhe dar mais espaço nesses últimos dias. Eu sei que ela está certa, você passou por tanta coisa. Mas você deveria saber o quanto eu pensei em você. Todo o tempo. Eu queria ver você.
Ele acariciou seu rosto com as costas da mão e Luce sentiu lágrimas brotando. Ela tinha passado por muita coisa. Se sentia terrível de estar ali, prestes a chorar, e não pelo Todd cuja morte importava, e devia ter importado mais, mas por razões egoístas, porque os últimos dois dias trouxeram de volta dor demais do passado sobre Trevor e a vida dela antes de Sword & Cross, coisas que ela pensou que já havia lidado e nunca poderiam explicadas a ninguém. Mais sombras para serem empurradas.
Era como se Cam pressentisse aquilo, ou ao menos parte dele, porque ele a enrolou em seus braços, pressionando o coração dela contra seu forte e amplo peito, e a balançou de um lado para o outro.
— Está tudo bem. Vai ficar tudo bem.
E talvez ela não tivesse que explicar nada a ele. Era como se quanto mais enlouquecida ela se sentia por dentro, mais disponível Cam se tornava. E se fosse o bastante só ficar ali nos braços que alguém que se importa com ela, deixar a simples afeição dele estabilizar ela por um breve momento?
Era tão bom ser simplesmente abraçada.
Luce não sabia como me afastar de Cam. Ele sempre foi tão legal.
E ela gostava dele, e ainda, por razões que a faziam se sentir culpada, ele meio que estava começando a irritá-la. Ele era tão perfeito e solícito, exatamente o que ele devia precisar agora. Era só que... ele não era Justin.
Um bolinho de papo de anjo apareceu sobre o ombro dela. Luce reconheceu a mão com manicure feita segurando ele.
— Tem ponche bem ali que precisa ser bebido — Gabbe falou, segurando um bolinho para Cam também.
Ele olhou o topo com cobertura.
— Você está bem? — Gabbe perguntou a Luce.
Luce assentiu com a cabeça. Pela primeira vez, Gabbe havia aparecido exatamente quando Luce queria ser salva. Elas sorriram uma para a outra e Luce ergueu o bolinho em agradecimento. Ela deu uma pequena, doce mordida.
— Ponche parece ser uma boa — Cam falou por entre os dentes. — Por que você não vai buscar alguns copos para nós, Gabbe?
Gabbe revirou os olhos para a Luce.
— Faça um favor para o homem e ele já começa a tratar você como uma escrava.
Luce riu. Cam estava um pouco fora da linha, mas era óbvio para Luce o que ele estava tentando fazer.
— Eu vou pegar as bebidas — Luce falou, pronta uma tomar um ar.
Ela seguiu para a mesa da tigela de ponche. Estava enxotando uma mosca da superfície do ponche quando alguém sussurrou em seu ouvido.
— Você quer dar o fora daqui?
Luce se virou, pronta para inventar alguma desculpa para Cam que não, ela não podia sair, não agora e não com ele. Mas não foi Cam que estendeu a mão e tocou a base do pulso dela com o dedão. Foi Justin.
Ela derreteu um pouquinho. A vez dela de usar o telefone na quarta-feira era em dez minutos e ela queria, desesperadamente, ouvir a voz de Callie, ou dos pais dela. Falar de alguma coisas que estivesse se passando do lado de fora desses portões de metal, outra coisa além desolação dos seus últimos dois dias.
Mas dar o fora daqui? Com Justin? Ela se pegou assentindo com a cabeça.
Cam ia odiar se a vise sair, e ele iria ver.
Ele a estaria vigiando. Ela quase podia sentir os olhos verdes dele na parte de trás da sua cabeça. Mas é claro que ela tinha que ir. Ela deslizou sua mão dentro da mão de Justin.
— Por favor.
Todas as outras vezes que ele haviam se tocado, ou havia sido por acidente, ou um deles havia se afastado bruscamente, normalmente Justin, antes que a corrente de calor que Luce sempre sentia pudesse evoluir a um calor crescente. Não dessa vez. Luce olhou para baixo para as mãos de Justin, segurando rapidamente as dela, e todo o corpo dela queria mais. Mais do calor, mais do formigamento, mais de Justin, era quase, não tão bom quanto ela havia sentido em seu sonho.
Ela mal podia sentir seus pés se movendo embaixo dela, só corrente do toque dele tomando conta. Era como se tivessem só piscado, e eles haviam chegado aos portões do cemitério.
Abaixo deles, bem ao longe, o resto da cerimônia me movia fora de foco enquanto os dois deixavam tudo para trás. Justin parou repentinamente e, sem aviso, largou a mão dela.
Ela tremeu, frio de novo.
— Você e Cam. — Ele falou, deixando as palavras pairarem no ar como uma pergunta. — Vocês passam muito tempo juntos?
— Parece que você não é muito fã da ideia — ela comentou, se sentindo instantaneamente estúpida por bancar a ingênua. Ela só queria provocá-lo por parecer um pouco ciumento, mas o rosto e o tom dele eram tão sérios.
— Ele não é... — Justin começou a falar. Ele observou um gavião de cauda vermelha pousar em um carvalho sobre suas cabeças. — Ele não é bom o bastante para você.
Luce havia ouvido pessoas dizerem essa fala mais de mil vezes antes. Era o que todo mundo sempre dizia. Não bom o bastante. Mas quando as palavras passaram pelos lábios de Justin, elas soaram importantes, e mesmo de alguma forma verdadeiras e relevantes, não vagas e indiferentes do modo como sempre soavam a ela no passado.
— Bem, então — ela falou em voz baixa — quem é?
Justin colocou as mãos sobre os quadris. Ele riu para si mesmo por um longo tempo.
— Eu não sei — ele falou finalmente. — Essa é uma ótima pergunta.
Não exatamente a resposta que Luce estava procurando.
— Não é como se fosse tão difícil — ela replicou, enfiando as mãos no bolso porque ela queria alcança-lo — ser bom o bastante para mim.
Os olhos de Justin pareciam estar caindo, todo o violeta que havia estado ali momentos antes, se tornaram em um profundo cinza escuro.
— Sim. É sim.
Ele esfregou a testa e quando fez isso seus cabelos foram para trás por apenas um segundo. Tempo o suficiente. Luce viu o machucado na testa dele. Estava cicatrizando, mas Luce podia identificar que era novo.
— O que aconteceu com a sua testa? — perguntou, esticando o braço em direção a ele.
— Eu não sei.
Ele estourou empurrando a mão dela para longe, forte o bastante que ela cambaleou para trás.
— Eu não sei de onde veio.
Ele parecia mais agitado por aquilo do que Luce estava, o que a surpreendeu. Era apenas um pequeno arranhão.
Passos no cemitério atrás deles. Ambos se viraram.
— Eu te falei, não vi ela — Molly estava falando, se encolhendo das mãos de Cam enquanto eles passavam na subida do cemitério.
— Vamos — Justin falou tudo que ela sentia, Luce tinha quase certeza antes mesmo de ela atirar um olhar nervoso para ele.
Ela sabia onde eles estavam indo assim que ela começou a seguir ele. Atrás da igreja-ginásio e dentro da floresta. Bem como ela esperava a sua postura pulando corda antes mesmo de ver ele se exercitar. Assim como ela sabia do corte antes de ver.
Eles andaram com o mesmo ritmo, passos com mesma distância. Pisavam na grama ao mesmo tempo, todas as vezes, até eles alcançarem a floresta.
— Se você vai a um lugar mais de uma vez com a mesma pessoa — Justin falou, quase para si mesmo — acho que não é mais só seu.
Luce sorriu, honrada ao perceber o que Justin estava dizendo, que ele nunca havia estado com outra pessoa no lago. Somente ela.
Enquanto passavam pela mata, ela sentiu o frio da sombra embaixo das árvores no seu ombro descoberto. Cheirava do mesmo jeito de sempre, como a maioria das florestas da costa da Georgia cheirava, um aroma de carvalho úmido que Luce costumava a associar com as sombras, mas que agora ela conectava a Justin. Ela não devia se sentir segura em nenhum lugar após o que havia acontecido recentemente com Todd, mas, próxima a Justin, Luce sentia como se pudesse respirar tranquila pela primeira vez em dias.
Ela tinha que acreditar que ele estava trazendo-a de volta àquele lugar por causa do modo como ele havia saído tão de repente da ultima vez. Como se eles precisassem de uma segunda tentativa para se acertarem.
O que havia começado como o que parecia um quase primeiro encontro havia terminado com Luce se sentido como se tivesse levado um bolo. Justin deve ter sabido disso e se sentia mal por sua saída repentina.
Eles alcançaram a árvore de magnólia que marcava o ponto de observação para o lago. O sol deixou uma trilha dourada na água enquanto costeava sobre a floresta no oeste. Tudo parecia tão diferente ao entardecer. O mundo todo parecia reluzir.
Justin se recostou contra a árvore e a assistiu observar a água. Ela se moveu para ficar ao lado dele abaixo das folhas envernizadas e flores, que deviam ter morrido e se ido nessa época do ano, mas pareciam tão puras e frescas como o florescer da primavera.
Luce respirou o perfume almiscarado e se sentiu mais próxima de Justin, aquele sentimento parecia vir de lugar nenhum.
— Nós não estamos exatamente vestidos para nadar dessa vez — ele falou, apontando para o vestido preto de Luce.
Ela dedilhou a bainha ilhó delicada em seu joelho, imaginando o choque de sua mãe se ela arruinasse um bom vestido porque ela e um garoto queriam mergulhar no lago.
— Talvez nós pudéssemos só mergulhar os pés.
Justin apontou para o caminho íngreme da rocha vermelha que levava para a água. Eles escalaram sobre as espessas relvas amareladas e grama do lago e usaram os contorcidos troncos dos carvalhos para manterem o equilíbrio. Aqui a costa do lago se tronava seixos. A água parecia tão imóvel, Luce sentiu que podia quase andar sobre ela.
Luce chutou suas sapatilhas negras e deslizou a superfície forrada de lírios com seus dedos. A água era mais fria do que havia sido no outro dia. Justin juntou um ramo de grama do lago e começou a trançar sua espessa haste.
Ele olhou para ela.
— Você nunca pensa em sair daqui?
— O tempo todo — ela respondeu com um resmungo, presumindo que quisesse dizer que ele também pensasse. Mas é claro que ela queria ficar o mais longe possível de Sword & Cross. Qualquer um iria querer. Mas ela tentou ao menos manter sua mente de espiralar fora de controle em direção a fantasias dela e Justin bolando uma fuga.
— Não — Justin falou — eu quis dizer, você realmente já considerou ir para outro lugar? Pedir transferência para seus pais? É só que... Sword & Cross não parece o melhor lugar para você.
Luce tomou um lugar para se sentar à frente de Justin e abraçou os joelhos. Se ele estava sugerindo que ela era uma rejeitada entre o corpo estudantil cheio de rejeitados, ela não conseguia evitar se sentir um pouco insultada.
Ela limpou a garganta.
— Eu não tenho o luxo de considerar seriamente um outro lugar. Sword & Cross é... — ela pausou — praticamente um esforço de fim de linha para mim.
— Qual é.
— Você não saberia.
— Saberia — ele suspirou. — Sempre tem outra parada, Luce.
— Isso é muito poético, Justin — ela podia sentir sua voz aumentando. — Mas se você está tão interessado em se livrar de mim, o que iremos fazer? Ninguém pediu para você me arrastar até aqui com você.
— Não. Você está certa. Eu quero dizer que você não é como as outras pessoas aqui. Tem que ter um lugar melhor para você.
O coração de Luce estava batendo rápido, como normalmente fazia perto de Justin. Mas isso era diferente. Essa cena toda estava fazendo ela suar.
— Quando eu vim para cá, fiz uma promessa a mim mesma que eu não iria contar a ninguém sobre meu passado, ou o que eu fiz para vir parar neste lugar.
Justin abaixou a cabeça em suas mãos.
— O que eu estou falando não tem nada a ver com o que aconteceu com aquele cara.
— Você sabe sobre ele? — o rosto de Luce desabou. Não. Como Justin sabia? — O que quer que Molly tenha te contado...
Mas ela sabia que era tarde demais. Justin era quem havia encontrado-a com Todd. Se Molly contou qualquer coisa sobre como Luce também havia sido implicada em outra morte misteriosa com fogo, ela não conseguia imaginar nem como começar a explicar isso.
— Escuta — ele falou, pegando as mãos dela. — O que eu estou dizendo não tem nada a ver com essa parte do seu passado.
Ela achou difícil de acreditar.
— Então tem a ver com Todd?
O toque de Justin mexeu em algo na mente dela. Ela começou a pensar sobre as sombras selvagens que ela havia visto naquela noite. O modo como elas mudaram tanto desde que ela havia chegado aquela escola, de uma ameaça sorrateira e desconfortável para uma agora quase onipresente, desenvolvido terror.
Ela era louca, isso deve ter sido o que Justin havia percebido sobre ela. Talvez ele a achasse bonita, mas sabia que no fundo ela era seriamente perturbada. Era por isso que queria que ela se fosse, então não ficaria tentado a se envolver com alguém como ela. Se era isso o que Justin pensava, ele não sabia da metade.
— Talvez tenha a ver com as estranhas sombras pretas que eu vi na noite que Todd morreu? — ela falou, esperando chocá-lo. Mas assim que ela falou as palavras ela soube que sua intenção não era assustar Justin ainda mais... era finalmente contar a alguém. Não era como se ela tivesse muito mais para perder.
— O que você disse? — ele perguntou lentamente.
— Oh, você sabe. — Ela falou encolhendo os ombros agora, tentando disfarçar o que ela havia falado. — Uma vez por dia mais ou menos, eu recebo visitas dessas coisas escuras que eu chamo de sombras.
— Não seja engraçadinha — Justin rebateu secamente.
E mesmo o tom dele ter doído, ela sabia que ele estava certo. Odiava o quão falso ela soava realmente, toda ferida. Mas ela devia contar para ele? Ela podia? Ele estava assentindo com a cabeça para que ela continuasse. Os olhos dele pareciam buscar e puxar as palavras de dentro dela.
— Tem acontecido por pelo menos doze anos — ela admitiu finalmente com um tremor profundo. — Costumava vir somente à noite, quando eu estava próxima a água ou árvores, mas agora... — as mãos dela estavam tremendo. — É praticamente sem parar.
— O que elas fazem?
Ela pensaria que ele estava só fazendo graça dela, ou tentando fazer com que ela continuasse para que fizesse uma piada às custas dela, exceto a voz dele havia ficado rouca e a face dele havia ficado sem cor.
— Normalmente elas começam sobrevoando mais ou menos por aqui.
Ela levou sua mão até a nuca de Justin e fez cócegas para demonstrar. Dessa vez ela não estava só tentando ficar fisicamente perto dele, era realmente o único modo que ela sabia como explicar. Especialmente desde que as sombras começaram a infringir o corpo dela de tal maneira palpável, física.
Justin não se esquivou, então ela continuou.
— E então algumas vezes elas ficam realmente audaciosas — continuou, se ajoelhando e colocando suas duas mãos no peito dele. — E elas se batem diretamente contra mim.
Agora ela estava bem na cara dele. O lábio dela tremeu e ela não podia acreditar que realmente estava se abrindo para alguém, muito menos Justin, sobre as terríveis coisas que ela via. A voz dela caiu para um sussurro e ela falou:
— Recentemente, elas não parecem satisfeitas até que elas... — ela engoliu — levem a vida de alguém e me joguem de costas no chão.
Ela um pequeno empurrão nos ombros dele, não pretendendo afetá-lo de maneira alguma, mas o mais leve toque dos dedos dela foi o bastante para derrubar o Justin.
A queda dele a surpreendeu tanto que ela acidentalmente perdeu o próprio equilíbrio e aterrissou com os quadris revirados em cima dele. Justin estava deitado de barriga para cima, olhando para ela com olhos arregalados.
Ela não devia ter contado aquilo para ele. Ali estava ela, em cima dele, e ela havia acabado de divulgar seu mais profundo segredo, o que realmente a definia como lunática. Como ela podia ainda querer tanto beijar ele num momento como esse?
O coração dela estava pulando impossivelmente rápido. Então ela percebeu: Ela estava sentindo ambos os corações, correndo juntos. Um tipo de conversa desesperada, uma que eles não podiam ter com palavras.
— Você realmente as enxerga? — ele sussurrou.
— Sim.
Luce suspirou, querendo se levantar e retirar tudo que disse. E ainda assim ela estava impossibilitada de sair de cima do peito de Justin. Ela tentou ler os pensamentos dele, o que qualquer pessoa normal pensaria sobre uma admissão como a dela.
— Deixe-me adivinhar — ela falou triste. — Agora você tem certeza que eu preciso de uma transferência. Para a ala psiquiátrica.
Ele saiu de debaixo dela, deixando-a deitada praticamente de cara na rocha. Os olhos dela se moveram dos pés dele, para as pernas dele, para o dorso dele, para o rosto dele. Ele estava olhando para cima em direção a floresta.
— Isso nunca aconteceu antes — ele falou.
Luce se levantou. Era humilhante, ficar ali dentada sozinha. E mais, era como se ele nem tivesse ouvido o que ela falou.
— O que nunca aconteceu? Antes do quê?
Ele se virou para ela e colocou as mãos em volta de suas bochechas. Ela segurou a respiração. Ele estava tão perto. Os lábios dele estavam tão próximos aos dela. Luce beliscou a própria coxa para ter certeza que dessa vez não estava sonhando. Ela estava bem acordada.
Então ele quase se puxou para longe à força. Justin ficou parado em frente a ela, respirando rápido, os braços dele duros dos seus lados.
— Me diga novamente o que você viu.
Luce se virou para ficar de frente para o lago. A água azul clara batia suavemente contra a margem e ela pensou em dar um mergulho. Isso era o que Justin havia feito da última vez que as coisas haviam ficado intensas demais para ele. Por que ela não podia fazer isso também?
— Pode surpreender você saber isso. Mas não é nada emocionante ficar sentada aqui e falar sobre o quanto imensamente louca eu sou. Especialmente para você.
Justin não respondeu, mas ela podia sentir os olhos dele nela. Quando finalmente ganhou coragem para olhar para ele, ele estava lhe dando um estranho, perturbante, olhar de luto.
Um em que os olhos dele se curvavam para baixo nos cantos e o seu particularmente tom de cinza era coisa mais triste que Luce já havia visto. Ela sentiu como se tivesse desapontado Justin de alguma maneira. Mas essa era a horrível confissão dela. Por que Justin era quem parecia tão devastado?
Ele andou em direção a ela e se aproximou até que os olhos dele estavam diretamente nos dela. Luce quase não conseguiu aguentar. Mas ela não conseguia desviar os olhos também.
O que quer que fosse acontecer para quebrar esse transe teria que partir de Justin, que estava se movendo para ainda mais perto, virando a cabeça em direção a dela e fechando os olhos. Os lábios dele se abriram. A respiração de Luce ficou presa na garganta. Ela fechou os olhos também. Ela virou a cabeça em direção a ele também. Ela abriu os lábios também. E esperou.
O beijo pelo qual ela estava morrendo não veio. Ela abriu os olhos porque nada havia acontecido, exceto pelo farfalhar de um galho de árvore. Justin havia desaparecido. Ela suspirou abatida, mas não surpresa.
O que era estranho era que ela quase podia ver o caminho que ele havia tomado através da floresta. Como se ela fosse algum tipo de caçadora que podia identificar a rotação de uma folha e a deixar levá-la de volta até Justin. Exceto que ela não era nada do tipo, e o tipo de trilha que Justin havia deixado era de alguma forma maior, mais claro, e ao mesmo tempo, ainda mais elusivo. Era como se uma luz violeta iluminasse o caminho dele de volta através da floresta. Como a luz violeta que ela podia jurar ter visto durante o incêndio na biblioteca. Ela estava vendo coisas. Ela se endireitou na pedra e olhou para longe por um momento, esfregando os olhos. Mas quando olhou de volta estava do mesmo jeito: apenas um plano de sua visão como se ela estivesse olhando através de óculos bifocais com uma louca prescrição, os carvalhos, a palha debaixo deles e até mesmo o canto dos pássaros nos galhos, tudo isso parecia oscilar fora de foco. E não apenas oscilava, banhado na mais leve luz púrpura, mas parecia emitir um quase inaudível zumbido de baixa frequência.
Ela se virou, aterrorizada para enfrentar, aterrorizada pelo que significava. Algo estava acontecendo com ela, e ela não podia contar a ninguém. Ela tentou se focar no lago, mas mesmo escurecendo e ficando difícil de enxergar.
Ela estava sozinha. Justin havia deixado-a. E em seu lugar, esse caminho que ela não sabia como – ou queria – navegar. Quando o sol afundou atrás das montanhas e o lago se tornou negro como carvão, Luce ousou outra olhada em direção a floresta. Ela sugou o ar, sem ter certeza se ficava desapontada ou aliviada. Era uma floresta como nenhuma outra, sem luz trêmula ou zumbido violeta. Sem sinal de Justin ter alguma vez estado ali.


Continua...


terça-feira, 29 de abril de 2014

Begin Again : Capitulo 28

Begin Again : Capitulo 28


Rio de Janeiro, Brasil                10:00 hrs (sexta-feira)

Bella Narrando :


3 anos depois...

Lá estava eu, respirando o ar Brasileiro, ontem eu tinha feito meu segundo show aqui no Rio, é foi um dos melhores shows da minha vida. Três anos se passaram depois da morte da minha mãe, eu fiquei cinco meses com depressão, fiquei um ano afastada da fama e de tudo. Hoje eu estou com 22 anos, Justin também esta com essa idade, nossos fãs continuam firmes e fortes, aumentando cada dia mais, ele ta morando comigo em Nova York, pois é, a gente ta morando lá agora. Carrie ? Ela ta com 3 anos, está morando comigo e com Justin na nossa casa, cuidamos dela como se fosse nossa filha. Justin fica enchendo meu saco pra gente ter filhos logo, eu falo pra ele esperar mais um pouco. Faz uma semana que o Jus termino sua turnê, já estava em casa me esperando, esse show do Rio, foi o ultimo da minha turnê também. Ah aquela nossa turnê, lembra que a gente tava fazendo show juntos, então ela foi um GRANDE sucesso, nós ganhamos vários prêmios com ela. Vocês não vão acreditar, a Emma e o Alfredo, CASARAM, isso mesmo casaram, foi tudo muito lindo, chorei igual uma criança. Bem a Amy ? Aquela ali ta do mesmo jeito, parece que ela não fica velha, será que era é uma vampira ? O Jon, aquele idiota, ele sumiu, nunca mais foi visto, só uma vez que ele deu uma entrevista falando que não ia ser mais ator, então ele se aposento. A Maria ? Ela continua trabalhando pra mim. O Tom ? Aquele ali continua sendo meu segurança, até hoje. Minhas amigas ? Cada uma foi fazer alguma coisa na vida, as vezes a gente se fala, mas é muito pouco. É bom, Selena e o Josh ? Eles estão juntos até hoje, não sei como, eu jurava que eles estavam tramando alguma coisa, quase todos os dias, eles postam fotos juntos, falando que se amam, blá blá blá. Bom voltando por dia de hoje, eu estava tomando um banho, já estava tudo pronto para mim voltar pra minha linda casa, com meu lindo namorado,  a Carrie, ela esta aqui comigo, ta lá na minha cama brincando. Terminei o banho, colocando minha roupa em seguida:

 
Sai do banheiro, colocando a roupa que eu estava vestida antes, dentro da mala, verifiquei tudo, para ver se faltava alguma coisa, bem esta tudo pronto...

Eu: Vamos Carrie, já esta tudo pronto_ falei pegando ela no colo, junto com seu ursinho.

Carrie: Vamos ver o titio Justin ?_ pergunto ela com aquela vozinha de bebê super fofa.

Eu: Vamos sim querida_ falei pegando o telefone do quarto do hotel.

Liguei para a recepção do hotel, pedindo alguém para vim buscar as malas. Não passo 15 minuto, é minhas malas já esta lá em baixo, assim que eu tava pegando minha bolsa, a Emma entro com tudo no meu quarto...

Emma: Já esta pronta ?_ pergunto ela pegando a Carrie do meu colo.

Eu: Já sim, só estou pegando minha bolsa e a mochila da Carrie_ falei sorrindo fraco.


Emma: Tudo bem, estou doida pra chegar e ver meu lindo marido em casa _ falo ela com os olhos brilhando e com um sorriso gigantesco.

Eu: Você não acha que ta na hora de vocês ter filhos, vocês tão ficando velhos_falei rindo da cara que ela fez depois.

Emma: Digo o mesmo de você com o Justin_falo ela rindo



Eu: Ta, cala a boca_ falei pegando a mochila da Carrie_ bom vamos ?

Emma: Vamos sim, já esta todos lá em baixo, só falta a gente_ falo ela abrindo a porta para nós saímos.

Olhei para ver se faltava alguma coisa, e por fim, saímos do quarto. Pegamos o elevador, é  em menos de 10 minutos, já estávamos lá em baixo, com o pessoal. Decidimos sair por trás do Copacabana Palace, tinha muita gente lá na frente, então o único jeito era sair por trás, porque lá estava com menos pessoas. Entramos no carro, em seguida saindo do hotel, dei tchau para os poucos fãs que tinha lá, e fomos em direção ao aeroporto...

[...]

Ahh graças a Deus chegamos em Nova York, eu amo o Brasil, mas nada melhor do que nossa casa né gente. O voo foi um maravilha, Carrie dormiu a viagem toda, e eu também. Emma tinha ido pro seu apartamento, estava doidinha pra ver 0 Fredo, acabei de chegar em casa, agradeci ao Tom por ter me deixado aqui, peguei minhas malas que eram poucos, peguei a malinha da Carrie e peguei ela no colo. Entramos em casa, estava tudo um silêncio, deixei as malas ali na sala mesmo, subi as escadas, indo até o quarto da Carrie, ela estava dormindo igual um anjo no meu colo, coloquei ela na sua cama e fechei a porta com cuidado. Foi até meu quarto, Justin não estava lá, bem acho que não tem ninguém em casa. Tirei meu salto, joguei minha bolsa na cama mesmo, entrei no closet, peguei uma roupa confortável. Entrei no meu banheiro e coloquei a banheira pra encher, to precisando relaxar um pouco. Fiquei uns 25 minutos ali relaxando, depois sai me secando e coloquei minha roupaSai do banheiro, pulei na cama cansada, entrei dentro dos lenções me esquentando, hum tava tão quentinho ali, só faltava meu Jus, o quarto todo estava com o cheiro dele, peguei o travesseiro e o abracei. To com tanta saudades dele, fiquei meio triste dele não esta aqui em casa junto com a Maria, porque será que eles não tão aqui ? Será que esqueceram que eu ia vim hoje ? Não pode ser, eu tinha avisado ao Justin que chegaria hoje. Tantas perguntas sem respostas, só me resta descansar dessa viagem toda, afinal, estou de ferias agora...


[...]

Acordei sentindo uma mão diferente passando pelo meu rosto, respirei fundo e aquele não era o perfume do Jus, me mexi na cama um pouco, virei de costas e a pessoa começo a mexer no meu cabelo, abrir meus olhos devagar, foi me virando........ JOSH ??

Eu: JOSH ? O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI ?_ perguntei me levantando rápido .

Josh: Estava sentindo sua falta_falo ele sorrindo se aproximando de mim_ você não sentiu ?

Eu: O que? Como você entro aqui? _perguntei com medo, eu estava sozinha em casa, não sabia o que ele podia fazer_ Josh sai daqui agora, por favor.

Josh: Me deixa te mostrar o que é ser homem de verdade_falo ele me segurando pelos ombros.

Eu: ME LARGA, SEU IDIOTA, EU TO COM O JUSTIN AGORA, EU AMO ELE_ falei aquilo já chorando e sentir um peso no meu rosto, ele tinha me dado um tapa ?

Josh: EU QUE TE AMO DE VERDADE, CALA A BOCA SUA VADIA, VOCÊ SEMPRE FOI TEIMOSA, MAS EU SEMPRE GOSTEI DESSE SEU LADO_gritou ele rindo ao mesmo tempo.

Josh veio com tudo para cima de mim, me pego pelo cabelo me jogando na cama, foi com tanta força que minhas costas estralaram, eu estava chorando muito, tentava me defender batendo nele...

Carrie: Isa ?_ olhamos para a porta e ela estava lá segurando seu ursinho, e com os olhos cheios de lagrimas.

Eu: CARRIE SAIA DAQUI, VÁ PRO SEU QUARTO AGORA_falei chorando, ela olho pro Josh e depois pra mim, e continuo parada ali.

Josh: Oh sua pestinha não vai sair logo não, quer que eu vá ai te pegar ?_pergunto ele já levantando.

Eu: Josh por favor, o assunto é entre mim e você, só me deixa tirar ela daqui por favor_falei chorando e segurando ele.

Josh: Ok, vai rápido, estou te esperando aqui meu amor_falo ele deitando na minha cama.

Peguei a Carrie que estava chorando no colo, foi correndo pro quarto dela...

Eu: Querida fique aqui, ok ? Estava tudo bem_falei limpando suas lagrimas e sorrindo.


Carrie: Não está, o que aquele moço quer com você?_ pergunto ela abraçando seu ursinho.

Olhei pro lado e tinha uma telefone ali, corri até lá e peguei ele discando o número do Justin, por favor atende...

Josh: BELLA QUE DEMORA É ESSA_ escutei passos.

Atende Justin...

Jus: Alô_falo ele meio que parando de rir.

Eu: JUSTIN POR FAVOR VEM LOGO PRA CASA, O JOSH INVADIU AQUI E ELE ..._ Josh entrou quase quebrando a porta.

Josh: PRA QUEM VOCÊ TA LIGANDO? É PRO SEU NAMORADINHO GAY_ ele me puxou com força, Carrie começou a gritar e pego o telefone que estava caído no chão, ela começou a gritar pelo nome do Justin e eu só sabia chorar.

Josh me arrastou pelos cabelos até meu quarto, me jogando no chão logo em seguida...

Josh: Você é uma vadia mesmo, vou fazer o que eu ia fazer logo com você, antes que seu namoradinho chegue_ falo ele rindo malicioso.

Eu: Josh por favor, você não falou que me ama? Se amasse de verdade não estava fazendo isso comigo_falei chorando e olhando ele nos olhos.

Josh: Eu te amo muito Bella, você é minha vida_ falo ele se ajoelhando na minha frente, pegando no meu rosto_ eu tentei ficar com a Selena, mas eu via seu rosto nela, quando eu estava com ela na cama, era seu rosto que eu via. É quando eu ia na rua, eu via no jornal você e o Justin, isso acabava comigo.

Eu: Josh eu te entendo muito bem, por favor não faça nada, você significou muito pra mim, eu te amei muito mesmo, você foi meu primeiro em tudo, minha primeira vez, minhas primeiras viagens para lugares incríveis, você foi minha vida também_ falei chorando junto com ele_ mas a vida continua, você foi pra um lado e eu foi pro outro, eu amo o Justin agora, e você ta com a Selena...

Josh: Não, não, não. A gente pode mudar isso. EU VOU MUDAR ISSO_ grito ele se levantando_ VOU TE FAZER ME AMAR NOVAMENTE.

Eu: JOSH POR FAVOR_ falei entre soluços.



Ele me pegou pelos ombros me dano um outro tapa, dei um chute em seu joelho, fazendo ele cair, assim que ia correr pro banheiro, Josh pegou em meu pé, me fazendo cair no chão de frente, comecei a chorar mais forte...

Josh: Dessa vez, você não escapa_ falo ele sorrindo malicioso.

Olhei em seus olhos e eles estavam bem vermelhos, tentei sair dos braços dele novamente, mas Josh era mais forte que eu. Não tinha mais força para lutar, então fechei meus olhos esperando o que ia vim...

Continua...
Gente eu só vim aqui pra avisar que: eu sei que esse capitulo ta uma bosta, não me matem. Esses dias estou muito sem ideias, porque estou muito ansiosa com o que vai acontecer dia 08. Para quem é Directioner, eu, minha irmã e minha amiga, VAMOS NO SHOW DOS MINOS DA ONE DIRECTION...


Gente estou tão animada, eu vou ficar na Pista Premium no show do RJ, além de ver eles, vou ver os lindos do P9 novamente, não é incrível? Bem esse é o capitulo de BG, esse imagine está quase acabando, espero que gostem mesmo tando uma bosta, bem é isso. JusKiss.

terça-feira, 15 de abril de 2014

My Little Princess Nerd ♥♥ Capitulo 06 ♥♥

My Little Princess Nerd
 
Miami, Flórida                                                                 06:00 a.m (QUARTA)

Eliza Gollen narrando : 

Acordei tomando um grande susto, a droga do despertador tinha berrado bem perto de meu ouvido, puta de pariu que dor de cabeça é essa ... nossa, estou me sentindo tão diferente, hum eu acho que a balada de ontem fez muito bem pra mim... calma ai, como eu vim parar aqui, a ultima coisa que eu lembro, foi quando eu dormir no carro do Justin. Olhei em volta, é em baixo do meu celular, que estava em cima do criado-mudo, tinha um papel, peguei o mesmo, e estava escrito:









"Bom dia flor do dia, só pra constar, você é linda dormindo, e não, eu não dormir com você, apesar de que você estava muito sexy ontem, mas eu me controlei, foi muito difícil, mas eu conseguir rsrs... Você estava tão bêbada ontem, que acabo dormindo no meu carro, te peguei no colo, é uma moça muito fofinha chamada Rose, quase teve um filho quando viu você naquele estado, enquanto você dormia igual um anjo no meu colo, no sofá da sua sala, eu tive que explicar tudo pra ela, no fim, ela cuido de você, é até pergunto se eu queria dormir ai, mas eu achei melhor não, bom acho que é só isso mesmo, te espero na escola, eu tenho certeza que mesmo com muita ressaca, você mesmo assim vai a escola rs...

De: Justin Bieber seu mais novo melhor amigo :)"

Tinha que ser, fiquei rindo sozinha, ele tinha explicado tudo direitinho. Coloquei o bilhete dentro da gaveta, foi em direção ao meu closet, peguei uma roupa de frio, estava bem frio essa manha, foi em direção ao banheiro, tomei um banho bem quentinho, depois me vestir:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK80of6_N2xC7pH1wm7GUI1D_7wacv9YWq318ICmwGs6ee7T_yAuDCrKzaQmYoZHh5gUptNUuZOh5l6e7zrvKEUkKx_dRty2UkLgIMIcZjpPap6qnEzIzhRwOOib266uKeBkAiAiEZ6WA/s640/tumblr_mjxmdf8KDL1s7jvcqo1_500.jpg

Melhor eu ir logo, se não vou me atrasar. Peguei minha mochila, desci as escadas indo até a cozinha, onde estava meu café da manha, mas não tinha ninguém em casa, eu acho... Terminei o café, é sai de casa, droga estava nevando, aaah que frio, percebi que não tinha ninguém em casa mesmo, então peguei meu carro, pois é, eu tenho um carro, e foi em direção a escola... 

[...]

Cheguei na escola estacionando meu carro ali em frente mesmo, desci sentindo os olhares dos outros em cima de mim, alguns até falaram comigo, ta ainda não me costumei com isso. Entrei na escola, tentei achar o pessoal, mas não conseguir ver ninguém, então foi direto pro meu armário, peguei meus livros...

Jus: Bom dia coisa mais linda desse mundo_ falo ele beijando meu pescoço me fazendo virar na hora com cara espantada_ o que foi ?

Eu: Você ta maluco, não pode ficar fazendo isso aqui na escola_ falei percebendo que ele escondia alguma coisa atrás dele_ o que é isso atrás de você ?

Jus: Aé_ falo ele tirando de trás dele mesmo, um pequeno buquê de rosas.

Eu: Justin..._ ele me interrompeu. 

Jus: Trouxe pra você, sei que são poucas, eu queria ter trago mais, eu tive que catar lá do jardim de casa, a loja de flores estava fechada essa manha_ falo ele todo fofo, anw acho que vou morde ele.

Eu: São lindas, obrigada, mas sua mãe não vai brigar com você, por ter destruído o jardim dela_ falei rindo e cheirando as flores.

Jus: Não esta tudo bem, ela até me apoio na ideia_falo ele se encostando no meu armário.

Eu: Agradece ela depois por mim, ok ?_ falei beijando sua bochecha.


Jas: FALA CASAL_ grito ela, fazendo todos que estava ali olhar pra gente.

Eu: Cala a boca sua maluca_ falei dando um tapa no ombro dela.

Jas: Ah desculpe_ falo ela rindo, percebi agora que a Suzy junto com a Cait, estava com ela.

Cait: Justin vai ali no seus amigos, que a gente quer falar com a Liza_falo ela apontando para o outro lado do corredor que estava os meninos.

Jus: Você ta me expulsando? É isso mesmo ?_falo ele fazendo uma cara de sofrido, que me deu mais uma vez vontade de morder ele.


Jas: Estamos sim, vai logo pra lá_falo ela empurrando ele pro lado dos meninos e depois voltando pro nosso lado.

Suzy: Ai a gente viu ta, o beijão que o Justin te deu ontem_falo ela rindo malicioso.

Jas: É mesmo_falo ela rindo malicioso também_ sua safadinha.

Cait: Pois é né, mas a gente não veio aqui para falar isso com você_falo ela percebendo que eu estava igual uma pimenta_ depois que a gente sair da escola, vamos nós quatro no shopping, eu e a Jas vamos fazer um mudança em vocês.

Suzy: Ebaaa _falo ela batendo palmas igual uma criança.

Eu: Tem certeza gente ?_perguntei.

Jas: Claro vocês vão ficar perfeitas_falo ela e o sinal bateu. 

Tentei convencer elas de não ir, mas não adianto nada.  Fomos para nossa sala, sentamos todos nós perto das janelas, o professor de Biologia entro na sala, já começando sua aula ...

[...]

A melhor parte da escola e a hora da saída, tentei falar com as meninas mais uma vez, mas não deu certo outra vez, só sei que elas me enfiaram entro do meu carro, nem me despedi dos meninos, a Jas ligo o carro e em alta velocidade foi em direção do shopping. Assim que a gente chegou, entramos na primeira loja do shopping, depois em outra, depois em outra, em outra, outra, é assim foi nosso dia. No final de tudo, as meninas inventaram que seria legal eu mudar um pouco meu cabelo, só o que me faltava. Elas começaram a me arrastar pro salão de beleza que tinha ali mesmo no shopping. Tive que entrar a força e ainda por cima, eu não ia poder saber o que o cabeleireiro ia fazer no meu cabelo. No final, eles fizeram um suspense enorme só pra ver meu cabelo, assim que o cabeleireiro me viro para as meninas, elas quase desmaiaram ali mesmo, as três ficaram paradas de boca aberta, ai meu deus, será que fico uma bosta...

Eu: Gente fico tão ruim assim ?_ perguntei com muito medo da resposta.

Jas: Não, pelo contrario, ESTA INCRÍVEL_falo ela começando a pular e bate palmas_ quero ficar loira também.   

Eu: O QUE ??_ falei me virando pro espelho, eu estava totalmente loira, eu não acredito.

Cait: Tá perfeito amiga, não se preocupe_falo ela sorrindo.

Suzy: Pois é, ta lindo demais_falo ela sorrindo também.


Eu: Mas..._foi interrompida pela Caitlin.
 
Cait: Mas nada_falo ela indo até um balcão que era o local do pagamento.

Eu ainda estava chocada, meus pais iam me matar, mas quer saber, fico legal. Um dia antes dos meus pais chegarem, eu vou ter que arrumar um jeito de tirar isso do meu cabelo, porque se não, eles vão achar que a filha deles viro rebelde. Depois da Cait ter pagado, sai do meu choque e saímos do salão de beleza. Saímos do shopping, já estava escuro, entramos no meu carro, dessa vez quem dirigiu foi eu. Já to imaginando chegar em casa, o que a Rosa vai achar desse meu cabelo. Liguei o radio e comecei a dirigir em direção da casa da Suzy...


{...}

Depois de deixa as meninas nas casas delas, cheguei na minha. Estacionei o carro na garagem e entrei em casa, é agora, coloquei as sacolas ali mesmo na sala e coloquei minha mochila em cima do sofá. Como sempre, escutei um barulho na cozinha, e vozes ? Deus será que meus pais chegaram de viagem, droga. Mas eu conhecia aquela voz, e não era dos meus pais. Entrei na cozinha, fazendo o ser que estava ali se virar, Justin ?
 
Rosa: Querida o que aconteceu com seu cabelo ?_pergunto ela de boca aberta, assim como o Justin também.
 
 
Jus: Deus do céu_falo de espantado.

Eu: Ai gente, não fico tão ruim assim, fico legalzinho ta. É bom as meninas inventaram de mudar meu visual, eu não pude reclamar, então parem de me olhar assim vocês dois, ok ?_falei me sentando do lado do Justin na mesa da cozinha.

Rosa: Querida seu cabelo fico linda mesmo, mas eu prefiro ele natural_falo ela sorrindo de lado.

Eu: Também, mas eu não tive escolha, vou ficar com o cabelo assim até meus pais chegarem, depois eu pinto ele na cor natural._ falei suspirando_ é você Justin, o que estava fazendo aqui ?

Jus: Nossa não posso mais fazer uma visita para minha amiga, tudo bem eu vou embora_falo ele fazendo drama e se levantando. 

Eu: Cala a boca, é vem me ajudar a guardar as coisas que eu comprei_falei puxando ele até a sala.

Pegamos as sacolas e eu peguei minha mochila, subimos as escadas entrando no meu quarto. Coloquei minha mochila em cima da minha cama e puxei o Justin junto com as sacolas para dentro do closet...

Jus: Pra que compro tanta coisa ?_pergunto ele tirando as coisas da sacola.

Eu: As meninas me fizeram comprar tudo o que elas falavam, elas falaram que ia mudar meu visual._falei revirando os olhos.
  Jus: Sinceramente, eu gosto do seu jeitinho de nerd, é super fofa_falo ele sorrindo, eu amava o sorriso dele, o que eu to dizendo ?

 
Eu: Obrigada, eu acho_falei sorrindo tímida.

Jus: Que tal depois que a gente terminar aqui, vamos em um restaurante italiano ótimo que eu conheço ?_pergunto ele abrindo a ultima sacola.

Eu: Pode ser, to querendo comer alguma coisa diferente mesmo_falei dando de ombro.

Ficamos conversando e guardando as coisas ao mesmo tempo. Depois de ter terminado, pedi para o Justin me esperar ali no meu quarto mesmo, entrei no banheiro já com minha roupa na mão, que é uma das novas roupas que as meninas me forçaram a comprar, tirei minha roupa e entre no box. Terminei meu banho, me sequei, ajeitei meu cabelo, passei uma maquiagem e coloquei a minha roupa, estava pronta e diferente, não parecia com a nerdzinha da Eliza, parecia a outra Liza que sempre morou dentro de mim...



Passei meu perfume e sai do banheiro, Justin estava mexendo no celular, mas assim que percebeu minha presença, me olho de cima baixo, se levantou e ficou na minha frente...

Jus: Você está incrível_ falo ele sorrindo.


Eu: Justin não começa_ falei corando_ vamos ?

Jus: Vamos sim_ falo ele, então ele fez uma coisa que me surpreendeu, ele pegando na minha mão.

Olhei para nossas mãos dadas, e sorrir pra ele, ele sorriu também. Saímos do meu quarto, passamos na cozinha para avisar para a Rosa que íamos sair, e que ela não precisava esperar a gente. Justin abriu a porta pra mim, depois deu a volta entrando no carro logo em seguida, ele ligo o radio e fomos ao som de uma musica que eu não conseguia identificar, só sei que ela era perfeita...

{...}
 
Depois da noite maravilhosa que tive com o Justin, ele me levou até a praia, ficamos um pouco por lá, até rolou beijo, pois é. Essa amizade  colorida minha com o Justin, estava ficando estranha já, daqui a pouco a gente vai começar a fazer besteiras, estou até vendo. Ele também me convido para ser o par dele no baile de boas vindas, aceitei numa boa. Na verdade eu não ia a esse baile, mas como foi o Justin que me convido, não podia recusar. No final de tudo, Justin me levou em casa, ele ia ficar mais um pouco comigo, mas estava tarde e sua mãe estava ficando preocupada. Entrei em casa sem fazer barulho, estava bem tarde, então Rosa já estava dormindo com certeza, tirei meus saltos para subir as escadas, entrei no meu  quarto jogando os saltos e a bolsa em cima do sofá que tinha no meu quarto, entrei no meu closet e peguei um pijama, entrei no banheiro, como eu estava com preguiça de tomar banho, só lavei o rosto para tirar a maquiagem e coloquei meu pijama...




Sai do banheiro, caindo na cama, nossa hoje o dia foi bem cheio e cansativo. Fiquei refletindo tudo o que aconteceu hoje, e acabei dormindo com meu ultimo pensamento, o Justin...
 
Continua...
 Oi gente, então eu não morri não tá, aqui não é meu fantasma escrevendo, sou eu vivinha da silva. Como sempre, quando eu desapareço assim, vocês sabem o motivo né gente, minha escola. Eu vou ter que começar a postar MUITOOO pouco mesmo, porque eu estou sem tempo NEM um, sinto muito mesmo gente. Bom mais um capitulo de MLPN, espero que gostem. JusKiss.