segunda-feira, 16 de junho de 2014

My Little Princess Nerd ♥♥Capitulo 07♥♥

My Little Princess Nerd


Miami, Flórida                                                                 06:00 a.m (QUINTA)



Eliza Gollen narrando :

Ok, qualquer dia desses, eu vou acabar com a raça desse alarme, mas que droga. Desliguei ele com todas as minhas forças, que milagre ele não quebro. Dei um resmungo bem alto, respirei fundo e me levantei. Lembrei da noite de ontem que tive com o Justin, e sorri automaticamente. Certo, tenho que parar com isso. Foi até a cortina do meu quarto, abrindo a mesma logo em seguida e abrir as janelas também. Não estava nevando, mas estava frio ainda. Deixando a janela daquele jeito, aberta mesmo, foi até meu closet e peguei uma roupa de frio, das que eu tinha comprado ontem. Entrei no banheiro, tomei um banho bem quietinho, quase que eu não sai de lá. Me sequei e coloquei minha roupa:




Sai do banheiro, peguei meu celular, deu uma ultima olhada no espelho e sai do meu quarto. Desci as escadas e o cheiro de panquecas já estava na casa toda. Entrei na cozinha e como eu esperava tinha uma linda mesa de café da manha com panquecas e muitas outras coisas...

Eu: Bom dia Rosa, o cheiro está uma maravilha, como sempre._ falei me sentando na mesa da cozinha.

Rosa: Bom dia querida._ ela estava de costas, mas depois se virou me olhando de cima a baixo._ está muito bonita com esse novo visual Liza.


Eu: É bom mudar as vezes._ falei sorrindo.



Começamos a tomar nosso café da manha...


Rosa: Hum aquele meninos o Justin, ele é um bom garoto._ falou ela sorrindo olhando pra mim.


Eu: É sim._ falei sorrindo igual uma retardada.




Rosa: Você gasta dele, não é querida?_ perguntou ela com um sorriso.

Eu: O QUE?_ me engasguei com a comida, peguei o copo de suco e bebi ele todo._ nada a ver Rosa, somos apenas amigos._ não sei porque, mas ela frase doeu um pouco.


Rosa: Vou fingir que acredito._ falei ela rindo um pouco.


Eu: Ué mas é a verdade._ falei terminando meu café da manha._ tenho que ir, se não vou me atrasar.


Dei um beijo da sua testa e sai da cozinha. Respirei fundo assim que sai de lá. Porque aquelo mexeu comigo? Estou ficando maluca mesmo. Sai de casa, Tommy estava me estava com o carro já aberto, falei com ele e partimos para a escola...



[...]

Chegamos na escola, me despedi do Tommy e sai do carro. Assim que coloquei o pé no chão, todos, simplesmente todos da escola ficaram com a boca aberta e me olharam de cima a baixo. Meu rosto começou a arder, abaixei minha cabeça e entrei na escola. Fui até meu armário com as pessoas ainda me encarando...

XxX: VOCÊ ESTÁ INCRÍVEL._ algum ser gritou lá do fundão.

Olhei naquela direção e era a Jas, junto com as meninas. Elas vieram saltitando até mim...

Cait: Cara, eu estou emocionada comigo mesmo, eu e a Jas deixamos vocês perfeitas._ falou ela olhando eu e a Suzy, ela estava divando também.

Jas: Pois é._ ela fingiu que estava chorando e limpou suas lagrimas, o que fez a gente rir.

Suzy: Vocês são muito exageradas mesmo._ falou ela rindo.



Começamos a rir, até que o grupo da Mandy vem vindo na nossa direção. A não, o dia estava ótimo, até...

Mandy: Ora ora as duas nerdzinhas mudaram de visual, mas mesmo assim queridas vocês continuam feias como sempre foram._ falou ela e começou a rir junto com sua"seguidoras".


Jas: Sabe Mandy, isso que você está falando se chama inveja._ falou ela ficando na nossa frente.


Cait: Pois é Jas, e inveja das forte, mas não só você Mandy, sua "seguidoras" também estão morrendo de inveja e olha que não acabou por ai._ falou ela se junto a Jas, ficando também na nossa frente._ quer contar a novidade para ela Jas?


Jas: Claro amiga, com todo prazer._ assim que ela falou, deu dois passos a frente ficando cara a cara com a Mandy._ falamos com a treinadora e ela deixou as meninas fazerem um teste para o grupo das lideres de torcida.


Mandy: MAS O QUE? EU NÃO VOU PERMITIR ISSO DE JEITO NEM UM._ gritou ela ficando vermelha e com raiva.



Todos já estavam fazendo a famosa rodinha entre nós...

Cait: ABAIXA ESSE TOM EM PRIMEIRO LUGAR._ ela ficou do lado da Jas encarando a Mandy._ Segundo: QUEM É A LÍDER DO GRUPO?


Mandy: Você._ falou ela o mais baixo possível.


Cait: Ótimo, então isso quer dizer que EU que mando junto com a treinadora. Então se eu quero que a Suzy e a Liza entre, elas vão entrar, sem mas._ finalizou a Cait a olhando de cima a baixo.

Mandy mesmo cuspindo fogo, ignorou a Jas e a Cat e veio até mim...

Mandy: Você pode ficar com tudo, pode até ter ficado mais bonitinha, mas pelo menos eu tenho o Justin._ falou ela com um sorriso ironia.


Eu: O que?_ falei a olhando com nojo._ Mandy eu sempre achei você ridícula, mas agora você passou dos limites. O JUSTIN NÃO É UM PREMIO. Apesar que você não tem nada a ver com isso, eu e o Justin somos só amigos. Não sei como o Justin consegui ficar com você.

XxX: Não fico mais.

Todos nós olhamos pro lado, lá estava o Justin junto com os meninos. Seu olhar era de pura raiva e ódio...


Mandy: JuJu eu..._ Justin interrompeu ela, ficando na minha frente.

Justin: Mandy chega, eu NUNCA gostei de você de verdade, eu fiquei com você só por diversão._ cuspiu as palavras na cara dela, a mesma estava com os olhos cheios de lagrimas._ eu sempre gostei da Eliza, gostei não, eu amo a Liza._ ele se virou me olhando nos olhos._ mas sempre que eu ia falar com você, a Mandy me puxava ou inventava alguma coisa pra me distrair. Mas agora chega, acabou Mandy, não existe mais eu e você._ ele olhava ela com nojo e ela só sabia chorar, eu devia sentir pena, mas não._ só existe agora eu e a Liza.

O sinal tocou fazendo todos irem andando para suas salas, só ficou nós e a Mandy junto com seu grupo...

Jas: Eu acho melhor você ir no banheiro querida Mandy, sua cara está parecendo de um palhaço._ a maquiagem da Mandy estava toda borrado por causa do choro.

Ela olho para cara de cada um que estava ali e saiu batendo o pé junto com as "seguidoras". Eu estava meio sonsa, o Justin disse mesmo que me amava?

Suzy: Bom acho melhor irmos para a nossa sala._ falou ela respirando fundo. 

O Chris veio e abraçou ela de lado, começando todos a ir em direção da sala. Assim que eu ia começar a andar, o Justin pegou no meu braço me parando...

Justin: Mais tarde, eu vou dar uma passada na sua casa, precisamos conversar._ falou ele.


Eu: Tudo bem._ falei com vergonha.

Justin sorriu e pegou na minha mão. Fomos andando de mão dadas junto com os outros, todos estavam com seus pares, cada um com a pessoa que completava seu coração. Eu estava tão feliz, agora eu sabia o que sentia de verdade pelo Justin, era amor.  Com um sorriso estampado na cara, um coração apaixonado e feliz, realmente muito feliz. E vou te contar um segredo, mas lê baixinho: o motivo é ele. SEMPRE FOI ELE. O seu jeitinho envergonhado de falar coisas fofas me encanta, tudo me encanta. Com ele me sinto tão, tão segura, me sinto tão dele. Dentre as manias que eu tenho, uma é gostar dele. Mania é coisa que a gente tem mais não sabe porque...

Continua...

Eu sei, eu sei. Esse capitulo foi meio estranho e está pequeno. Estou um pouco corrida hoje, sorry :) HarryKisses.

sábado, 14 de junho de 2014

Fallen: Capítulo 13 "Raízes"


Luce podia ouvir seu All Star batendo forte contra o chão. Podia sentir o vento úmido contra sua camiseta preta. Podia praticamente experimentar o piche quente de uma parte recém pavimentada do estacionamento. Mas quando ela lançou seus braços ao redor de duas criaturas curvadas perto da entrada de Sword & Cross em um Sábado pela manhã, tudo isso foi esquecido.
Ela nunca esteve tão feliz de abraçar seus pais em toda sua vida.
Por dias, ela ficou se lamentando de quão distante e fria as coisas tinham sido no hospital, e não iria cometer o mesmo erro de novo.
Os dois tropeçaram enquanto ela os abraçava. Sua mãe começou a rir e seu pai lhe deu palmadinhas nas costas à sua maneira de cara-durão. Ele tinha sua enorme câmera ao redor do pescoço. Eles se endireitaram e mantiveram sua filha com ao longo de seus braços. Parecia querer uma boa olhada de seu rosto, mas tão logo como a conseguiram, suas próprias feições desvaneceram. Luce estava chorando.
— Querida, qual é o problema? — seu pai perguntou, descansando a mão em sua cabeça.
Sua mãe procurou em sua gigante bolsa azul uma caixa de lenços. Com os olhos amplamente abertos, ela balançou um lenço em frente ao nariz de Luce e perguntou:
— Nós estamos aqui agora. Está tudo bem, não é?
Não, não estava tudo bem.
— Por que vocês não me levaram pra casa no outro dia? — Luce perguntou, sentindo-se magoada e com raiva mais uma vez. — Por que vocês os deixaram me trazer pra cá de novo?
Seu pai empalideceu.
— Todas as vezes que nós falamos com o diretor, ele disse que você estava indo muito bem, de volta às aulas, como a boa garota que criamos. Uma dor de garganta pela fumaça e um pequeno galo na cabeça. Pensávamos que isso era tudo.
Ele lambeu seus lábios.
— Existe algo mais? — Sua mãe perguntou.
Uma olhada entre seus pais lhe disse que eles já tiveram esse briga. Mamãe lhe tinha suplicado que a deixassem visitá-la de novo em breve. O pai rígido-amoroso de Luce havia batido o pé.
Não havia modo de explicar a eles o que tinha acontecido naquela noite ou o que ela vem passando desde então, ela tinha ido direto para às aulas, embora não por sua própria escolha. E, fisicamente, ela estava bem. Só que em todas as outras maneiras – emocional, psicológica e romântica – ela não podia se sentir mais ferida.
— Nós só estamos tentando seguir as regras — o pai de Luce explicou, movendo sua grande mão para apertar o pescoço dela.
O peso dele mudou sua postura e isso a obrigou a parar quieta, mas tinha passado muito tempo desde que ela esteve assim perto das pessoas que amava, então ela não atreveu a se afastar.
— Porque nós só queremos o que é melhor pra você — seu pai acrescentou. — Nós temos que ter fé nestas pessoas — ele sinalizou ao formidável edifício ao redor do campus, como se representasse Randy e o diretor Udell e ao resto deles. — Eles sabem do que estão falando.
— Eles não sabem — Luce discordou, olhando os edifícios de má qualidade e o pátio vazio.
Até agora, nada nesta escola fazia algum sentido pra ela.
Caso em questão, o que eles chamavam de Dia dos Pais. Eles fizeram um grande caso de quão afortunados são os estudantes de ter o privilégio de ver sua própria carne e sangue. E no entanto, faltavam dez minutos para a hora do almoço e o carro dos pais de Luce era o único no estacionamento.
— Este lugar é uma absoluta piada — ela disse, soando o suficiente cínica para que seus pais compartilhassem um olhar de problema.
— Luce, querida — sua mãe disse, acariciando seu cabelo.
Luce podia dizer que ela não estava acostumada a seu curto comprimento. Seus dedos tinham um instinto maternal para seguir o fantasma do antigo cabelo de Luce por todo o caminho até às costas.
— Nós só queremos um dia agradável com você. Seu pai trouxe todas as suas comidas favoritas.
Timidamente, seu pai levantou uma colcha de retalhos coloridos e uma grande gerinconça do estilo maleta que Luce nunca tinha visto antes. Geralmente, quando eles faziam piquenique, era uma coisa muito mais casual, com sacos de papel de mercearia e uma velha folha rasgada jogada na grama pela trilha de canoa fora de sua casa.
— Quiabo em conserva? — Luce perguntou numa voz que soou bastante como a pequenina Lucy.
Ninguém podia dizer que seus pais não estavam tentando.
Seu pai assentiu.
— E chá doce e biscoitos com molho branco. Cereais com queijo com pimenta extra, justo como você gosta. Oh, e mais uma coisa.
A mãe de Luce colocou a mão na sua gorda bolsa à procura de um envelope vermelho e estendeu para Luce. Por um brevíssimo momento uma dor atormentou o estômago de Luce quando voltou a pensar nas correspondências que costumava receber. Assassina Psicótica. Garota Morte. Mas quando Luce viu a caligrafia no envelope, seu rosto se desfez em um sorriso enorme.
Callie.
Ela rasgou o envelope e tirou o cartão com uma fotografia na frente em branco-e-preto de duas velhas senhoras decorando seus cabelos. Dentro, cada centímetro quadrado do cartão estava preenchido com a letra grande e borbulhante de Callie. E ali havia vários pedaços de rabiscos no papel de folhas soltas porque ela ficou sem espaço no cartão.

Querida Luce,
Desde que nosso tempo no telefone é agora ridiculamente insuficiente (poderia por favor pedir um pouco mais de tempo? É francamente injusto), e vou ficar antiquada com você e fazer uma épica carta escrita a mão. Em anexo você irá encontrar cada minúscula coisa que aconteceu comigo nas últimas duas semanas. Quer goste ou não.

Luce segurou contra o peito, sem deixar de sorrir, ansiosa de devorar a carta tão logo seus pais voltassem pra casa. Callie não tinha desistido dela. E seus pais estavam bem ao seu lado. Tinha passado muito tempo desde que Luce se sentiu amada. Ela procurou e apertou a mão de seu pai.
Um apito estridente fez com que seus pais pulassem.
— É só a sinal do almoço — ela explicou; eles pareciam aliviados. — Vamos, têm alguém que quero que conheçam.
Enquanto caminhavam pelo quente, nebuloso estacionamento até a área aberta onde os eventos de abertura do Dia dos Pais estava sendo organizado, Luce começou a ver o campus através do olhos de seus pais. Ela notou a curvatura do telhado da sede principal, e o amadurecido odor do pêssego apodrecendo no bosque ao lado do ginásio. A forma como o ferro forjado do portão do cemitério foi sobreposto a ferrugem alaranjada. Ela percebeu que só em algumas semanas, ela estaria completamente acostumada as muitas coisas desagradáveis de Sword & Cross.
Seus pais se olhavam horrorizados. Seu pai fez um gesto a uma moribunda videira que serpenteava ao redor da cerca decrépita e fragmentada do pátio.
— Essas são as uvas chardoney — ele disse, fazendo uma careta, porque quando uma planta sentia dor, ele também sentia.
Sua mãe estava usando as duas mãos para agarrar seu livro de bolso contra o peito, com os cotovelos colados, postura que toma quando se encontra em um bairro que pensa que pode ser assaltada. E eles ainda não tinham visto os vermelhos.
Seus pais, que eram veementemente contra as pequenas coisas, como Luce tendo uma webcam, odiariam a ideia de vigilância constante em sua escola. Luce queria protegê-los de todas as atrocidades de Sword & Cross, porque ela estava descobrindo como controlar – e às vezes – até vencer o sistema aqui. Como no outro dia, Ariane a tinha levado através de uma série de obstáculos- tipo uma corrida através do campus para assinalar todos os “vermelhos mortos” cuja bateria tinham acabado ou sido astutamente “substituídas” efetivamente criando pontos cegos na escola. Seus pais não precisavam saber de tudo isso, eles só precisavam ter um bom dia com ela.
Penn estava balançando suas pernas na arquibancada, onde ela e Luce tinham prometido se encontrar ao meio-dia. Ela estava segurando um vaso de flores.
— Penn, estes são meus pais, Harry e Doreen Price — Luce disse, gesticulando. — Mãe e Pai, esta é...
— Pennywather Van Syckle-Lockwood — Penn respondeu formalmente, estendendo o vaso com as duas mãos. — Obrigada por deixar me juntar ao almoço.
Sempre educados, os pais de Luce a saudaram e sorriram, sem fazer perguntas sobre o paradeiro da própria família de Penn, coisa que Luce não teve tempo de explicar.
Era outro dia quente e claro. As árvores de salgueiro verde-ácido em frente à biblioteca balançavam suavemente com a brisa, e Luce dirigiu seus pais para a posição onde os salgueiros ocultavam a maioria das manchas de fuligem e as janelas manchadas pelo fogo. Quando eles estenderam a manta em uma área de grama seca, Luce puxou Penn de lado.
— Como você está? — Luce perguntou, sabendo que se ela fosse aquela a se sentar um dia inteiro homenageando os pais de todo o mundo, exceto os dela, ela iria precisar de um grande incentivo.
Para sua surpresa, Penn assentiu feliz.
— Isso já está muito melhor do que no ano passado! E é tudo por sua causa. Eu não teria ninguém hoje se você não tivesse vindo junto.
O discurso pegou Luce de surpresa e a fez olhar ao redor do pátio para ver como todos os demais estavam lidando com o evento. Apesar de que o estacionamento ainda estava meio vazio, o Dia dos Pais parecia acontecer pouco a pouco.
Molly sentou-se em uma manta próxima, entre um homem com cara de poucos amigos e uma mulher roendo avidamente uma coxa de peru. Ariane estava agachada sobre uma arquibancada, sussurrando a uma garota punk mais velha, com um hipnotizante cabelo rosa-choque. O mais provável é que seja sua irmã mais velha. Elas duas encontraram-se com o olhar de Luce e Ariane sorriu e acenou, em seguida, virou-se para a outra garota para sussurrar algo.
Roland tinha uma imensa festa de pessoas fazendo um almoço-piquenique em uma longa colcha. Eles estavam rindo e brincando, e uns poucos garotos mais jovens estavam atirando comida uns nos outros. Eles pareciam estar tendo um grande momento até que uma granada espiga de milho saiu voando e quase cegar Gabbe, que estava caminhando pelo pátio. Ela fez uma careta para Roland enquanto guiava um homem suficientemente velho para ser seu avô, dando-lhe palmadinhas no cotovelo, enquanto caminhavam em direção a uma fileira de cadeiras do gramado instituído ao redor do campo aberto.
Justin e Cam estavam notavelmente desaparecidos – e Luce não podia descrever como seus familiares poderiam ser. Por mais furiosa e envergonhada que ela estivesse depois que Justin lhe dera um fora pela segunda vez no lago, ela ainda estava morrendo de vontade de dar uma olhada em qualquer pessoa que estivesse relacionada a ele. Mas depois, pensando no fino arquivo de Justin na sala de arquivos, Luce se perguntou se ele ainda mantinha contato com alguém de sua família.
A mãe de Luce repartiu o queijo em quatro pedaços, e seu pai cobriu com a pimenta fresca em pequenos pedaços. Depois de uma mordida, a boca de Luce estava em chamas, exatamente da maneira como gostava. Penn não parecia familiarizada com a comida típica da Georgia com a que Luce tinha crescido. Ela parecia particularmente horrorizada pelo quiabo em conserva, mas assim que deu uma mordida, ela deu a Luce um surpreso sorriso de aprovação.
A mãe e o pai de Luce trouxeram com eles cada um dos pratos favoritos de Luce, inclusive o doce de amêndoa e noz da loja da rua de baixo. Seus pais comiam felizes cada um do lado dela, parecendo aliviados de preencher suas bocas com algo mais que falar de morte.
Luce deveria estar desfrutando de seu tempo com eles, e lavando tudo isso com seu amado chá doce da Georgia, mas ela se sentia como uma filha impostora fingindo que este almoço elíseo era normal na Sword & Cross. Todo o dia era uma farsa.
Ao som de uma curta, fraca roda de aplausos, Luce olhou pra as arquibancadas, onde Randy estava junto ao diretor Udell, um homem que Luce nunca tinha visto pessoalmente antes. O reconheceu do retrato excepcionalmente débil que estava pendurado no hall principal da escola, mas agora viu que o artista tinha sido generoso. Penn já lhe tinha dito que o diretor só aparecia no campus um dia no ano – o Dia dos Pais – sem exceções. Do contrário, ele era um recluso que não deixava sua mansão na Ilha Tybee, nem sequer quando um estudante da sua escola morre. A papada do homem parecia tragar seu queixo, seus olhos bovinos olhavam a multidão, não parecendo focar-se em nada.
Ao seu lado, Randy estava de pé, as mãos na cintura e com meias brancas. Ela tinha um sorriso engessado no rosto, e o diretor estava secando sua grande testa com um lenço. Ambos tinham suas caras de jogadores postas hoje, mas pareciam estar tomando muito esforço deles.
— Bem-vindos ao centuagéssimo quinquagésimo nono Dia dos Pais anual da Sword & Cross — o diretor Udell anunciou ao microfone.
— Ele está brincando? — Luce sussurrou para Penn.
Era dificil imaginar o Dia dos Pais durante do período anterior à guerra.
Penn revirou os olhos.
— Certamente um erro de digitação. Eu disse a você que conseguiram pra ele um novo par de óculos de leitura.
— Temos um dia longo e cheio de diversão em família programado para vocês, começando com este tranquilo piquenique...
— Normalmente só temos dezenove minutos — Penn interrompeu ao lado os pais de Luce, que ficaram rígidos.
Luce sorriu sobre a cabeça de Penn e murmurou:
— Ela está brincando.
— Agora vocês farão sua escolha de atividades. Nossa própria bióloga, a Sr. Yolanda Troz, fará uma palestra fascinante na biblioteca da flora local encontrada no campus. O treinador Diante supervisionará uma série de corridas amigáveis entre famílias aqui no campo. E o Sr. Stanley Cole oferecerá um histórico tour guiado de nosso apreciado cemitério de heróis. Vai ser um dia muito ocupado. E sim — o diretor Udell disse com um sorriso barato e cheio de dentes — Vocês serão testado nisso.
Era simplesmente o tipo de piada sem graça para ganhar alguns sorrisos artificiais dos membros visitantes das famílias. Luce revirou os olhos para Penn.
Esta tentativa deprimente de bom humor tornou claro que todos estavam aqui para se sentir melhor sobre deixar seus filhos nas mãos do corpo docente de Sword & Cross. Os Prices riram, também, mas ficaram olhando Luce por mais pistas sobre como lidar com isso.
Depois do almoço, as outras famílias ao redor do pátio empacotaram seus piqueniques e se retiraram para vários cantos. Luce teve a sensação de que muito poucas pessoas realmente participariam dos eventos programados pela escola. Ninguém tinha seguido a Sra. Tross para a biblioteca, e até agora só Gabbe e seu avô tinham entrado em um saco de batatas no outro lado do campo.
Luce não sabia para onde Molly, Ariane ou Roland tinham escapulido com suas famílias, e ela ainda não tinha visto Justin. Ela sabia que seus próprios pais estariam decepcionados se eles não vissem nada do campus e não participassem de nenhuma das atividades planejadas. Como o tour guiado do Sr. Cole pareciam ser o menor dos males, Luce sugeriu que recolhessem seus restos de comida e se unissem a ele nas portas do cemitério. Enquanto iam até lá, Ariane balançou para fora das arquibancadas como uma ginasta desmontando uma barra paralela. Ela parou aterrissando em frente ao pais de Luce.
— Oiiiiiiiii — ela cantou, dando sua melhor impressão de garota louca.
— Mãe e pai — Luce disse apertando seus ombros — esta é minha boa amiga Ariane.
— E esta... — Ariane apontou a garota alta, cebelo rosa-choque que estava descendo lentamente pelas escadas da arquibancada — é minha irmã, Anabelle.
Anabelle ignorou a mão estendida de Luce, e a arrastou para dentro de seus braços abertos, em um estendido, intimo abraço. Luce podia sentir seus ossos se cruzando. O intenso abraço durou tempo suficiente para que Luce começasse a se perguntar o que estava acontecendo, mas justo quando ela estava começando a se sentir incomodada, Anabelle a soltou.
— É tão bom conhecê-la — ela disse, pegando a mão de Luce.
— Igualmente — Luce respondeu, dando a Ariane uma olhada de relance.
— Vocês duas vão ao tour do Sr. Cole? — Luce perguntou a Ariane, que também olhava Anabelle como se ela fosse louca.
Anabelle abriu sua boca, mas Ariane rapidamente a cortou.
— Inferno não. Essas atividades são absolutamente patéticas — ela olhou para os pais de Luce. — Sem ofensa.
Anabelle deu de ombros.
— Talvez tenhamos uma oportunidade de alcançá-los depois! — respondeu à Luce, antes que Ariane a afastasse.
— Elas parecem ser legais — a mãe de Luce disse no tom de voz de sondagem que usava quando queria que Luce explicasse algo.
— Um, por que a garota estava tão interessada em você? — Penn perguntou.
Luce olhou para Penn e depois para seus pais. Ela realmente tinha que defender diante deles o fato de que alguém poderia gostar dela?
— Lucinda! — O Sr. Cole chamou, saudando da outra parte do vazio ponto de encontro nas portas do cemitério. — Por aqui!
O Sr. Cole apertou as mãos de seus pais fervorosamente, e até deu a Penn um aperto no ombro. Luce estava tentando decidir se devia estar mais irritada com a participação do Sr. Cole no Dia dos Pais ou estar impressionada por seu falso show de entusiasmo. Mas então ele começou a falar e a surpreendeu.
— Eu pratiquei o ano todo para isto — ele sussurrou. — Uma oportunidade para levar os estudantes ao ar livre e lhes explicar as muitas maravilhas deste lugar – oh, eu amo isso. É o mais próximo que um professor de reformatório pode conseguir de uma verdadeira viagem de campo. Claro que ninguém nunca se apresentou para meus tours nos anos anteriores, o que converte este em meu tour inaugural...
— Bem, nos estamos honrados — o pai de Luce disse, dando ao Sr. Cole um grande sorriso.
Imediatamente, Luce percebeu que não era só a fome de canhão de seu pai pela Guerra Civil que estava falando. Ele claramente sentia que o Sr. Cole era verdadeiro. E seu pai era o melhor juiz de caráter que ela conhecia.
Os dois homens já tinham começado a avançar em marcha pela entrada do cemitério. A mãe de Luce deixou a cesta de piquenique no portão e deu a Luce e a Penn um de seus bem-gastos sorrisos.
O Sr. Cole agitou uma mão para ter a atenção deles.
— Primeiro, um pouco de trivialidade. O que... — ele levantou a sobrancelha — vocês acreditam que é o elemento mais velho no cemitério?
Enquanto Luce e Penn olhavam para seus pés – evitando olhá-lo como faziam durante a aula – o pai de Luce ficou na ponta dos pés para dar uma olhada nas grandes estátuas.
— Uma pegadinha! — O Sr. Cole gritou, batendo nas portas de ferro forjado. — Esta parte frontal dos portões foi construída pelo proprietário original em 1831. Eles diziam que sua esposa, Ellamena, tinha um jardim adorável, e que queria manter as galinhas longe de seus tomates. — Ele riu. — Isso foi antes da guerra. E do rolo de pia. Prosseguiremos.
Enquanto caminhavam, o Sr. Cole recitou fato por fato sobre a construção do cemitério, o contexto histórico sobre o qual foi construído, e o “artista” – inclusive ele utilizou o termo vagarosamente – que tinha vindo com a escultura da besta alada no alto do monumento no centro da área. O pai de Luce bombardeou o Sr. Cole com perguntas enquanto que a mãe de Luce passava as mãos nas mais bonitas lápides, deixando sair um murmuro de “Oh Deus”.
Cada vez que ela parava para ler uma inscrição. Penn arrastava os pés atrás da mãe de Luce, possivelmente desejando ter se juntado a uma família diferente neste dia. Luce fechava a marcha, considerando o que podia acontecer se ela desse a seus pais seu tour pessoal do cemitério.

Aqui é onde eu servi minha primeira detenção... E aqui é onde um anjo caído de mármore quase me decapitou... E aqui é onde um estranho garoto do reformatório que vocês nunca aprovariam me levou ao piquenique mais estranho da minha vida.

— Cam — o Sr. Cole chamou, enquanto dirigia o tour ao redor do monumento.
Cam estava parado com um homem alto, de cabelo escuro em um terno de negócios preto feito sob medida.
Nenhum deles escutou o Sr. Cole ou viu a festa que ele estava fazendo ao dirigir o tour. Eles falavam e faziam gestos um pouco escondidos por um carvalho, da forma que Luce tinha visto seu professor de drama gesticular enquanto os estudantes estavam bloqueando uma cena de uma peça.
— Você e seu pai querem se unir tardiamente a nosso tour? — O Sr. Cole perguntou a Cam, desta vez mais audivelmente. — Vocês perderam quase tudo, mas ainda há um ou dois fatos interessantes que estou certo que posso contar.
Cam lentamente virou a cabeça em nossa direção, depois de volta para seu acompanhante, que parecia distraído. Luce não pensava que o homem, com sua altura clássica, escura, atrativa boa aparência e enorme relógio dourado parecia suficientemente velho para ser o pai de Cam. Mas talvez só envelhecesse bem. Os olhos de Cam deslizaram para o pescoço vazio de Luce e ele parecia brevemente decepcionado. Ela ruborizou, porque podia sentir sua mãe capturando toda a cena e se perguntando o que estava acontecendo.
Cam ignorou o Sr. Cole e se aproximou da mãe e Luce, levando as mãos dela a seus lábios antes que alguém pudesse apresentá-los.
— Você deve ser a irmã mais velha de Luce — ele disse elegantemente.
À sua esquerda, Penn sussurrou de uma maneira que só Luce podia ouvir.
— Por favor, me diga que alguém mais está com náuseas.
Mas a mãe de Luce parecia de algum modo deslumbrada, de uma forma que fazia Luce – e seu pai claramente – incomodados.
— Não, nós não podemos ficar para o tour — Cam anunciou, dando uma piscada para Luce e recuando exatamente como o pai de Luce aprovava. — Mas foi adorável — ele olhou para cada um dos três, excluindo Penn — encontrá-los aqui. Vamos pai.
— Quem era esse? — A mãe de Luce sussurrou quando Cam e seu pai, ou quem quer que seja, desapareceram pelo lado do cemitério.
— Oh, só um dos admiradores de Luce — disse Penn, tentando aliviar o ambiente e fazendo exatamente o contrário.
— Um dos? — O pai de Luce olhou para Penn.
Na luz do fim da tarde, Luce podia ver pela primeira vez alguns poucos fios grisalhos na barba de seu pai. Ela não queria gastar seus últimos momentos de hoje, convencendo seu pai a não se preocupar com os garotos de sua escola reformatória.
— Não é nada pai, Penn está brincando.
— Nós queremos que seja cuidadosa, Lucinda — ele disse.
Luce pensou no que Justin havia sugerido – muito fortemente – no outro dia. Que talvez ela não devesse estar na Sword & Cross. E de repente ela queria tão arduamente tocar no assunto com seus pais, pedir e implorar que a levassem para muito longe daqui.
Mas foi a mesma lembrança de Justin que fez com que ela segurasse sua língua. O emocionante toque da pele dele com a sua quando ela o empurrou no lago, a maneira em que seus olhos algumas vezes eram as coisas mais tristes que ela conhecia. Se sentia absolutamente louco e absolutamente verdadeiro que isso poderia valer todo esse inferno de Sword & Cross só para passar um pouco mais de tempo com Justin. Só para ver se algo mais poderia vir disso.
— Odeio despedidas — a mãe de Luce suspirou, interrompendo os pensamentos de sua filha para arrastá-la em um ligeiro abraço.
Luce olhou para seu relógio, e seu rosto se desfez. Ela não sabia como a tarde tinha passado tão rápido, como podia já ser o momento de vê-los ir embora.
— Você vai nos ligar na quarta-feira? — Seu pai perguntou, beijando suas bochechas da forma que o lado francês de sua família sempre fazia.
Enquanto todos eles caminhavam para o estacionamento, os pais de Luce apertaram as mãos dela. Cada um deles deu outro abraço e outra série de beijos. Quando eles sacudiram a mão de Penn e lhe desejaram que ficasse bem, Luce viu uma câmera fixada em um tijolo colocada em uma caixa quebrada na saída. Deve ser um detector de movimento conectado aos vermelhos, porque a câmera estava fazendo um panorama, seguindo seus movimentos. Esta não estava no tour de Ariane e certamente não era um vermelho morto. Os pais de Luce não notaram nada – e talvez fosse melhor assim.
Então eles se afastaram, olhando para trás duas vezes para se despedir das duas garotas na entrada do hall principal. Papai conduziu seu velho Chrysler New Yorker e abaixou a janela.
— Nós amamos você — ele disse tão audivelmente que Luce estaria envergonhada se ela não estivesse tão triste por vê-los partir.
Luce acenou de volta.
— Obrigada — ela sussurrou. Pelo doce de amêndoa e noz e o quiabo em conserva. Por gastar todo o dia aqui. Por receber Penn debaixo de suas asas, sem fazer perguntas. Por continuar me amando, apesar do fato de assustá-los.
Quando as luzes traseiras desapareceram na curva, Penn tocou as costas de Luce.
— Eu estava pensando em ir ver meu pai. — Ela chutou o chão com a ponta de sua bota e olhou timidamente para Luce. — Existe alguma chance de você querer vir? Se não, eu vou entender, considerando que isso envolve outra viagem pelo... — ela sacudiu seu polegar para trás, em direção as profundidades do cemitério.
— Claro que irei.

***

Elas caminharam ao redor do perímetro do cemitério, ficando no topo da margem até que haviam chegado no canto extremo oriente, onde Penn parou em frente a uma lápide. Era modesta, branca e coberta por uma camada amarelada de agulhas de pinheiro. Penn ficou de joelhos e começou a limpá-la.

STANFORD LOCKWOOD, dizia a simples lápide de pedra, O MELHOR PAI DO MUNDO.

Luce podia ouvir a comovedora voz de Penn por atrás da inscrição, e podia sentir as lágrimas chegando ao seus olhos. Ela não queria que Penn visse – depois de tudo, Luce ainda tinha seus pais. Se alguém deveria chorar neste momento deveria ser... Penn estava chorando. Ela estava tentando esconder com o mais suave dos fungados e algumas lágrimas derramaram na borda irregular de seu suéter. Luce ficou de joelhos também, e começou a ajudá-la a tirar as agulhas.
Ela colocou seus braços ao redor de sua amiga e a manteve o mais forte possível.
Quando Penn recuou e agradeceu a Luce, ela procurou em seu bolso e tirou uma carta.
— Eu normalmente escrevo algo pra ele — ela explicou.
Luce queria dar a Penn um momento a sós com seu pai, assim ela se levantou, deu um passo para trás e virou-se, descendo até o centro do cemitério. Seus olhos ainda estavam um pouco marejados, mas ela pensou que podia ver alguém sentado sozinho no topo do monumento. Sim. Um tipo com seus braços envolvidos ao redor de seus joelhos. Ela não podia imaginar como ele subiu até ali, mas ali estava ele.
Ele parecia rígido e solitário, como se estivesse ali o dia todo. Não tinha visto nem Luce ou Penn. Não parecia ver nada. Mas Luce não tinha que estar o suficientemente próxima para ver seus olhos cinza-violeta e saber quem era.
Todo esse tempo Luce esteve procurando explicações sobre o por que o arquivo de Justin era tão escasso, que segredo contem os livros perdidos de seus ancestrais na biblioteca, onde tinha viajado sua mente aquele dia que lhe perguntou por sua família. Porque ele é tão quente e tão frio com ela... sempre.
Com o emocionante dia com seus pais, o próximo pensamento de Luce a deixou quase de joelhos, de tristeza. Justin estava sozinho no mundo.

Continua...

sábado, 7 de junho de 2014

Begin Again : Capitulo 29

Begin Again : Capitulo 29

Desculpa gente, tive que colocar kkkk

Nova York               11:00 p.m (sexta-feira)


Bella Narrando :

Do nada, escutei o barulho da porta abrindo com força, tudo foi muito rápido. Assim que abrir meus olhos, Josh estava no chão com o Justin em cima dele dando um monte de socos. Pattie e a Maria entraram correndo elas me abraçaram e a Maria pegou o telefone ligando pra policia...

Eu: JUSTIN POR FAVOR CHEGA, VOCÊ VAI ACABAR MATANDO ELE._ gritei me levantando e puxando ele pelo braço.

Jus: É O QUE ESSE MERDA MERECE._ ele gritou dando mais um chute no estomago do Josh.

Eu estava fraca e chorando muito, Maria me pegou me tirando dali, tentei ficar no quarto, porque estava com medo do Justin matar o Josh. Ela me levou até o quarto de hospedes...

Maria: Calma querida, a Pattie não vai deixar o Justin matar o Josh._ falou ela me abraçando_ fique aqui, ok. Vou ver se está tudo bem com a Carrie.

Ela me deu um beijo na testa e saiu do quarto. Eu estava soluçando de chorar, estava com medo e com preocupação, escutei os barulhos dos carros dos policiais. Respirei fundo limpando minha lagrimas, a porta do quarto foi aberta e o Justin estava cheio de sangue, mas o sangue não era dele. Corri sem pensar duas vezes e abracei ele, como se aquilo depende-se da minha vida...

Jus: Ei pequena, já acabou._ ele falou me pegando no colo, me colocou na cama e se deitou junto comigo. Eu apertei ele com força e continuei soluçando._ eu te amo, você foi  melhor coisa que aconteceu na minha vida, quero está com você pra sempre, te amo muito.

Eu: Eu te amo Jus._ eu só conseguir falar isso.




Eu queria ficar quietinha ali com ele, mas nós tínhamos que desce para falar com os policiais. Assim que descemos, contei tudo direitinho para eles, detalhe por detalhe, eles falaram que iam tentar no máximo manter segredo, para isso não cair na mídia...


[...]

Estava agora todos bem, Carrie estava dormindo profundamente em seu quarto, Maria tinha ido para sua casa e a Pattie decidiu dormi aqui em casa no quarto de hospedes. Eu já tinha tomado meu banho, estava com meu pijama quentinho e estava com a pessoa que eu amo aqui no meu lado grudadinho em mim falando coisas clichês um para o outro...

Jus: Você é um anjo que veio do céu, me trazendo paz, fazendo meu coração ferver de paixão por você, me deixando completamente apaixonado pela garota mais perfeitinha desse mundo. Serei completamente grato a Deus por ter colocado você na minha vida, por me trazer a garota mais fabulosa de todas, eu te amo demais meu amor e o que eu mais quero é te fazer feliz, te levar ao paraíso, fazer desse amor uma eterna paixão.Te quero para eternidade minha pequena. Te quero a todo momento. Fico louco quando estou longe de você sem poder te olhar, sem poder dizer que te amo muito muito muito muito e sem te beijar, sem te abraçar! Nossa cara, não vivo sem você, não quero te perder por nada nesse mundo, aconteça o que acontecer, eu não vou deixar que nada nos separe, nem mesmo a distância nem o tempo nem nada! Se depender de mim, o que estamos vivendo vai ser pra sempre. Eu te amo muito muito muito minha perfeitinha. Conte comigo pra tudo, tudo mesmo pois eu vou estar do seu lado em tudo meu amor. O que eu sinto por você é real e verdade._ falou ele bem baixinho só para nós dois, eu o apertei e ele me apertou de volta, se afastou um pouco e se levantou na cama, então me sentei na mesma._ me desculpe por não está aqui quando você chegou e quando aconteceu aqui...

Eu: Justin não importa mais, você está aqui agora comigo, isso que importa._ falei olhando para baixo.



Jus: Vou me culpar o resto da minha vida por isso, por não ta aqui quando você precisava, mas eu quero te falar e te pedir uma coisa._ quando eu ia abrir a boca para falar e ele me interrompeu._ Quando eu vejo você, o mundo para. Ele para e tudo que existe para mim é você e meus olhos brilhando. Não há nada mais. Nenhum ruído, nem pessoas, nem pensamentos ou preocupações, nem ontem, nem amanhã. O Mundo simplesmente pára, e se torna um lindo lugar, e só há você. Você é tudo. Você é cada sorriso, cada lágrima, cada riso, cada palavra, cada momento, cada olhar, cada música. Você é uma coisa linda de se ver, e eu pode ver quando olho para você. E nessa vida louca, nesses tempos difíceis, você é tudo que eu quero. E é isso que o amor faz comigo._ ele sorriu e foi até o canto do quarto, pegou uma sacolinha e voltou para o lugar onde estava._ eu não queria que fosse assim, queria ter chegado em casa, dar muitos beijos de saudades em você e falar o quanto eu te amo, depois ia te chamar para jantar, mas não deu certo, então vai ser aqui mesmo. Eu não quero outro sorriso, outro riso, muito menos outro olhar que me contemple. Eu não quero outro colo, outro carinho, nem outro abraço que me acolhe e me protege de toda maldade do mundo. Eu não quero outro beijo, outro cheiro, nem outros dedos entrelaçando os meus. Eu não quero outro amor, além do seu. Eu não quero outro alguém, além de você. Eu te escolhi. Te escolhi pra ser o amor da minha vida, o meu refúgio, o meu alicerce e a solução de tudo. Te escolhi porque em você eu encontrei tudo que eu preciso, te escolhi porque eu sei que você atravessaria o mundo pra cuidar da minha dor, te escolhi porque você merece ter meu coração. Eu te escolhi porque eu vi em você algo que eu não vi em mais ninguém, eu te escolhi porque eu te quero na minha vida até o meu coração parar de bater. Eu te escolhi porque quero ficar velhinho do teu lado, cuidar de você quando tiver problemas na coluna e quando já não formos mais tão saudáveis. Eu te escolhi porque eu te amo. Amo como nunca amei outra pessoa antes. E te escolheria mais mil vezes, se fosse necessário._ ele falava e eu meus olhos se enchiam de lagrimas._ então, eu queria te fazer um pedido._ assim que ele terminou de falar, esticou a mão para mim, peguei a mesma e ele me levantou. 

Justin ficou na minha frente, tirou da sacola uma caixinha, abrindo ela, ele tirou de lá de dentro, outra caixinha, ele então se ajoelhou na minha frente e abriu a caixinha, não... não pode ser...



Justin: Eu gostaria que você fosse minha senhorita Bieber. Então Isabella Maddison, você aceita se casar comigo? Aceita ser a minha Isabella Bieber?_ falou ele com um sorriso do tamanho do mundo.

Eu não estava pensando em nada, absolutamente nada. As lagrimas caiam sozinhas pelos meu olhos, estava paralisada com as mãos na boca e olhando para aquele lindo anel..


Eu: Justin eu..._ os olhos dele brilhava, eu estava quase explodindo de felicidade_ é claro que eu aceito seu bobo. Eu aceito ser sua Sra.Bieber.

Ele abriu um sorriso maior ainda e colocou o anel no meu dedo...



Justin me pegou no colo e começou me girar no alto, igual nos filmes. Ele então me colocou no chão, olhou no fundo dos meus olhos e deu um dos seus sorrisos mais belos...


Justin: Vamos comemorar._ falou sorrindo malicioso.

Eu: Jus sua mãe está aqui em casa e a Carrie também._ falei sorrindo maliciosos também.

Justin: Você se esqueceu que as paredes são aprova de som._ falou ele afastando meu cabelo e começando a beijar meu pescoço. 

(parte hot, quem não gostar pula.)

Seu halito bateu em meu pescoço me arrepiando por inteira, apertei seu ombro com força reprimindo um gemido que insistia em sair pela minha boca. Meus olhos já começaram a ferver de tesão, ele simplesmente não fez nada, apenas beijou me pescoço e eu já fiquei assim..

Justin: Meu deus, como você pode ser tão...gostosa ?_ ele apertava freneticamente minhas pernas, ate podia ver as marcas que os dedos dele me deixariam na manhã seguinte.

Eu: Justin…_ gemi em seu ouvido, seus dedos foram para dentro da minha calcinha, a mesma foi afastada, e seus dedos em minha intimidade forçando contra meu clitóris, ele massageava toda a minha extensão amassava me penetrar com os dedos e depois ele voltava é fazia tudo de novo, Justin era sempre tão tentador e tão tortuoso.

Justin: Geme pra mim, vamos._ seus dedos comprimidos em minha intimidade, agora me penetraram, de forma mais tortuosa possível, gemi em seu ouvido, ele me apertou mais ainda, seus dedos em minha cintura me deixando marcas.

Eu: Por favor._apertei seus ombros suplicando para que ele fosse mais rápido, eu estava tão próxima de ter meu ponto máximo, porém como previa, Justin não ia deixar eu chegar lá tão rápido. Seus dedos foram retirados de mim, e sua mão deixou de me apertar, ele se fastou, observei cada ação sua.

Justin: Eu te amo._ suas mãos seguravam meu rosto me obrigando olhar em seus olhos, aqueles olhos cor de mel que me faziam perder o raciocino das coisas, me fazia praticar erros por ele, Justin era minha perdição.

Eu: Eu te amo muito mais._ sussurrei, ele sorriu para mim, ele me agarrou pela cintura, seus lábios se prenderam nos meus, sua linguá invadindo minha boca, me apertando mais, sorri durante o beijo, sua mão me apertando me fazia ir as nuvens, tudo nele me excitava ao extremo.



Justin: Isso te excita não é? estar aqui, na nossa casa com minha mãe e a Carrie._  sua boca sussurrava em meu ouvido me deixando mole por ele, meus olhos queimavam e ele sabia disso, era verdade me excitava, me excitava estar ali.

Eu: Sabe o que mais me excita?_ minhas mãos desceram para sua calça, aquele volume que eu tanto conhecia, saber que aquilo tudo era pra mim, não tinha nada melhor, apertei com força seu membro sobre minha mão ainda coberto pelo tecido grosso da calça Jeans.

Justin: O que te excita?_ sua voz suava rouca em meu ouvido, apertei mais ainda seu membro ouvindo seus gemidos de prazer.

Eu: Você me excita._ ele me olho com algo diferente nos olhos, em seguida avançou sobre mim, seu lábios grudaram em meu pescoço, as marcas seriam evidentes no dia seguinte, mais quem liga? Eu não, era bom saber que as marcas serviriam para mostrar que eu fui dele naquela noite.

A outra mão dele segurou minha bunda com força me puxando para seu colo, pude sentir seu membro fazer pressão em minha intimidade, gemi, minhas mãos se fundaram em seu cabelo macio, os puxei a medida que meu prazer por antecipação aumentava, minhas costa bateram contra algo macio, era a cama.

Eu: Meu deus, vamos mesmo fazer sexo com sua mãe aqui em casa? - perguntei com um tom safado em seu ouvido, vi sua pele se arrepiar diante do meu halito, sorri, suas mãos apertaram minha cintura evertendo as posições, agora ele estava sentado na cama e eu em seu colo.

 Justin: Não vamos fazer sexo._ suas mãos acariciaram meu rosto, eu estava evidentemente confusa, ele me atiça e depois desiste ?_ vamos fazer amor._ sem me dar tempo para falar algo, suas mãos me puxaram pelo pescoço, e sua boca se apossou da minha, sua linguá invadia minha boca me deixando sem ar. 

Senti novamente minha costa batendo em algo macio era a cama novamente, desta vez ele se deitou sobre mim, depositando apenas uma parte de seu peso sobre mim, sua mão desceu por minha cintura apertando a mesma, sua mão parou na barra do meu short, rapidamente ela era apenas um bolo caído no canto do quarto, meu ar estava acabando, fui mais do que obrigada a me afastar de sua boca que parecia não precisava de ar, seus lábios vermelhos se curvaram em um leve sorriso.

Justin: Você é tão perfeita._ no fundo de seus olhos eu podia enxergar um brilho e fascino, aquele era meu Justin por quem eu me apaixonei perdidamente.

 Eu: E você parece não saber do brilho que seus olhos transmitem._ prendi sua cabeça entre minhas mãos e o beijei, minhas pernas circularam seu corpo, suas mãos em meu bumbum apertando fortemente, desci minhas mãos pelas costas dele, segurei na barra da camiseta, puxei para cima, nossos lábios se separaram brevemente para a passagem da camisa por sua cabeça, logo a mesma fazia companhia ao meu short, minha excitação era grande, tão grande que me fazia arquear o quadril em busca de um contado melhor com a sua potente excitação.

Seus dedos foram em busca da barra da minha blusa, seu rosto desceu ate a barra da mesma, enquanto ele subia a blusa as pontas dos dedos longos faziam contado com minha barriga e seu lábios depositavam leves beijos, isso me arrepiava toda, me fazia beirar a loucura, minha blusa foi lançada para longe, me deixando totalmente exposta para ele, meu sutiã era pequeno para o meus seios, isso fazia com que os mesmo quase pulassem para fora, os deixando mais tentadores para Justin.

Seus dedos centraram no meio da peça de sutiã, com força ele rasgou deixando meus seios para fora, arregalei meus olhos, meu sutiã agora era apenas uma peça rasgada ao meio, a peça não servia mais, ante que pudesse reclamar de algo Justin me beijou, agora sua atenção estava voltada na minha ultima peça, minha calcinha, novamente seus dedos se puseram em um dos lados da peça e com força posta a rasgou, meu grito de repreensão morreu na boca de Justin, seus beijos me impediam de reclamar antes que minha peças de roupas não servissem mais, já era tarde a outra parte de peça já estava rasgada e não servia mais.

Justin foi breve e rápido, ele se levantou retirou o sinto da calça, o processo se repetiu com a box preta que ele usava, sua mãos se masturbou deixando a glande exposta, como sempre Justin era grande para mim, ele se voltou a mim se deitou novamente sobre mim, voltou a me beijar, seu dedos tomaram rumo a minha intimidade, senti seu membro tocar em minha entrada, meus lábios se entreabriram e um gemido de frustração saiu por entre minha boca, minhas unhas arranharam a pele da costa de Justin, ele fazia tudo isto comigo sem me penetra.

Justin: Implora..._ ele sussurrou em meu ouvido, me arrepiei por inteira, meu deus como ele me pedi uma coisa dessa? Era injusto, joguei a cabeça para trás, tentando ter coragem para dizer que eu implorava suplicava para ele me ter, para ele me levar a loucura.

Eu:eu...eu imploro_ minha voz saiu falha porém totalmente convincente, eu queria queria ele dentro de mim, porém quando vi Justin rindo de mim eu percebi que na verdade não era certamente implorar que ele queria que eu falasse.

Justin: Você sabe que não e assim que eu quero._ Justin sempre foi assim, ele sempre tinha de ter o controle de tudo, isso incluía me fazer implorar quando estávamos na cama, eu sabia que não era isso que ele queria ele queria as 3 palavras, eu me recusava a falar novamente, porém a cada vez que ele me olhava ameaçador e penetrava a sua glande em minha intimidade, me fazia questionar se realmente eu não queria dizer aqui.

Justin: Vamos Bella, não é difícil é?_ então ele me penetrou mais fundo, minhas unhas enterradas no ombro dele, quase podia ver a expressão de dor no rosto de Justin, mais com certeza eu estava bem pior.

Eu: Jus-tin ...me-e fode._ mesmo com a voz falha e rouca eu quase gritei, então eu me sentia completa, Justin bombeava dentro de mim com rapidez e força, agarrei nos seus cabelos e os puxei com força, gemendo, gritando e desesperada, desci minhas mãos de seus cabelos e desci as mesmas pela costa dele chegando a bunda dele, apertei tentando pressionar mais nossos corpos um no outro, Justin riu da minha atitude mais continuou a me penetrar com mais força.

As mãos dele seguraram com força em meu quadril e me virou me fazendo ficar por cima, o olhei com a melhor cara de safada que eu poderia fazer na vida, sorri e então pus minhas mãos sobre o peito dele e comecei a me mover em um ritmo lento e delicioso, Justin tinha os lábios presos entre o dente os mordendo, tentando se controlar dos gemidos, suas mãos segurando com força em minha cintura me pressionando mais para baixo, os dedos que me deixavam marcas avermelhadas na pele, tudo isso me fazia beirara a loucura, me fazia jogar a cabeça para trás e deixar as sensações me dominarem tão arrebatadoras e prazerosas.

Justin: Vamos Bella você pode fazer mais rápido que isso._ ele urrou contra minha pele, sorri, comecei a me mover mais precisamente rápido, subia e descia.

Suspendia a cabeça para trás deixando todas as sensações de preenchimento me arrebataram por completo, deixei que Justin se despejasse em mim, e que eu atingisse meu ponto máximo de prazer, provando para mim mesma que eu podia ir mais rápido.


Fiquei um tempo demorando para normalizar minhas respiração, Justin havia me abraçado pela cintura, eu estava suada e no colo dele, me sentia impotente, fazia messes que eu não me entregava a Justin, por causa da minha turnê, mas agora eu estava ali com ele. Justin saiu de dentro de mim, fazendo eu me sentir vazia por dentro, ele puxou meu corpo fazendo que nós dois se deitasse na cama. Justin me puxou para ele, então me aconcheguei no seu peito nu...

Justin: Te amo minha pequena Sr.Bieber._ falou ele baixinha e me deu um beijinho na testa.

Assim que ele falou, fechei meu olhos, eu estava muito cansada e feliz ao mesmo tempo. Só Deus sabia, como eu estava feliz...

Continua...

Hello pequenas Beliebers, vim avisar que, como eu não sou boa em "parte hot", tive que pegar algumas partes de outro site, então para quem quiser ler o verdadeiro, esta aqui: Imagine Directioner. JusKiss.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Fallen: Capítulo 12 "Ao pó"


No nublado entardecer sobre o cemitério, um abutre circulava. Dois dias haviam se passado desde a morte de Todd e Luce não havia conseguido comer ou dormir. Ela estava parada em um vestido preto sem mangas na enseada do cemitério onde toda a Sword & Cross havia se reunido para mostrar seu respeito a Todd.
Como se uma desanimada cerimônia de uma hora fosse o bastante. Especialmente porque a única capela do campus havia sido transformada em uma piscina, e a cerimônia teve que ser feita em um pântano depressivo.
Desde o acidente, a escola tem estado em alerta e os alunos tem sido a definição de bico fechado.
Luce havia passado os últimos dois dias evitando os olhares dos outros estudantes que a olhavam todos com variáveis níveis de desconfiança. Os que ela não conhecia muito bem pareciam olhar para ela com uma pitada de medo. Outros como Roland e Molly encaravam ela um jeito diferente, bem mais desavergonhadamente, como se tivesse algo sombriamente fascinante sobre a chegada dela. Ela aguentava os olhares xeretas o melhor que podia durante as aulas, e ficava contente a noite quando Penn dava uma passada para levar a ela uma caneca fumegante de chá de gengibre, ou Ariane passava um Mab Libs obsceno por debaixo da sua porta.
Ela estava desesperada por qualquer coisa que tirasse a ansiedade da sua mente, daquele sentimento de estar esperando que algo aconteça. Porque ela sabia que estava chegando.
Na forma de uma segunda visita da polícia, ou das sombras, ou ambas.
Naquela manhã, os anúncios da escola informaram a eles que os eventos sociais daquela noite seriam cancelados por respeito à morte de Todd e as aulas seriam terminadas uma hora mais cedo para que os estudantes tivessem tempo para se trocar e chegar ao cemitério às três horas. Como se toda a escola já não estivesse vestida para um funeral todo o tempo.
Luce nunca havia visto tantas pessoas reunidas em um só lugar no campus.
Randy estava estacionada no centro do grupo usando saia cinza pregueada até a panturrilha e um grosso sapato preto de sola emborrachada. Uma Srta. Sophia de olhos marejados e um Sr. Cole mexedor de lenço ficaram parados atrás em suas roupas de luto. Sra. Troz e O Treinador Diante estavam parados em um aglomerado preto com um grupo de outro professores e administradores que Luce nunca havia visto antes.
Os estudantes estavam sentados em filas em ordem alfabética. Na frente, Luce podia ver Joel Blant, o garoto que tinha ganhado a corrida de natação na semana passada, assoando o nariz em um lenço sujo. Luce estava num lugar de onde podia ver Justin, irritantemente posicionado nos Gs bem ao lado de Gabbe, duas fileiras a frente. Ele estava vestido impecavelmente em um blazer preto sob medida, mas sua cabeça parecia pender abaixo de todos a sua volta. Até mesmo por trás, Justin conseguia parecer devastadoramente sombrio.
Luce pensou sobre as peônias brancas que ele havia trazido para ela. Randy não havia deixado ela levar o vaso com quando deixou a enfermaria, então Luce teve que carregar as flores para o seu quarto e foi bem inventiva, cortando a parte de cima de uma garrafa de água de plástico com uma tesoura de manicure.
Os botões eram perfumados e calmantes, mas a mensagem que eles forneciam não era clara. Normalmente, quando um cara te dava flores, você não tinha que ficar pensando quais eram os sentimentos dele. Mas com Justin, esses tipos de pressuposições eram sempre uma má ideia. Era muito mais seguro presumir que ele tinha comprado porque era o que se fazia quando alguém passava por um trauma.
Ainda assim, ele havia lhe trazido flores! Se ela se inclinasse para frente agora em sua cadeira de dobrar e olhasse para seu quarto, apesar das barras de metal na terceira janela da esquerda, ela quase conseguia vê-las.
— No suor de teu rosto comerás o pão. — Um padre pago-por-hora cantarolou em frente a multidão. — Até que retornes ao chão. Para fora dele foste retirado, do veio e ao pó voltarás.
Ele era um homem magro de aproximadamente setenta anos, perdido em uma grande jaqueta preta. Seus tênis esportivos desgastados tinham os laços partidos, sua face era encaroçada e queimada do sol. Ele falou no microfone preso a um velho aparelho de sol de plástico que parecia ser dos anos oitenta. O som que saiu era estático e distorcido e dificilmente atingiria toda a multidão.
Tudo sobre aquela cerimônia era inadequado e completamente errado.
Ninguém estava prestando Todd qualquer respeito por estar aqui. Todo o memorial parecia mais como uma tentativa patética de ensinar ao estudantes como a vida podia ser injusta.
O fato do corpo do Todd nem estar presente dizia muito sobre a relação da escola ou total falta dela com o garoto falecido. Ninguém havia o conhecido, nenhum deles jamais iria.
Havia algo falso sobre ficar parada aqui naquela multidão hoje, algo piorado pelas poucas pessoas que estavam chorando. Fazia Luce sentir como se Todd fosse ainda mais desconhecido para ela do que ele havia sido na verdade.
Deixe Todd descansar em paz. Deixe os outros simplesmente seguirem em frente.
Uma coruja branca cantava no galho alto da arvore de carvalho acima de suas cabeças. Luce sabia que havia um ninho em algum lugar ali perto com um grupo de novos bebês coruja.
Ela havia escutado o cantar preocupado da mãe todas as noites naquela semana seguido pela fanática batida de asas na sua descida para sua caçada noturna.
E então havia acabado. Luce se levantou da sua cadeira, se sentindo fraca com a injustiça de tudo aquilo. Todd havia sido tão inocente quanto ela era culpada, embora do que ela não sabia. Enquanto ela seguia os outros estudantes em uma única fila em direção a tão chamada recepção, um braço passou ao redor da sua cintura e a puxou para trás.
Justin? Não, era Cam.
Seus olhos verdes procuraram os dela e pareceram ver o desapontamento, o que só a fez se sentir pior. Ela mordeu o lábio impedindo que se dissolvesse em soluços de choro. Ver Cam não deveria fazê-la chorar. Ela só estava drenada emocionalmente, a beira de um colapso. Ela mordeu tão forte que chegou a sentir gosto de sangue e então limpou a boca com sua mão.
— Hey — Cam falou alisando a parte de trás do cabelo dela.
Ela retraiu. Ela ainda tinha um galo ali atrás de quando ela havia batido a cabeça nos degraus.
— Você quer ir a algum lugar para conversar?
Eles haviam caminhado com os outros pela grama em direção a recepção embaixo da sombra de um dos carvalhos. Uma cadeira de dobrar havia sido colocada praticamente uma em cima da outra. Uma mesa de dobrar próxima estava coberta com biscoitos velhos, retirados de caixas de marcas genéricas, mas ainda dentro de sacos plásticos. Uma tigela de ponche de plástico barata havia sido enchida com um liquido vermelho adocicado e havia atraído várias moscas da mesma maneira um cadáver. Era uma recepção tão patética, poucos dos outros estudantes se incomodaram em ir. Luce viu Penn em sua saia preta apertando a mão do padre. Justin estava olhando para longe de todos eles, sussurrando algo para Gabbe.
Quando Luce se virou de volta para Cam, o dedo dele desenhou levemente através da clavícula dela, então parou sobre o galo do pescoço dela. Ela inspirou e sentiu arrepios sobre sua pele.
— Se você não gostou do colar — ele falou se inclinado nela — eu posso te conseguir outra coisa.
Os lábios dele estavam tão perto de roçar no pescoço dela que Luce pressionou uma mão no ombro dele e deu um passo para trás.
— Eu gostei — ela falou, pensando na caixa largada na sua mesa.
Tinha ido parar bem ao lado das flores de Justin, e ela havia passado metade da noite anterior olhando de uma para a outra, pesando os presentes e as intenções por trás deles. Cam era tão mais claro, mais fácil de entender. Como se ele fosse álgebra e Justin fosse cálculo. E ela sempre amou cálculo, a maneira como as vezes ela levava uma hora para desvendar um único problema.
— Eu acho que o colar é ótimo — ela falou para Cam. — Eu só não tive a chance de usar ainda.
— Me desculpe — ele falou, apertando os lábios. — Eu não devia pressionar você.
Os cabelos escuros dele estavam puxados para trás e mostravam mais do rosto dele do que de costume. Fez ele parecer mais velho, mais maduro. E o jeito que ele olhava para ela era tão intenso, os grandes olhos verdes dele sondavam dentro dela, como se ele aprovasse tudo o que ela guardava dentro de si.
— Srta. Sophia ficou dizendo para eu lhe dar mais espaço nesses últimos dias. Eu sei que ela está certa, você passou por tanta coisa. Mas você deveria saber o quanto eu pensei em você. Todo o tempo. Eu queria ver você.
Ele acariciou seu rosto com as costas da mão e Luce sentiu lágrimas brotando. Ela tinha passado por muita coisa. Se sentia terrível de estar ali, prestes a chorar, e não pelo Todd cuja morte importava, e devia ter importado mais, mas por razões egoístas, porque os últimos dois dias trouxeram de volta dor demais do passado sobre Trevor e a vida dela antes de Sword & Cross, coisas que ela pensou que já havia lidado e nunca poderiam explicadas a ninguém. Mais sombras para serem empurradas.
Era como se Cam pressentisse aquilo, ou ao menos parte dele, porque ele a enrolou em seus braços, pressionando o coração dela contra seu forte e amplo peito, e a balançou de um lado para o outro.
— Está tudo bem. Vai ficar tudo bem.
E talvez ela não tivesse que explicar nada a ele. Era como se quanto mais enlouquecida ela se sentia por dentro, mais disponível Cam se tornava. E se fosse o bastante só ficar ali nos braços que alguém que se importa com ela, deixar a simples afeição dele estabilizar ela por um breve momento?
Era tão bom ser simplesmente abraçada.
Luce não sabia como me afastar de Cam. Ele sempre foi tão legal.
E ela gostava dele, e ainda, por razões que a faziam se sentir culpada, ele meio que estava começando a irritá-la. Ele era tão perfeito e solícito, exatamente o que ele devia precisar agora. Era só que... ele não era Justin.
Um bolinho de papo de anjo apareceu sobre o ombro dela. Luce reconheceu a mão com manicure feita segurando ele.
— Tem ponche bem ali que precisa ser bebido — Gabbe falou, segurando um bolinho para Cam também.
Ele olhou o topo com cobertura.
— Você está bem? — Gabbe perguntou a Luce.
Luce assentiu com a cabeça. Pela primeira vez, Gabbe havia aparecido exatamente quando Luce queria ser salva. Elas sorriram uma para a outra e Luce ergueu o bolinho em agradecimento. Ela deu uma pequena, doce mordida.
— Ponche parece ser uma boa — Cam falou por entre os dentes. — Por que você não vai buscar alguns copos para nós, Gabbe?
Gabbe revirou os olhos para a Luce.
— Faça um favor para o homem e ele já começa a tratar você como uma escrava.
Luce riu. Cam estava um pouco fora da linha, mas era óbvio para Luce o que ele estava tentando fazer.
— Eu vou pegar as bebidas — Luce falou, pronta uma tomar um ar.
Ela seguiu para a mesa da tigela de ponche. Estava enxotando uma mosca da superfície do ponche quando alguém sussurrou em seu ouvido.
— Você quer dar o fora daqui?
Luce se virou, pronta para inventar alguma desculpa para Cam que não, ela não podia sair, não agora e não com ele. Mas não foi Cam que estendeu a mão e tocou a base do pulso dela com o dedão. Foi Justin.
Ela derreteu um pouquinho. A vez dela de usar o telefone na quarta-feira era em dez minutos e ela queria, desesperadamente, ouvir a voz de Callie, ou dos pais dela. Falar de alguma coisas que estivesse se passando do lado de fora desses portões de metal, outra coisa além desolação dos seus últimos dois dias.
Mas dar o fora daqui? Com Justin? Ela se pegou assentindo com a cabeça.
Cam ia odiar se a vise sair, e ele iria ver.
Ele a estaria vigiando. Ela quase podia sentir os olhos verdes dele na parte de trás da sua cabeça. Mas é claro que ela tinha que ir. Ela deslizou sua mão dentro da mão de Justin.
— Por favor.
Todas as outras vezes que ele haviam se tocado, ou havia sido por acidente, ou um deles havia se afastado bruscamente, normalmente Justin, antes que a corrente de calor que Luce sempre sentia pudesse evoluir a um calor crescente. Não dessa vez. Luce olhou para baixo para as mãos de Justin, segurando rapidamente as dela, e todo o corpo dela queria mais. Mais do calor, mais do formigamento, mais de Justin, era quase, não tão bom quanto ela havia sentido em seu sonho.
Ela mal podia sentir seus pés se movendo embaixo dela, só corrente do toque dele tomando conta. Era como se tivessem só piscado, e eles haviam chegado aos portões do cemitério.
Abaixo deles, bem ao longe, o resto da cerimônia me movia fora de foco enquanto os dois deixavam tudo para trás. Justin parou repentinamente e, sem aviso, largou a mão dela.
Ela tremeu, frio de novo.
— Você e Cam. — Ele falou, deixando as palavras pairarem no ar como uma pergunta. — Vocês passam muito tempo juntos?
— Parece que você não é muito fã da ideia — ela comentou, se sentindo instantaneamente estúpida por bancar a ingênua. Ela só queria provocá-lo por parecer um pouco ciumento, mas o rosto e o tom dele eram tão sérios.
— Ele não é... — Justin começou a falar. Ele observou um gavião de cauda vermelha pousar em um carvalho sobre suas cabeças. — Ele não é bom o bastante para você.
Luce havia ouvido pessoas dizerem essa fala mais de mil vezes antes. Era o que todo mundo sempre dizia. Não bom o bastante. Mas quando as palavras passaram pelos lábios de Justin, elas soaram importantes, e mesmo de alguma forma verdadeiras e relevantes, não vagas e indiferentes do modo como sempre soavam a ela no passado.
— Bem, então — ela falou em voz baixa — quem é?
Justin colocou as mãos sobre os quadris. Ele riu para si mesmo por um longo tempo.
— Eu não sei — ele falou finalmente. — Essa é uma ótima pergunta.
Não exatamente a resposta que Luce estava procurando.
— Não é como se fosse tão difícil — ela replicou, enfiando as mãos no bolso porque ela queria alcança-lo — ser bom o bastante para mim.
Os olhos de Justin pareciam estar caindo, todo o violeta que havia estado ali momentos antes, se tornaram em um profundo cinza escuro.
— Sim. É sim.
Ele esfregou a testa e quando fez isso seus cabelos foram para trás por apenas um segundo. Tempo o suficiente. Luce viu o machucado na testa dele. Estava cicatrizando, mas Luce podia identificar que era novo.
— O que aconteceu com a sua testa? — perguntou, esticando o braço em direção a ele.
— Eu não sei.
Ele estourou empurrando a mão dela para longe, forte o bastante que ela cambaleou para trás.
— Eu não sei de onde veio.
Ele parecia mais agitado por aquilo do que Luce estava, o que a surpreendeu. Era apenas um pequeno arranhão.
Passos no cemitério atrás deles. Ambos se viraram.
— Eu te falei, não vi ela — Molly estava falando, se encolhendo das mãos de Cam enquanto eles passavam na subida do cemitério.
— Vamos — Justin falou tudo que ela sentia, Luce tinha quase certeza antes mesmo de ela atirar um olhar nervoso para ele.
Ela sabia onde eles estavam indo assim que ela começou a seguir ele. Atrás da igreja-ginásio e dentro da floresta. Bem como ela esperava a sua postura pulando corda antes mesmo de ver ele se exercitar. Assim como ela sabia do corte antes de ver.
Eles andaram com o mesmo ritmo, passos com mesma distância. Pisavam na grama ao mesmo tempo, todas as vezes, até eles alcançarem a floresta.
— Se você vai a um lugar mais de uma vez com a mesma pessoa — Justin falou, quase para si mesmo — acho que não é mais só seu.
Luce sorriu, honrada ao perceber o que Justin estava dizendo, que ele nunca havia estado com outra pessoa no lago. Somente ela.
Enquanto passavam pela mata, ela sentiu o frio da sombra embaixo das árvores no seu ombro descoberto. Cheirava do mesmo jeito de sempre, como a maioria das florestas da costa da Georgia cheirava, um aroma de carvalho úmido que Luce costumava a associar com as sombras, mas que agora ela conectava a Justin. Ela não devia se sentir segura em nenhum lugar após o que havia acontecido recentemente com Todd, mas, próxima a Justin, Luce sentia como se pudesse respirar tranquila pela primeira vez em dias.
Ela tinha que acreditar que ele estava trazendo-a de volta àquele lugar por causa do modo como ele havia saído tão de repente da ultima vez. Como se eles precisassem de uma segunda tentativa para se acertarem.
O que havia começado como o que parecia um quase primeiro encontro havia terminado com Luce se sentido como se tivesse levado um bolo. Justin deve ter sabido disso e se sentia mal por sua saída repentina.
Eles alcançaram a árvore de magnólia que marcava o ponto de observação para o lago. O sol deixou uma trilha dourada na água enquanto costeava sobre a floresta no oeste. Tudo parecia tão diferente ao entardecer. O mundo todo parecia reluzir.
Justin se recostou contra a árvore e a assistiu observar a água. Ela se moveu para ficar ao lado dele abaixo das folhas envernizadas e flores, que deviam ter morrido e se ido nessa época do ano, mas pareciam tão puras e frescas como o florescer da primavera.
Luce respirou o perfume almiscarado e se sentiu mais próxima de Justin, aquele sentimento parecia vir de lugar nenhum.
— Nós não estamos exatamente vestidos para nadar dessa vez — ele falou, apontando para o vestido preto de Luce.
Ela dedilhou a bainha ilhó delicada em seu joelho, imaginando o choque de sua mãe se ela arruinasse um bom vestido porque ela e um garoto queriam mergulhar no lago.
— Talvez nós pudéssemos só mergulhar os pés.
Justin apontou para o caminho íngreme da rocha vermelha que levava para a água. Eles escalaram sobre as espessas relvas amareladas e grama do lago e usaram os contorcidos troncos dos carvalhos para manterem o equilíbrio. Aqui a costa do lago se tronava seixos. A água parecia tão imóvel, Luce sentiu que podia quase andar sobre ela.
Luce chutou suas sapatilhas negras e deslizou a superfície forrada de lírios com seus dedos. A água era mais fria do que havia sido no outro dia. Justin juntou um ramo de grama do lago e começou a trançar sua espessa haste.
Ele olhou para ela.
— Você nunca pensa em sair daqui?
— O tempo todo — ela respondeu com um resmungo, presumindo que quisesse dizer que ele também pensasse. Mas é claro que ela queria ficar o mais longe possível de Sword & Cross. Qualquer um iria querer. Mas ela tentou ao menos manter sua mente de espiralar fora de controle em direção a fantasias dela e Justin bolando uma fuga.
— Não — Justin falou — eu quis dizer, você realmente já considerou ir para outro lugar? Pedir transferência para seus pais? É só que... Sword & Cross não parece o melhor lugar para você.
Luce tomou um lugar para se sentar à frente de Justin e abraçou os joelhos. Se ele estava sugerindo que ela era uma rejeitada entre o corpo estudantil cheio de rejeitados, ela não conseguia evitar se sentir um pouco insultada.
Ela limpou a garganta.
— Eu não tenho o luxo de considerar seriamente um outro lugar. Sword & Cross é... — ela pausou — praticamente um esforço de fim de linha para mim.
— Qual é.
— Você não saberia.
— Saberia — ele suspirou. — Sempre tem outra parada, Luce.
— Isso é muito poético, Justin — ela podia sentir sua voz aumentando. — Mas se você está tão interessado em se livrar de mim, o que iremos fazer? Ninguém pediu para você me arrastar até aqui com você.
— Não. Você está certa. Eu quero dizer que você não é como as outras pessoas aqui. Tem que ter um lugar melhor para você.
O coração de Luce estava batendo rápido, como normalmente fazia perto de Justin. Mas isso era diferente. Essa cena toda estava fazendo ela suar.
— Quando eu vim para cá, fiz uma promessa a mim mesma que eu não iria contar a ninguém sobre meu passado, ou o que eu fiz para vir parar neste lugar.
Justin abaixou a cabeça em suas mãos.
— O que eu estou falando não tem nada a ver com o que aconteceu com aquele cara.
— Você sabe sobre ele? — o rosto de Luce desabou. Não. Como Justin sabia? — O que quer que Molly tenha te contado...
Mas ela sabia que era tarde demais. Justin era quem havia encontrado-a com Todd. Se Molly contou qualquer coisa sobre como Luce também havia sido implicada em outra morte misteriosa com fogo, ela não conseguia imaginar nem como começar a explicar isso.
— Escuta — ele falou, pegando as mãos dela. — O que eu estou dizendo não tem nada a ver com essa parte do seu passado.
Ela achou difícil de acreditar.
— Então tem a ver com Todd?
O toque de Justin mexeu em algo na mente dela. Ela começou a pensar sobre as sombras selvagens que ela havia visto naquela noite. O modo como elas mudaram tanto desde que ela havia chegado aquela escola, de uma ameaça sorrateira e desconfortável para uma agora quase onipresente, desenvolvido terror.
Ela era louca, isso deve ter sido o que Justin havia percebido sobre ela. Talvez ele a achasse bonita, mas sabia que no fundo ela era seriamente perturbada. Era por isso que queria que ela se fosse, então não ficaria tentado a se envolver com alguém como ela. Se era isso o que Justin pensava, ele não sabia da metade.
— Talvez tenha a ver com as estranhas sombras pretas que eu vi na noite que Todd morreu? — ela falou, esperando chocá-lo. Mas assim que ela falou as palavras ela soube que sua intenção não era assustar Justin ainda mais... era finalmente contar a alguém. Não era como se ela tivesse muito mais para perder.
— O que você disse? — ele perguntou lentamente.
— Oh, você sabe. — Ela falou encolhendo os ombros agora, tentando disfarçar o que ela havia falado. — Uma vez por dia mais ou menos, eu recebo visitas dessas coisas escuras que eu chamo de sombras.
— Não seja engraçadinha — Justin rebateu secamente.
E mesmo o tom dele ter doído, ela sabia que ele estava certo. Odiava o quão falso ela soava realmente, toda ferida. Mas ela devia contar para ele? Ela podia? Ele estava assentindo com a cabeça para que ela continuasse. Os olhos dele pareciam buscar e puxar as palavras de dentro dela.
— Tem acontecido por pelo menos doze anos — ela admitiu finalmente com um tremor profundo. — Costumava vir somente à noite, quando eu estava próxima a água ou árvores, mas agora... — as mãos dela estavam tremendo. — É praticamente sem parar.
— O que elas fazem?
Ela pensaria que ele estava só fazendo graça dela, ou tentando fazer com que ela continuasse para que fizesse uma piada às custas dela, exceto a voz dele havia ficado rouca e a face dele havia ficado sem cor.
— Normalmente elas começam sobrevoando mais ou menos por aqui.
Ela levou sua mão até a nuca de Justin e fez cócegas para demonstrar. Dessa vez ela não estava só tentando ficar fisicamente perto dele, era realmente o único modo que ela sabia como explicar. Especialmente desde que as sombras começaram a infringir o corpo dela de tal maneira palpável, física.
Justin não se esquivou, então ela continuou.
— E então algumas vezes elas ficam realmente audaciosas — continuou, se ajoelhando e colocando suas duas mãos no peito dele. — E elas se batem diretamente contra mim.
Agora ela estava bem na cara dele. O lábio dela tremeu e ela não podia acreditar que realmente estava se abrindo para alguém, muito menos Justin, sobre as terríveis coisas que ela via. A voz dela caiu para um sussurro e ela falou:
— Recentemente, elas não parecem satisfeitas até que elas... — ela engoliu — levem a vida de alguém e me joguem de costas no chão.
Ela um pequeno empurrão nos ombros dele, não pretendendo afetá-lo de maneira alguma, mas o mais leve toque dos dedos dela foi o bastante para derrubar o Justin.
A queda dele a surpreendeu tanto que ela acidentalmente perdeu o próprio equilíbrio e aterrissou com os quadris revirados em cima dele. Justin estava deitado de barriga para cima, olhando para ela com olhos arregalados.
Ela não devia ter contado aquilo para ele. Ali estava ela, em cima dele, e ela havia acabado de divulgar seu mais profundo segredo, o que realmente a definia como lunática. Como ela podia ainda querer tanto beijar ele num momento como esse?
O coração dela estava pulando impossivelmente rápido. Então ela percebeu: Ela estava sentindo ambos os corações, correndo juntos. Um tipo de conversa desesperada, uma que eles não podiam ter com palavras.
— Você realmente as enxerga? — ele sussurrou.
— Sim.
Luce suspirou, querendo se levantar e retirar tudo que disse. E ainda assim ela estava impossibilitada de sair de cima do peito de Justin. Ela tentou ler os pensamentos dele, o que qualquer pessoa normal pensaria sobre uma admissão como a dela.
— Deixe-me adivinhar — ela falou triste. — Agora você tem certeza que eu preciso de uma transferência. Para a ala psiquiátrica.
Ele saiu de debaixo dela, deixando-a deitada praticamente de cara na rocha. Os olhos dela se moveram dos pés dele, para as pernas dele, para o dorso dele, para o rosto dele. Ele estava olhando para cima em direção a floresta.
— Isso nunca aconteceu antes — ele falou.
Luce se levantou. Era humilhante, ficar ali dentada sozinha. E mais, era como se ele nem tivesse ouvido o que ela falou.
— O que nunca aconteceu? Antes do quê?
Ele se virou para ela e colocou as mãos em volta de suas bochechas. Ela segurou a respiração. Ele estava tão perto. Os lábios dele estavam tão próximos aos dela. Luce beliscou a própria coxa para ter certeza que dessa vez não estava sonhando. Ela estava bem acordada.
Então ele quase se puxou para longe à força. Justin ficou parado em frente a ela, respirando rápido, os braços dele duros dos seus lados.
— Me diga novamente o que você viu.
Luce se virou para ficar de frente para o lago. A água azul clara batia suavemente contra a margem e ela pensou em dar um mergulho. Isso era o que Justin havia feito da última vez que as coisas haviam ficado intensas demais para ele. Por que ela não podia fazer isso também?
— Pode surpreender você saber isso. Mas não é nada emocionante ficar sentada aqui e falar sobre o quanto imensamente louca eu sou. Especialmente para você.
Justin não respondeu, mas ela podia sentir os olhos dele nela. Quando finalmente ganhou coragem para olhar para ele, ele estava lhe dando um estranho, perturbante, olhar de luto.
Um em que os olhos dele se curvavam para baixo nos cantos e o seu particularmente tom de cinza era coisa mais triste que Luce já havia visto. Ela sentiu como se tivesse desapontado Justin de alguma maneira. Mas essa era a horrível confissão dela. Por que Justin era quem parecia tão devastado?
Ele andou em direção a ela e se aproximou até que os olhos dele estavam diretamente nos dela. Luce quase não conseguiu aguentar. Mas ela não conseguia desviar os olhos também.
O que quer que fosse acontecer para quebrar esse transe teria que partir de Justin, que estava se movendo para ainda mais perto, virando a cabeça em direção a dela e fechando os olhos. Os lábios dele se abriram. A respiração de Luce ficou presa na garganta. Ela fechou os olhos também. Ela virou a cabeça em direção a ele também. Ela abriu os lábios também. E esperou.
O beijo pelo qual ela estava morrendo não veio. Ela abriu os olhos porque nada havia acontecido, exceto pelo farfalhar de um galho de árvore. Justin havia desaparecido. Ela suspirou abatida, mas não surpresa.
O que era estranho era que ela quase podia ver o caminho que ele havia tomado através da floresta. Como se ela fosse algum tipo de caçadora que podia identificar a rotação de uma folha e a deixar levá-la de volta até Justin. Exceto que ela não era nada do tipo, e o tipo de trilha que Justin havia deixado era de alguma forma maior, mais claro, e ao mesmo tempo, ainda mais elusivo. Era como se uma luz violeta iluminasse o caminho dele de volta através da floresta. Como a luz violeta que ela podia jurar ter visto durante o incêndio na biblioteca. Ela estava vendo coisas. Ela se endireitou na pedra e olhou para longe por um momento, esfregando os olhos. Mas quando olhou de volta estava do mesmo jeito: apenas um plano de sua visão como se ela estivesse olhando através de óculos bifocais com uma louca prescrição, os carvalhos, a palha debaixo deles e até mesmo o canto dos pássaros nos galhos, tudo isso parecia oscilar fora de foco. E não apenas oscilava, banhado na mais leve luz púrpura, mas parecia emitir um quase inaudível zumbido de baixa frequência.
Ela se virou, aterrorizada para enfrentar, aterrorizada pelo que significava. Algo estava acontecendo com ela, e ela não podia contar a ninguém. Ela tentou se focar no lago, mas mesmo escurecendo e ficando difícil de enxergar.
Ela estava sozinha. Justin havia deixado-a. E em seu lugar, esse caminho que ela não sabia como – ou queria – navegar. Quando o sol afundou atrás das montanhas e o lago se tornou negro como carvão, Luce ousou outra olhada em direção a floresta. Ela sugou o ar, sem ter certeza se ficava desapontada ou aliviada. Era uma floresta como nenhuma outra, sem luz trêmula ou zumbido violeta. Sem sinal de Justin ter alguma vez estado ali.


Continua...