terça-feira, 29 de abril de 2014

Begin Again : Capitulo 28

Begin Again : Capitulo 28


Rio de Janeiro, Brasil                10:00 hrs (sexta-feira)

Bella Narrando :


3 anos depois...

Lá estava eu, respirando o ar Brasileiro, ontem eu tinha feito meu segundo show aqui no Rio, é foi um dos melhores shows da minha vida. Três anos se passaram depois da morte da minha mãe, eu fiquei cinco meses com depressão, fiquei um ano afastada da fama e de tudo. Hoje eu estou com 22 anos, Justin também esta com essa idade, nossos fãs continuam firmes e fortes, aumentando cada dia mais, ele ta morando comigo em Nova York, pois é, a gente ta morando lá agora. Carrie ? Ela ta com 3 anos, está morando comigo e com Justin na nossa casa, cuidamos dela como se fosse nossa filha. Justin fica enchendo meu saco pra gente ter filhos logo, eu falo pra ele esperar mais um pouco. Faz uma semana que o Jus termino sua turnê, já estava em casa me esperando, esse show do Rio, foi o ultimo da minha turnê também. Ah aquela nossa turnê, lembra que a gente tava fazendo show juntos, então ela foi um GRANDE sucesso, nós ganhamos vários prêmios com ela. Vocês não vão acreditar, a Emma e o Alfredo, CASARAM, isso mesmo casaram, foi tudo muito lindo, chorei igual uma criança. Bem a Amy ? Aquela ali ta do mesmo jeito, parece que ela não fica velha, será que era é uma vampira ? O Jon, aquele idiota, ele sumiu, nunca mais foi visto, só uma vez que ele deu uma entrevista falando que não ia ser mais ator, então ele se aposento. A Maria ? Ela continua trabalhando pra mim. O Tom ? Aquele ali continua sendo meu segurança, até hoje. Minhas amigas ? Cada uma foi fazer alguma coisa na vida, as vezes a gente se fala, mas é muito pouco. É bom, Selena e o Josh ? Eles estão juntos até hoje, não sei como, eu jurava que eles estavam tramando alguma coisa, quase todos os dias, eles postam fotos juntos, falando que se amam, blá blá blá. Bom voltando por dia de hoje, eu estava tomando um banho, já estava tudo pronto para mim voltar pra minha linda casa, com meu lindo namorado,  a Carrie, ela esta aqui comigo, ta lá na minha cama brincando. Terminei o banho, colocando minha roupa em seguida:

 
Sai do banheiro, colocando a roupa que eu estava vestida antes, dentro da mala, verifiquei tudo, para ver se faltava alguma coisa, bem esta tudo pronto...

Eu: Vamos Carrie, já esta tudo pronto_ falei pegando ela no colo, junto com seu ursinho.

Carrie: Vamos ver o titio Justin ?_ pergunto ela com aquela vozinha de bebê super fofa.

Eu: Vamos sim querida_ falei pegando o telefone do quarto do hotel.

Liguei para a recepção do hotel, pedindo alguém para vim buscar as malas. Não passo 15 minuto, é minhas malas já esta lá em baixo, assim que eu tava pegando minha bolsa, a Emma entro com tudo no meu quarto...

Emma: Já esta pronta ?_ pergunto ela pegando a Carrie do meu colo.

Eu: Já sim, só estou pegando minha bolsa e a mochila da Carrie_ falei sorrindo fraco.


Emma: Tudo bem, estou doida pra chegar e ver meu lindo marido em casa _ falo ela com os olhos brilhando e com um sorriso gigantesco.

Eu: Você não acha que ta na hora de vocês ter filhos, vocês tão ficando velhos_falei rindo da cara que ela fez depois.

Emma: Digo o mesmo de você com o Justin_falo ela rindo



Eu: Ta, cala a boca_ falei pegando a mochila da Carrie_ bom vamos ?

Emma: Vamos sim, já esta todos lá em baixo, só falta a gente_ falo ela abrindo a porta para nós saímos.

Olhei para ver se faltava alguma coisa, e por fim, saímos do quarto. Pegamos o elevador, é  em menos de 10 minutos, já estávamos lá em baixo, com o pessoal. Decidimos sair por trás do Copacabana Palace, tinha muita gente lá na frente, então o único jeito era sair por trás, porque lá estava com menos pessoas. Entramos no carro, em seguida saindo do hotel, dei tchau para os poucos fãs que tinha lá, e fomos em direção ao aeroporto...

[...]

Ahh graças a Deus chegamos em Nova York, eu amo o Brasil, mas nada melhor do que nossa casa né gente. O voo foi um maravilha, Carrie dormiu a viagem toda, e eu também. Emma tinha ido pro seu apartamento, estava doidinha pra ver 0 Fredo, acabei de chegar em casa, agradeci ao Tom por ter me deixado aqui, peguei minhas malas que eram poucos, peguei a malinha da Carrie e peguei ela no colo. Entramos em casa, estava tudo um silêncio, deixei as malas ali na sala mesmo, subi as escadas, indo até o quarto da Carrie, ela estava dormindo igual um anjo no meu colo, coloquei ela na sua cama e fechei a porta com cuidado. Foi até meu quarto, Justin não estava lá, bem acho que não tem ninguém em casa. Tirei meu salto, joguei minha bolsa na cama mesmo, entrei no closet, peguei uma roupa confortável. Entrei no meu banheiro e coloquei a banheira pra encher, to precisando relaxar um pouco. Fiquei uns 25 minutos ali relaxando, depois sai me secando e coloquei minha roupaSai do banheiro, pulei na cama cansada, entrei dentro dos lenções me esquentando, hum tava tão quentinho ali, só faltava meu Jus, o quarto todo estava com o cheiro dele, peguei o travesseiro e o abracei. To com tanta saudades dele, fiquei meio triste dele não esta aqui em casa junto com a Maria, porque será que eles não tão aqui ? Será que esqueceram que eu ia vim hoje ? Não pode ser, eu tinha avisado ao Justin que chegaria hoje. Tantas perguntas sem respostas, só me resta descansar dessa viagem toda, afinal, estou de ferias agora...


[...]

Acordei sentindo uma mão diferente passando pelo meu rosto, respirei fundo e aquele não era o perfume do Jus, me mexi na cama um pouco, virei de costas e a pessoa começo a mexer no meu cabelo, abrir meus olhos devagar, foi me virando........ JOSH ??

Eu: JOSH ? O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI ?_ perguntei me levantando rápido .

Josh: Estava sentindo sua falta_falo ele sorrindo se aproximando de mim_ você não sentiu ?

Eu: O que? Como você entro aqui? _perguntei com medo, eu estava sozinha em casa, não sabia o que ele podia fazer_ Josh sai daqui agora, por favor.

Josh: Me deixa te mostrar o que é ser homem de verdade_falo ele me segurando pelos ombros.

Eu: ME LARGA, SEU IDIOTA, EU TO COM O JUSTIN AGORA, EU AMO ELE_ falei aquilo já chorando e sentir um peso no meu rosto, ele tinha me dado um tapa ?

Josh: EU QUE TE AMO DE VERDADE, CALA A BOCA SUA VADIA, VOCÊ SEMPRE FOI TEIMOSA, MAS EU SEMPRE GOSTEI DESSE SEU LADO_gritou ele rindo ao mesmo tempo.

Josh veio com tudo para cima de mim, me pego pelo cabelo me jogando na cama, foi com tanta força que minhas costas estralaram, eu estava chorando muito, tentava me defender batendo nele...

Carrie: Isa ?_ olhamos para a porta e ela estava lá segurando seu ursinho, e com os olhos cheios de lagrimas.

Eu: CARRIE SAIA DAQUI, VÁ PRO SEU QUARTO AGORA_falei chorando, ela olho pro Josh e depois pra mim, e continuo parada ali.

Josh: Oh sua pestinha não vai sair logo não, quer que eu vá ai te pegar ?_pergunto ele já levantando.

Eu: Josh por favor, o assunto é entre mim e você, só me deixa tirar ela daqui por favor_falei chorando e segurando ele.

Josh: Ok, vai rápido, estou te esperando aqui meu amor_falo ele deitando na minha cama.

Peguei a Carrie que estava chorando no colo, foi correndo pro quarto dela...

Eu: Querida fique aqui, ok ? Estava tudo bem_falei limpando suas lagrimas e sorrindo.


Carrie: Não está, o que aquele moço quer com você?_ pergunto ela abraçando seu ursinho.

Olhei pro lado e tinha uma telefone ali, corri até lá e peguei ele discando o número do Justin, por favor atende...

Josh: BELLA QUE DEMORA É ESSA_ escutei passos.

Atende Justin...

Jus: Alô_falo ele meio que parando de rir.

Eu: JUSTIN POR FAVOR VEM LOGO PRA CASA, O JOSH INVADIU AQUI E ELE ..._ Josh entrou quase quebrando a porta.

Josh: PRA QUEM VOCÊ TA LIGANDO? É PRO SEU NAMORADINHO GAY_ ele me puxou com força, Carrie começou a gritar e pego o telefone que estava caído no chão, ela começou a gritar pelo nome do Justin e eu só sabia chorar.

Josh me arrastou pelos cabelos até meu quarto, me jogando no chão logo em seguida...

Josh: Você é uma vadia mesmo, vou fazer o que eu ia fazer logo com você, antes que seu namoradinho chegue_ falo ele rindo malicioso.

Eu: Josh por favor, você não falou que me ama? Se amasse de verdade não estava fazendo isso comigo_falei chorando e olhando ele nos olhos.

Josh: Eu te amo muito Bella, você é minha vida_ falo ele se ajoelhando na minha frente, pegando no meu rosto_ eu tentei ficar com a Selena, mas eu via seu rosto nela, quando eu estava com ela na cama, era seu rosto que eu via. É quando eu ia na rua, eu via no jornal você e o Justin, isso acabava comigo.

Eu: Josh eu te entendo muito bem, por favor não faça nada, você significou muito pra mim, eu te amei muito mesmo, você foi meu primeiro em tudo, minha primeira vez, minhas primeiras viagens para lugares incríveis, você foi minha vida também_ falei chorando junto com ele_ mas a vida continua, você foi pra um lado e eu foi pro outro, eu amo o Justin agora, e você ta com a Selena...

Josh: Não, não, não. A gente pode mudar isso. EU VOU MUDAR ISSO_ grito ele se levantando_ VOU TE FAZER ME AMAR NOVAMENTE.

Eu: JOSH POR FAVOR_ falei entre soluços.



Ele me pegou pelos ombros me dano um outro tapa, dei um chute em seu joelho, fazendo ele cair, assim que ia correr pro banheiro, Josh pegou em meu pé, me fazendo cair no chão de frente, comecei a chorar mais forte...

Josh: Dessa vez, você não escapa_ falo ele sorrindo malicioso.

Olhei em seus olhos e eles estavam bem vermelhos, tentei sair dos braços dele novamente, mas Josh era mais forte que eu. Não tinha mais força para lutar, então fechei meus olhos esperando o que ia vim...

Continua...
Gente eu só vim aqui pra avisar que: eu sei que esse capitulo ta uma bosta, não me matem. Esses dias estou muito sem ideias, porque estou muito ansiosa com o que vai acontecer dia 08. Para quem é Directioner, eu, minha irmã e minha amiga, VAMOS NO SHOW DOS MINOS DA ONE DIRECTION...


Gente estou tão animada, eu vou ficar na Pista Premium no show do RJ, além de ver eles, vou ver os lindos do P9 novamente, não é incrível? Bem esse é o capitulo de BG, esse imagine está quase acabando, espero que gostem mesmo tando uma bosta, bem é isso. JusKiss.

terça-feira, 15 de abril de 2014

My Little Princess Nerd ♥♥ Capitulo 06 ♥♥

My Little Princess Nerd
 
Miami, Flórida                                                                 06:00 a.m (QUARTA)

Eliza Gollen narrando : 

Acordei tomando um grande susto, a droga do despertador tinha berrado bem perto de meu ouvido, puta de pariu que dor de cabeça é essa ... nossa, estou me sentindo tão diferente, hum eu acho que a balada de ontem fez muito bem pra mim... calma ai, como eu vim parar aqui, a ultima coisa que eu lembro, foi quando eu dormir no carro do Justin. Olhei em volta, é em baixo do meu celular, que estava em cima do criado-mudo, tinha um papel, peguei o mesmo, e estava escrito:









"Bom dia flor do dia, só pra constar, você é linda dormindo, e não, eu não dormir com você, apesar de que você estava muito sexy ontem, mas eu me controlei, foi muito difícil, mas eu conseguir rsrs... Você estava tão bêbada ontem, que acabo dormindo no meu carro, te peguei no colo, é uma moça muito fofinha chamada Rose, quase teve um filho quando viu você naquele estado, enquanto você dormia igual um anjo no meu colo, no sofá da sua sala, eu tive que explicar tudo pra ela, no fim, ela cuido de você, é até pergunto se eu queria dormir ai, mas eu achei melhor não, bom acho que é só isso mesmo, te espero na escola, eu tenho certeza que mesmo com muita ressaca, você mesmo assim vai a escola rs...

De: Justin Bieber seu mais novo melhor amigo :)"

Tinha que ser, fiquei rindo sozinha, ele tinha explicado tudo direitinho. Coloquei o bilhete dentro da gaveta, foi em direção ao meu closet, peguei uma roupa de frio, estava bem frio essa manha, foi em direção ao banheiro, tomei um banho bem quentinho, depois me vestir:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjK80of6_N2xC7pH1wm7GUI1D_7wacv9YWq318ICmwGs6ee7T_yAuDCrKzaQmYoZHh5gUptNUuZOh5l6e7zrvKEUkKx_dRty2UkLgIMIcZjpPap6qnEzIzhRwOOib266uKeBkAiAiEZ6WA/s640/tumblr_mjxmdf8KDL1s7jvcqo1_500.jpg

Melhor eu ir logo, se não vou me atrasar. Peguei minha mochila, desci as escadas indo até a cozinha, onde estava meu café da manha, mas não tinha ninguém em casa, eu acho... Terminei o café, é sai de casa, droga estava nevando, aaah que frio, percebi que não tinha ninguém em casa mesmo, então peguei meu carro, pois é, eu tenho um carro, e foi em direção a escola... 

[...]

Cheguei na escola estacionando meu carro ali em frente mesmo, desci sentindo os olhares dos outros em cima de mim, alguns até falaram comigo, ta ainda não me costumei com isso. Entrei na escola, tentei achar o pessoal, mas não conseguir ver ninguém, então foi direto pro meu armário, peguei meus livros...

Jus: Bom dia coisa mais linda desse mundo_ falo ele beijando meu pescoço me fazendo virar na hora com cara espantada_ o que foi ?

Eu: Você ta maluco, não pode ficar fazendo isso aqui na escola_ falei percebendo que ele escondia alguma coisa atrás dele_ o que é isso atrás de você ?

Jus: Aé_ falo ele tirando de trás dele mesmo, um pequeno buquê de rosas.

Eu: Justin..._ ele me interrompeu. 

Jus: Trouxe pra você, sei que são poucas, eu queria ter trago mais, eu tive que catar lá do jardim de casa, a loja de flores estava fechada essa manha_ falo ele todo fofo, anw acho que vou morde ele.

Eu: São lindas, obrigada, mas sua mãe não vai brigar com você, por ter destruído o jardim dela_ falei rindo e cheirando as flores.

Jus: Não esta tudo bem, ela até me apoio na ideia_falo ele se encostando no meu armário.

Eu: Agradece ela depois por mim, ok ?_ falei beijando sua bochecha.


Jas: FALA CASAL_ grito ela, fazendo todos que estava ali olhar pra gente.

Eu: Cala a boca sua maluca_ falei dando um tapa no ombro dela.

Jas: Ah desculpe_ falo ela rindo, percebi agora que a Suzy junto com a Cait, estava com ela.

Cait: Justin vai ali no seus amigos, que a gente quer falar com a Liza_falo ela apontando para o outro lado do corredor que estava os meninos.

Jus: Você ta me expulsando? É isso mesmo ?_falo ele fazendo uma cara de sofrido, que me deu mais uma vez vontade de morder ele.


Jas: Estamos sim, vai logo pra lá_falo ela empurrando ele pro lado dos meninos e depois voltando pro nosso lado.

Suzy: Ai a gente viu ta, o beijão que o Justin te deu ontem_falo ela rindo malicioso.

Jas: É mesmo_falo ela rindo malicioso também_ sua safadinha.

Cait: Pois é né, mas a gente não veio aqui para falar isso com você_falo ela percebendo que eu estava igual uma pimenta_ depois que a gente sair da escola, vamos nós quatro no shopping, eu e a Jas vamos fazer um mudança em vocês.

Suzy: Ebaaa _falo ela batendo palmas igual uma criança.

Eu: Tem certeza gente ?_perguntei.

Jas: Claro vocês vão ficar perfeitas_falo ela e o sinal bateu. 

Tentei convencer elas de não ir, mas não adianto nada.  Fomos para nossa sala, sentamos todos nós perto das janelas, o professor de Biologia entro na sala, já começando sua aula ...

[...]

A melhor parte da escola e a hora da saída, tentei falar com as meninas mais uma vez, mas não deu certo outra vez, só sei que elas me enfiaram entro do meu carro, nem me despedi dos meninos, a Jas ligo o carro e em alta velocidade foi em direção do shopping. Assim que a gente chegou, entramos na primeira loja do shopping, depois em outra, depois em outra, em outra, outra, é assim foi nosso dia. No final de tudo, as meninas inventaram que seria legal eu mudar um pouco meu cabelo, só o que me faltava. Elas começaram a me arrastar pro salão de beleza que tinha ali mesmo no shopping. Tive que entrar a força e ainda por cima, eu não ia poder saber o que o cabeleireiro ia fazer no meu cabelo. No final, eles fizeram um suspense enorme só pra ver meu cabelo, assim que o cabeleireiro me viro para as meninas, elas quase desmaiaram ali mesmo, as três ficaram paradas de boca aberta, ai meu deus, será que fico uma bosta...

Eu: Gente fico tão ruim assim ?_ perguntei com muito medo da resposta.

Jas: Não, pelo contrario, ESTA INCRÍVEL_falo ela começando a pular e bate palmas_ quero ficar loira também.   

Eu: O QUE ??_ falei me virando pro espelho, eu estava totalmente loira, eu não acredito.

Cait: Tá perfeito amiga, não se preocupe_falo ela sorrindo.

Suzy: Pois é, ta lindo demais_falo ela sorrindo também.


Eu: Mas..._foi interrompida pela Caitlin.
 
Cait: Mas nada_falo ela indo até um balcão que era o local do pagamento.

Eu ainda estava chocada, meus pais iam me matar, mas quer saber, fico legal. Um dia antes dos meus pais chegarem, eu vou ter que arrumar um jeito de tirar isso do meu cabelo, porque se não, eles vão achar que a filha deles viro rebelde. Depois da Cait ter pagado, sai do meu choque e saímos do salão de beleza. Saímos do shopping, já estava escuro, entramos no meu carro, dessa vez quem dirigiu foi eu. Já to imaginando chegar em casa, o que a Rosa vai achar desse meu cabelo. Liguei o radio e comecei a dirigir em direção da casa da Suzy...


{...}

Depois de deixa as meninas nas casas delas, cheguei na minha. Estacionei o carro na garagem e entrei em casa, é agora, coloquei as sacolas ali mesmo na sala e coloquei minha mochila em cima do sofá. Como sempre, escutei um barulho na cozinha, e vozes ? Deus será que meus pais chegaram de viagem, droga. Mas eu conhecia aquela voz, e não era dos meus pais. Entrei na cozinha, fazendo o ser que estava ali se virar, Justin ?
 
Rosa: Querida o que aconteceu com seu cabelo ?_pergunto ela de boca aberta, assim como o Justin também.
 
 
Jus: Deus do céu_falo de espantado.

Eu: Ai gente, não fico tão ruim assim, fico legalzinho ta. É bom as meninas inventaram de mudar meu visual, eu não pude reclamar, então parem de me olhar assim vocês dois, ok ?_falei me sentando do lado do Justin na mesa da cozinha.

Rosa: Querida seu cabelo fico linda mesmo, mas eu prefiro ele natural_falo ela sorrindo de lado.

Eu: Também, mas eu não tive escolha, vou ficar com o cabelo assim até meus pais chegarem, depois eu pinto ele na cor natural._ falei suspirando_ é você Justin, o que estava fazendo aqui ?

Jus: Nossa não posso mais fazer uma visita para minha amiga, tudo bem eu vou embora_falo ele fazendo drama e se levantando. 

Eu: Cala a boca, é vem me ajudar a guardar as coisas que eu comprei_falei puxando ele até a sala.

Pegamos as sacolas e eu peguei minha mochila, subimos as escadas entrando no meu quarto. Coloquei minha mochila em cima da minha cama e puxei o Justin junto com as sacolas para dentro do closet...

Jus: Pra que compro tanta coisa ?_pergunto ele tirando as coisas da sacola.

Eu: As meninas me fizeram comprar tudo o que elas falavam, elas falaram que ia mudar meu visual._falei revirando os olhos.
  Jus: Sinceramente, eu gosto do seu jeitinho de nerd, é super fofa_falo ele sorrindo, eu amava o sorriso dele, o que eu to dizendo ?

 
Eu: Obrigada, eu acho_falei sorrindo tímida.

Jus: Que tal depois que a gente terminar aqui, vamos em um restaurante italiano ótimo que eu conheço ?_pergunto ele abrindo a ultima sacola.

Eu: Pode ser, to querendo comer alguma coisa diferente mesmo_falei dando de ombro.

Ficamos conversando e guardando as coisas ao mesmo tempo. Depois de ter terminado, pedi para o Justin me esperar ali no meu quarto mesmo, entrei no banheiro já com minha roupa na mão, que é uma das novas roupas que as meninas me forçaram a comprar, tirei minha roupa e entre no box. Terminei meu banho, me sequei, ajeitei meu cabelo, passei uma maquiagem e coloquei a minha roupa, estava pronta e diferente, não parecia com a nerdzinha da Eliza, parecia a outra Liza que sempre morou dentro de mim...



Passei meu perfume e sai do banheiro, Justin estava mexendo no celular, mas assim que percebeu minha presença, me olho de cima baixo, se levantou e ficou na minha frente...

Jus: Você está incrível_ falo ele sorrindo.


Eu: Justin não começa_ falei corando_ vamos ?

Jus: Vamos sim_ falo ele, então ele fez uma coisa que me surpreendeu, ele pegando na minha mão.

Olhei para nossas mãos dadas, e sorrir pra ele, ele sorriu também. Saímos do meu quarto, passamos na cozinha para avisar para a Rosa que íamos sair, e que ela não precisava esperar a gente. Justin abriu a porta pra mim, depois deu a volta entrando no carro logo em seguida, ele ligo o radio e fomos ao som de uma musica que eu não conseguia identificar, só sei que ela era perfeita...

{...}
 
Depois da noite maravilhosa que tive com o Justin, ele me levou até a praia, ficamos um pouco por lá, até rolou beijo, pois é. Essa amizade  colorida minha com o Justin, estava ficando estranha já, daqui a pouco a gente vai começar a fazer besteiras, estou até vendo. Ele também me convido para ser o par dele no baile de boas vindas, aceitei numa boa. Na verdade eu não ia a esse baile, mas como foi o Justin que me convido, não podia recusar. No final de tudo, Justin me levou em casa, ele ia ficar mais um pouco comigo, mas estava tarde e sua mãe estava ficando preocupada. Entrei em casa sem fazer barulho, estava bem tarde, então Rosa já estava dormindo com certeza, tirei meus saltos para subir as escadas, entrei no meu  quarto jogando os saltos e a bolsa em cima do sofá que tinha no meu quarto, entrei no meu closet e peguei um pijama, entrei no banheiro, como eu estava com preguiça de tomar banho, só lavei o rosto para tirar a maquiagem e coloquei meu pijama...




Sai do banheiro, caindo na cama, nossa hoje o dia foi bem cheio e cansativo. Fiquei refletindo tudo o que aconteceu hoje, e acabei dormindo com meu ultimo pensamento, o Justin...
 
Continua...
 Oi gente, então eu não morri não tá, aqui não é meu fantasma escrevendo, sou eu vivinha da silva. Como sempre, quando eu desapareço assim, vocês sabem o motivo né gente, minha escola. Eu vou ter que começar a postar MUITOOO pouco mesmo, porque eu estou sem tempo NEM um, sinto muito mesmo gente. Bom mais um capitulo de MLPN, espero que gostem. JusKiss.  

quarta-feira, 5 de março de 2014

Fallen: Capítulo 11 "Rude despertar"

  https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-zsA-8n4hPfVA1i-Bawwq9kcaVbz-i8F__S5Tlukh82Ify5eW_0H0BM7VhTeNVYsA9LbkLTWvSEaJFEuecTByPrYY8Az8nHlDSipYdjhR5vlP24vD6B886HaQAowQUoCZQeT2ZhRF9Ds/s400/C%C3%B3pia+de+anjo.jpg
 
— Está com medo? — Justin perguntou.
Sua cabeça estava inclinada para o lado, seu cabelo dourado desgrenhado por uma brisa suave. Ele estava segurando-a, e enquanto seu aperto estava firme em torno de sua cintura, era tão suave e leve como um lenço de seda. Seus próprios dedos estavam entrelaçados atrás do pescoço sem camisa dele.
Ela estava com medo? Claro que não. Ela estava com Justin. Finalmente. Em seus braços. A verdadeira questão incomodando nos fundos de sua mente era: Deveria ficar com medo? Ela não podia ter certeza. Nem mesmo sabia onde estava.
Ela conseguia sentir o cheiro de chuva no ar, próxima. Mas tanto ela quanto Justin estavam secos. Ela conseguia sentir um longo vestido branco fluindo até seus tornozelos. Havia só um pouco de luz do dia restante. Luce sentiu um arrependimento penetrante ao desperdiçar o pôr-do-sol, como se houvesse algo que ela pudesse fazer para detê-lo. De alguma forma, ela sabia que esses raios de luz finais eram tão preciosos quanto as últimas gotas de mel em um jarro.
— Você fica comigo? — ela perguntou.
Sua voz era o mais fino sussurro, quase cancelado por um gemido baixo de trovão. Uma rajada de vento girou ao redor deles, soprando o cabelo de Luce em seus olhos. Justin cruzou seus braços com mais força ao redor dela, até que ela conseguisse respirar a respiração dele, pudesse sentir o cheiro da pele dele na dela.
— Para sempre — ele sussurrou de volta.
O som doce de sua voz a completou.
Havia um pequeno arranhão do lado esquerdo da testa dele, mas ela esqueceu dele enquanto Justin pegou suas bochechas entre as mãos e trouxe seu rosto mais para perto. Ela inclinou sua cabeça para trás e sentiu todo o seu corpo ficar frouxo de expectativa.
Finalmente, finalmente, os lábios dele desceram nos dela com uma urgência que tirou seu fôlego. Ele a beijou como se ela pertencesse a ele, tão naturalmente como se ela fosse alguma parte dele há muito tempo perdida que ele pudesse enfiar recuperar.
Então a chuva começou a cair. Ensopou seus cabelos, correu pelos seus rostos e suas bocas. A chuva estava quente e inebriante, como os próprios beijos.
Luce esticou sua mão ao redor das costas dele para puxá-lo mais para perto, e suas mãos deslizavam em algo aveludado. Ela correu uma mão sobre isso, depois outra, buscando seus limites, e então olhou para além do rosto brilhante de Justin. Algo estava se desenrolando atrás dele.
Asas. Lustrosas e iridescentes, batendo devagar, sem esforço, brilhando na chuva. Ela as tinha visto antes, talvez, ou algo parecido com elas, em algum lugar.
— Justin — ela falou, arfando.
As asas consumiram sua visão e sua mente. Elas pareciam girar em um milhão de cores, fazendo sua cabeça doer. Luce tentou olhar para outro lugar, para qualquer outro lugar, mas de todos os lados, tudo que ela podia ver além de Justin eram os rosas e azuis infinitos do céu se pondo. Até que ela olhou para baixo e observou uma última coisa. O chão. Milhares de metros abaixo deles.
***
Quando ela abriu seus olhos, estava muito claro, sua pele muito seca, e havia uma dor imobilizante na parte de trás de sua cabeça. O céu tinha ido embora, assim como Justin. Outro sonho.
Só que esse a deixou se sentindo quase doente de desejo.
Ela estava em um quarto de paredes brancas. Deitada em uma cama de hospital. À sua esquerda, uma cortina fina como papel tinha sido arrastada pela metade do quarto, separando-a de algo se movimentando no outro lado.
Luce delicadamente tocou o ponto tenro na base do seu pescoço e choramingou. Ela tentou se orientar. Não sabia onde estava, mas tinha uma nítida sensação de que não estava mais na Sword & Cross. Seu vestido branco largo era – ela deu um tapinha nas laterais – uma folgada camisola de hospital. Ela conseguia sentir cada parte do sonho escapulindo – tudo exceto aquelas asas. Elas tinham sido tão reais. O toque delas tão aveludado e fluído. Seu estômago agitou-se. Ela fechou e abriu seus punhos, hiperconsciente de seu vazio.
Alguém agarrou e apertou sua mão direita. Luce virou sua cabeça rapidamente e recuou. Ela tinha assumido que estava sozinha. Gabbe estava empoleirada na beira de uma cadeira giratória azul desbotada que parecia, irritantemente, realçar a cor dos olhos.
Luce queria se desvencilhar – ou pelo menos, ela esperou querer se desvencilhar – mas então Gabbe lançou-lhe o sorriso mais quente, um que fez Luce se sentir, de alguma forma, segura, e ela percebeu que estava feliz por não estar sozinha.
— Quanto disso foi um sonho? — ela murmurou.
Gabbe riu. Ela tinha um pote de creme para cutículas na mesa ao lado dela, e começou a esfregar o negócio branco com aroma de limão nas unhas de Luce.
— Isso tudo depende — ela respondeu, massageando os dedos de Luce. — Mas não se importe com sonhos. Eu sei que sempre quando sinto o meu mundo virando de cabeça para baixo, nada me acalma como uma manicure.
Luce olhou para baixo. Ela nunca fora muito de esmalte, mas as palavras de Gabbe a lembraram de sua mãe, que sempre sugeria que elas fossem à manicure quando Luce tinha um dia ruim.
Enquanto as mãos lentas de Gabbe trabalhavam em seus dedos, Luce se perguntava se todos esses anos ela estivera perdendo isso.
— Onde nós estamos? — ela perguntou.
— Hospital Lullwater.
Sua primeira viagem para fora do campus e ela acabara em um hospital a cinco minutos da casa dos seus pais. Na última vez em que ela estivera aqui fora para tirar três pontos de seu cotovelo quando ela caíra da sua bicicleta. Seu pai não havia deixado o seu lado. Agora ele não estava em lugar algum.
— Há quanto tempo estou aqui?
Gabbe olhou para o relógio branco na parede e disse:
— Eles te acharam desmaiada devido a inalação de fumaça na noite passada por volta das onze. É procedimento operacional padrão chamar o Técnico de Emergência Médica quando encontram alguém do reformatório inconsciente, mas não se preocupe, Randy disse que vão te deixar sair daqui logo logo. Assim que seus pais assentirem...
— Meus pais estão aqui?
— E cheios de preocupação com a filha deles, até as pontas do cabelo com permanente da sua mamãe. Eles estão no corredor, se afogando em papelada. Eu disse a eles que ficaria de olho em você.
Luce resmungou e apertou seu rosto no travesseiro, convocando a profunda dor na parte de trás de sua cabeça novamente.
— Se você não quiser vê-los...
Mas Luce não resmungava por causa de seus pais. Ela estava morrendo de vontade de ver seus pais. Ela estava se lembrando da biblioteca, do fogo, e da nova geração de sombras que ficava mais assustadora cada vez que a encontravam. Elas sempre foram escuras e feias, elas sempre a fizeram se sentir nervosa, mas ontem à noite, tinha quase parecido como se as sombras quisessem algo dela. E então houve aquela outra coisa, a força levitante que a libertou.
— Que cara é essa? — Gabbe perguntou, inclinando sua cabeça e acenando sua mão no ar na frente do rosto de Luce. — No que está pensando?
Luce não sabia como assimilar a bondade repentina de Gabbe com ela. Assistente de enfermeira não parecia exatamente o tipo de emprego em que Gabbe seria voluntária, e não era como se houvesse algum cara por aqui cuja atenção ela pudesse monopolizar. Gabbe nem mesmo parecia gostar de Luce. Ela não apareceria aqui por vontade própria, apareceria?
Mas mesmo tão bondosa quanto Gabbe estava sendo, não havia jeito de explicar o que tinha acontecido na noite passada. A reunião pavorosa e inexprimível no corredor. A sensação surreal de ser impulsionada para frente por aquela escuridão. A figura estranha e atraente da luz.
— Onde o Todd está? — Luce perguntou, lembrando-se dos olhos amedrontados do rapaz.
Ela perdera seu aperto sobre ele, saiu voando, e então...
A cortina de papel foi repentinamente atirada para trás, e ali estava Ariane, usando patins em linha e um uniforme vermelho-e-branco cor de doce listrado. Seu curto cabelo preto estava retorcido em uma série de nós no alto da sua cabeça. Ela rolou, carregando uma bandeja na qual estavam três cocos verdes com canudos de festa em formato de guarda-chuva de cor neon.
— Agora me deixa entender — ela disse numa voz rouca, nasal. — Ponha o canudo no coco e beba ambos... opa, caras azedas. O que estou interrompendo?
Ariane parou as rodas no pé da cama de Luce. Ela estendeu uma batida de coco com um guarda-chuva rosa balançando.
Gabbe pulou e agarrou o copo primeiro, dando uma cheirada em seu conteúdo.
— Ariane, ela acabou de passar por um trauma — ela repreendeu. — E para sua informação, o que você interrompeu foi o assunto Todd.
Ariane jogou seus ombros para trás.
— Justamente o por que dela precisar de algo potente — ela debateu, segurando a bandeja possessivamente enquanto ela e Gabbe envolviam-se em um concurso de encarar.
— Ótimo — Ariane disse, olhando para longe de Gabbe. — Darei a ela sua velha bebida chata.
Ela deu a Luce o copo com o canudo azul.
Luce devia estar em algum tipo de atordoamento pós-traumático. Onde é que elas poderiam ter conseguido esse negócio? Batida de coco com guarda-chuvinhas coloridos? Era como se ela tivesse adormecido no reformatório e acordado em um hotel cinco estrelas.
— Onde vocês conseguiram todas essas coisas? — ela perguntou. — Quero dizer, obrigada, mas...
— Nós unimos nossos recursos quando precisamos — Ariane respondeu. — Roland ajudou.
As três se sentaram bebendo de forma barulhenta as bebidas geladas e doces por um momento, até que Luce não conseguisse aguentar mais.
— Então, voltando para o Todd...?
— Todd — Gabbe repetiu, limpando sua garganta. — O negócio é que... ele simplesmente inalou muito mais fumaça do que você, doçura...
— Ele não inalou — Ariane cuspiu. — Ele quebrou o pescoço.
Luce arfou, e Gabbe bateu em Ariane com sua bebida de guarda-chuva.
— O quê? — Ariane indagou. — Luce pode aguentar isso. Se ela vai descobrir eventualmente, por que adoçar a verdade?
— A evidência ainda é inconclusiva — Gabbe disse, sublinhando as palavras.
Ariane deu de ombros.
— Luce estava lá, ela deve ter visto...
— Eu não vi o que aconteceu com ele. Nós estávamos juntos e então, de alguma forma, fomos separados. Eu tive um mau pressentimento, mas eu não sabia... — ela sussurrou. — Então ele...
— Se foi desse mundo — Gabbe disse suavemente.
Luce fechou seus olhos. Um frio, que não tinha nada a ver com a bebida, se espalhou por ela. Ela se lembrou do Todd batendo freneticamente nas paredes, sua mão suada apertando a dela quando as sombras rugiram sobre eles, o momento terrível quando os dois foram separados e ela ficara muito chocada para ir até ele.
Ele tinha visto as sombras. Luce estava certa disso agora. E ele morrera.
Depois de Trevor ter morrido, nenhuma semana se passou sem uma carta de ódio encontrando seu caminho até Luce. Seus pais começaram a tentar vetar o correio antes que ela pudesse ler as coisas venenosas, mas muito ainda chegava a ela. Algumas cartas eram escritas à mão, algumas eram digitadas, uma tinha até sido cortada de letras de revistas, estilo bilhete de resgate.
Assassina, bruxa. Eles a tinham chamado de nomes cruéis o bastante para encher uma página de recados, causado agonia o bastante para mantê-la trancada dentro de casa durante todo o verão.
Ela pensara que tinha feito tanto para se afastar daquele pesadelo: deixando seu passado para trás quando ela foi para a Sword & Cross, concentrando-se em suas aulas, fazendo amigos... ah Deus.
Ela inspirou profundamente.
— E quanto a Penn? — ela perguntou, mordendo seu lábio.
— Penn está ótima — Ariane disse. — Ela é totalmente matéria de primeira página, testemunha do incêndio. Tanto ela quanto a Senhorita Sophia saíram, cheirando como um poço de fumaça do leste da Geórgia, mas ainda assim bem.
Luce soltou sua respiração. Pelo menos havia uma boa notícia. Mas sob os lençóis finos como papel fino da enfermaria, ela estava tremendo. Logo, certamente os mesmos tipos de pessoas que foram atrás dela após a morte de Trevor iriam atrás dela novamente. Não apenas os que escreveram as cartas zangadas. Dr. Sanford. Seu agente da condicional. A polícia.
Bem como antes, seria esperado que ela tivesse a história toda reunida. Que lembrasse de cada detalhe mínimo. Mas é claro que, exatamente como antes, ela não seria capaz. Numa hora, ele estivera ao seu lado, apenas os dois. Na seguinte...
— Luce!
Penn irrompeu pela sala, segurando um grande balão de hélio marrom. Tinha a forma de um band-aid e dizia Arranca em letras cursivas azuis.
— O que é isso? — ela perguntou, olhando para as outras três garotas criticamente. — Algum tipo de festa do pijama?
Ariane tinha desamarrado seus patins e subido na minúscula cama ao lado de Luce. Ela estava segurando os dois copos e deitando sua cabeça no ombro de Luce. Gabbe estava pintando esmalte transparente na mão livre de Luce.
— É — Ariane gargalhou. — Junte-se a nós, Penny. Estávamos prestes a jogar Verdade ou Desafio. Deixaremos você ir primeiro.
Gabbe tentou encobrir sua risada com um delicado espirro falso. Penn colocou suas mãos nos quadris. Luce se sentiu mal por ela, e também um pouco assustada. Penn pareceu bastante feroz.
— Um dos nossos colegas morreu na noite passada — Penn enunciou cuidadosamente. — E Luce poderia ter se machucado muito. — Ela balançou sua cabeça. — Como vocês podem brincar numa hora como essa? — ela fungou. — Isso é álcool?
— Ohhh — Ariane disse, olhando para Penn, seu rosto sério. — Você gostava dele, não gostava?
Penn pegou um travesseiro da cadeira atrás dela e jogou-o em Ariane. O negócio era que Penn estava certa. Era estranho que Ariane e Gabbe estivessem tomando a morte de Todd como algo quase leve. Como se elas vissem esse tipo de coisa acontecer o tempo todo. Como se isso não as afetasse da forma como afetava Luce. Mas elas não podiam saber o que Luce sabia sobre os últimos momentos de Todd. Elas não poderiam saber por que ela se sentia tão enojada agora. Ela deu um tapinha no pé da cama para Penn e entregou-lhe o que restava de sua bebida.
— Nós saímos pelos fundos, e então... — Luce não conseguia nem mesmo dizer as palavras. — O que aconteceu com você e a Senhorita Sophia?
Penn olhou desconfiadamente para Ariane e Gabbe, mas nenhuma se movimentou para ser insolente. Penn desistiu e se sentou na beirada da cama.
— Eu simplesmente fui lá perguntar a ela sobre... — Ela olhou para as outras duas garotas novamente, então lançou a Luce um olhar astucioso. — A pergunta que eu tinha. Ela não sabia a resposta, mas queria me mostrar outro livro.
Luce tinha esquecido tudo sobre a busca dela e de Penn na noite passada. Isso parecia tão distante e tão irrelevante depois do que havia acontecido.
— Nós nos afastamos dois passos da mesa da Senhorita Sophia — Penn continuou — e houve essa explosão maciça de luz de canto de olho. Quero dizer, li sobre combustão espontânea, mas isso foi...
Todas as três outras garotas estavam se inclinando para a frente nesse momento. A história de Penn era notícia de primeira página.
— Algo deve ter começado isso — Luce falou, tentando imaginar a mesa da Senhorita Sophia em sua mente. — Mas eu não acho que havia mais alguém na biblioteca.
Penn sacudiu a cabeça.
— Não havia. A Senhorita Sophia disse que um fio deve ter dado curto-circuito em uma lâmpada. O que quer que tenha acontecido, o fogo tinha bastante combustível. Todos os documentos dela se foram rapidamente.
Ela estalou os dedos.
— Mas ela está bem? — Luce perguntou, dedilhando a bainha parecida com papel de sua camisola de hospital.
— Perturbada, mas bem. Os extintores de incêndio foram ligados eventualmente, mas acho que ela perdeu um bando das coisas dela. Quando lhe contaram o que aconteceu com o Todd, foi quase como se ela estivesse dormente demais até mesmo para entender.
— Talvez estejamos todos dormentes demais para entender — Luce concordou. Dessa vez Gabbe e Ariane assentiram de cada lado dela. — Os... os pais do Todd sabem? — ela perguntou, querendo saber como diabos ela explicaria para seus próprios pais o que tinha acontecido.
Ela os imaginou preenchendo papelada no salão. Será que eles iriam querer vê-la? Será que eles conectariam a morte do Todd com a de Trevor... e traçariam ambas as histórias terríveis até ela?
— Eu ouvi Randy no telefone com os pais de Todd — Penn disse. — Eu acho que eles vão processar. O corpo dele está sendo mandado de volta para a Flórida mais tarde hoje.
Só isso? Luce engoliu em seco.
— A Sword & Cross vai fazer um serviço memorial para ele na quinta — Gabbe murmurou. — Justin e eu vamos ajudar a organizar.
— Justin? — Luce repetiu antes que pudesse se controlar.
Ela olhou para Gabbe, e mesmo em seu estado abatido pelo luto, ela não conseguiu evitar reverter à sua imagem inicial da garota: uma sedutora loira de lábios rosa.
— Foi ele quem achou vocês dois na noite passada — Gabbe explicou. — Ele carregou você da biblioteca até o escritório da Randy.
Justin a tinha carregado? Tipo... seus braços em volta do corpo dela? O sonho voltou correndo e a sensação de voar – não, de flutuar – a inundou. Ela se sentiu amarrada demais em sua cama. Ela sentia falta do mesmo céu, da chuva, da boca dele, dos dentes dele, da língua dele fundindo com a dela novamente. Seu rosto ficou quente, primeiro com desejo, então com a impossibilidade agonizante de tudo aquilo acontecer enquanto ela estivesse acordada. Aquelas asas gloriosas e cegantes não eram as únicas coisas fantásticas nesse sonho. O Justin da vida real somente a carregara para a enfermaria. Ele nunca iria querer ela, nunca a pegaria em seus braços, não desse jeito.
— Hã, Luce, você está bem? — Penn perguntou.
Ela estava abanando as bochechas coradas de Luce com sua bebida de guarda-chuva.
— Ótima.
Era impossível afastar aquelas asas de sua mente. Esquecer da sensação do rosto dele sobre o dela.
— Ainda estou me recuperando, suponho.
Gabbe deu um tapinha em sua mão.
— Quando ficamos sabendo sobre o que tinha acontecido, nós bajulamos a Randy para nos deixar vir visitar — ela disse, revirando seus olhos. — Não queríamos que você acordasse sozinha.
Houve uma batida na porta. Luce esperava ver os rostos ansiosos de seus pais, mas ninguém entrou. Gabbe ficou de pé e olhou para Ariane, que não fez menção alguma de se levantar.
— Fiquem aqui. Eu lidarei com isso.
Luce ainda estava sobrepujada pelo que tinham lhe contado sobre Justin. Mesmo não fazendo sentido algum, ela queria que fosse ele fora daquela porta.
— Como ela está? — uma voz perguntou em um sussurro. Mas Luce a ouviu. Era ele.
Gabbe murmurou algo de volta.
— Que congregação toda é essa? — Randy rosnou do lado de fora da sala.
Luce sabia, com o coração afundado, que isso significava que as horas de visita tinham acabado.
— Quem quer que tenha me convencido a deixar vocês, seus pestinhas, virem junto recebe detenção. E não, Bieber, não aceitarei flores como suborno. Todos vocês, entrem na minivan.
Ouvindo a voz da mulher, Ariane e Penn se encolheram, então correram para esconder os copos debaixo da cama. Penn enfiou os guarda-chuvas da bebida dentro de seu estojo e Ariane espirrou um forte perfume almíscar de baunilha no ar. Ela deu um pedaço de chiclete de hortelã para Luce.
Penn engasgou numa nuvem flutuante de perfume, então se inclinou rapidamente para Luce e sussurrou:
— Assim que estiver boa de nova, acharemos o livro. Acho que será bom para nós duas ficarmos ocupadas, tirar nossas mentes das coisas.
Luce apertou a mão de Penn em agradecimento e sorriu para Ariane, que parecia ocupada demais amarrando o cadarço de seus patins para ter ouvido.
Foi então que Randy empurrou com tudo a porta.
— Mais congregação! — ela gritou. — Inacreditável.
— Nós estávamos apenas... — Penn começou a dizer.
— Indo embora — Randy terminou por ela.
Ela tinha um buquê de peônias brancas selvagens em sua mão.
Estranho. Elas eram as favoritas de Luce. E era tão difícil achá-las florescendo por aqui. Randy abriu um armário debaixo da pia e fuçou por um minuto, então puxou um vaso pequeno e empoeirado. Ela o encheu com a água turva da torneira, colocou as peônias rudemente dentro, e as assentou na mesa ao lado de Luce.
— São dos seus amigos que irão todos se despedir agora.
A porta estava largamente aberta, e Luce conseguia ver Justin encostado contra a moldura. Seu queixo estava levantado e seus olhos cor de mel estavam nublados com preocupação. Ele encontrou o olhar de Luce e deu-lhe um pequeno sorriso. Quando ele tirou seus cabelos de perto de seus olhos, Luce conseguiu ver um pequeno corte vermelho escuro em sua testa.
Randy dirigiu Penn, Ariane e Gabbe porta afora. Mas Luce não conseguia tirar seus olhos de Justin. Ele ergueu uma mão no ar e balbuciou o que ela achava ser Sinto muito, logo antes de Randy empurrá-los para fora.
— Espero que eles não tenham te deixado exausta — Randy disse, espreitando na entrada com um franzir de testa antipático.
— Ah não!
Luce sacudiu sua cabeça, percebendo o quanto ela tinha aprendido a contar com a lealdade de Penn, e a maneira peculiar de Ariane animar até mesmo o humor mais sombrio. Gabbe, também, tinha sido realmente bondosa com ela. E Justin, embora ela mal o tenha visto, tinha feito mais para restaurar sua paz de espírito do que jamais saberia. Ele tinha vindo para checá-la. Ele estivera pensando nela.
— Bom — Randy disse. — Porque o horário da visita ainda não acabou.
Novamente, o coração de Luce acelerou enquanto ela esperava ver seus pais. Mas houve apenas um ligeiro ruído no chão de linóleo, e logo Luce viu a minúscula moldura da Senhorita Sophia.
Um xale de outono colorido estava sobre seus ombros magros, e seus lábios estavam pintados de um vermelho profundo para combinar. Atrás dela andava um homem baixo e careca de terno e dois policiais, um gordinho e um magro, ambos com linhas capilares retrocedendo e braços cruzados.
O policial gordinho era mais jovem. Ele sentou-se na cadeira ao lado de Luce, então – percebendo que ninguém mais tinha se mexido para sentar – levantou-se novamente recruzou os braços.
O careca deu um passo a frente e ofereceu sua mão à Luce.
— Sou o Mr. Schultz, advogado da Sword & Cross — Luce apertou sua mão duramente. — Esses policiais simplesmente vão te fazer algumas perguntas. Nada a ser usado em um tribunal, apenas um esforço para corroborar os detalhes do acidente...
— E eu insisti em estar aqui durante o questionamento, Lucinda — a Senhorita Sophia acrescentou, indo para a frente para acariciar o cabelo de Luce. — Como está, querida? — ela sussurrou. — Em estado amnéstico de choque?
— Estou bem...
Luce cortou quando avistou mais duas figuras na entrada. Ela quase caiu em prantos quando viu a cabeça escura e encaracolada de sua mãe e os grandes óculos de couraça de tartaruga de seu pai.
— Mãe — ela sussurrou, baixo demais para alguém mais ouvir. — Pai.
Eles se apressaram em direção à cama, jogando seus braços em volta dela e apertando suas mãos. Ela queria abraçá-los tanto, mas se sentia fraca demais para fazer muito mais do que ficar parada e absorver o conforto familiar do toque deles. Os olhos deles pareciam tão assustados quanto ela se sentia.
— Doçura, o que aconteceu? — sua mãe perguntou.
Ela não conseguia dizer uma palavra.
— Eu disse a eles que você é inocente — a Senhorita Sophia disse, virando-se para lembrar os policiais. — Ao diabo com semelhanças estranhas.
Claro que eles tinham o acidente de Trevor registrado, e é claro que os policiais iriam encontrá-lo... notavelmente devido à morte do Todd. Luce tinha prática o bastante com os policiais para saber que ela apenas iria deixá-los frustrados e irritados.
O policial magro tinha costeletas longas que estavam ficando grisalhas. O arquivo aberto dela na mão dele parecia exigir sua atenção total, porque nenhuma vez ele olhou para ela.
— Srta. Price — ele disse com um lento sotaque sulista. — Por que você e o Sr. Hammond estavam sozinhos na biblioteca numa hora tão tardia quando todos os outros estudantes estavam numa festa?
Luce olhou para seus pais. Sua mãe estava mordiscando seu batom. O rosto do seu pai estava tão branco quanto o lençol da cama.
— Eu não estava com o Todd — ela respondeu, não entendendo a linha de questionamento. — Eu estava com a Penn, minha amiga. E a Senhorita Sophia estava lá. Todd estava lendo sozinho e quando o incêndio começou, eu me perdi da Penn, e Todd foi o único que consegui achar.
— O único que conseguiu achar... para fazer o quê?
— Espera um minuto — o Sr. Schultz deu um passo para frente para interromper o policial. — Isso foi um acidente, devo lembrar-lhe. Você não está interrogando um suspeito.
— Não, eu quero responder — Luce disse.
Havia tantas pessoas nesse minúsculo quarto que ela não sabia para onde olhar. Ela olhou o policial.
— O que quer dizer?
— Você é uma pessoa nervosa, Srta. Price? — Ele agarrou a pasta. — Você se definiria como solitária?
— Já chega — seu pai interrompeu.
— Sim, Lucinda é uma estudante séria — a Senhorita Sophia acrescentou. — Ela não tinha nenhuma má vontade em relação a Todd Hammond. O que aconteceu foi um acidente, nada mais.
O policial olhou em direção a porta aberta, como se desejando que a Senhorita Sophia se deslocasse para fora dela.
— Sim, madame. Bem, com esses casos de reformatório, dar o benefício da dúvida nem sempre se é o mais responsável...
— Eu lhe contarei tudo o que sei — Luce disse, embolando seu lençol em seu punho. — Eu não tenho nada a esconder.
Ela os conduziu da melhor maneira que conseguiu, falando devagar e claramente para que não levantasse novas perguntas para seus pais, para que os policiais pudessem tomar nota. Ela não se deixou escorregar para a emoção, o que parecia ser exatamente o que todos estavam esperando.
E – deixando de fora a aparição das sombras – a história fazia bastante sentido. Eles tinham corrido para a porta traseira. Tinham encontrado a saída no final de um longo corredor. A escada desprendeu-se rapidamente, inclinando-se para longe da base, e ela e Todd ambos estiveram correndo com tanta força, não conseguiram se impedir de tombar escada abaixo. Ela o perdera de vista, batera sua cabeça forte o bastante para acordar aqui doze horas depois. Isso era tudo de que ela se lembrava.
Ela deixou a eles muito pouco que se discutir. Havia apenas a lembrança verdadeira da noite para que ela combatesse – por conta própria.
Quando acabou, o Sr. Schultz deu aos policiais uma inclinação de cabeça do tipo estão-satisfeitos?, e a Senhorita Sophia sorriu de alegria para Luce, como se juntas elas tivessem tido sucesso em algo impossível. A mãe de Luce soltou um longo suspiro.
— Iremos refletir sobre isso na delegacia — o policial magro disse, fechando o arquivo de Luce com tal resignação que parecia que ele queria ser agradecido por seus serviços.
Então os quatro saíram da sala e ela ficou sozinha com seus pais.
Ela lançou-lhes seu melhor olhar me-levem-para-casa. O lábio de sua mão tremeu, mas seu pai só engoliu em seco.
— Randy vai te levar de volta para a Sword & Cross essa tarde — ele disse. — Não pareça tão chocada, doçura. O médico disse que você estava bem.
— Mais do que bem — sua mãe acrescentou, mas ela parecia incerta.
Seu pai deu-lhe um tapinha no braço.
— Te vemos no sábado. Apenas mais alguns dias.
Sábado. Ela fechou seus olhos. Dia dos Pais. Ela estivera ansiando-o desde o momento que chegara na Sword & Cross, mas agora tudo estava tingido pela morte do Todd. Seus pais pareciam quase ansiosos para deixá-la. Eles tinham um jeito de não querer exatamente lidar com as realidades de ter uma filha em um reformatório. Eles eram tão normais. Ela não podia realmente culpá-los.
— Descanse um pouco agora, Luce — seu pai aconselhou, abaixando-se para beijá-la sua testa. — Você teve uma noite longa e difícil.
— Mas...
Ela estava exausta. Ela fechou seus olhos brevemente e quando os abriu, seus pais já estavam acenando da entrada.
Ela arrancou uma rechonchuda flor branca do vaso e a levou lentamente até seu rosto, admirando as folhas profundamente lobuladas e as pétalas frágeis, as gotas ainda úmidas de néctar dentro de seu centro. Ela respirou o odor suave e aromático da flor.
Tentou imaginar o modo como teriam parecido nas mãos de Justin. Tentou imaginar onde ele as tinha conseguido, e o que tinha estado em sua mente.
Fora uma escolha tão estranha de flor. Peônias selvagens não floresciam no pantanal da Geórgia. Elas nem aderiam ao solo no jardim do seu pai em Thunderbolt. E, ainda, essas não pareciam quaisquer peônias que Luce já tivesse visto. As flores eram tão grandes quanto palmas das mãos vertidas em conchas, e o cheiro a lembrava de algo que ela não conseguia exatamente identificar.
Sinto muito, Justin dissera. Só que Luce não conseguia entender exatamente pelo o quê.

Continua...